segunda-feira, 12 de julho de 2010

Amar é...

Deixando para trás as discussões sobre games (e coisas afins), tento voltar à poesia que se tornou minha vida nas últimas semanas. Ou será que sempre fora? Talvez algo realista ou parnasiano. Prefiro os momentos românticos. Aí vou eu.

Mais uma vez, me pergunto
Seria "amar" um tormento
Ou talvez um simples momento?

Depois de tempos sem fim
Hoje vejo que nasci
Para te amares mais que a mim

Estaria eu fora de si?
Estaria eu a amar?
Poderia eu não estar?

Sobre "amar"
Gostaria de recitar:

Amar não é dizer "Eu te amo" todos os momentos
Mas é materializar em cada gesto
Por mínimo que seja
Amar não é ter ciúmes
Mas é confiar
Incondicionalmente
Amar não é desejar te-la todos os instantes
Mas é, mesmo por curto espaços de tempo
Dá-la todo a sua atenção e afeto
Amar não é tornar-se cego aos defeitos
Mas é saber sobrepô-los pelas qualidades
Amar não é dizer que não existe outra mulher no mundo
Mas é, mesmo percebendo a existência alheia
Esforçar-se para valorizar a unica que também fez isso por você
Amar não é dizer ser sexo uma prova de amor
Mas é provar-se a cada dia
Que esse amor vai além de uma simples paixão
Amar não é deixar de avalia-la e repreende-la
Mas é faze-lo quando necessário
Para que ambos evoluam
Amar não é apenas olhar para o futuro
Mas é reparar que o passado ainda tem muito a ensinar
Amar não é ouvir música romântica todo o tempo
Mas é entender que cada verso
Significa algo especial para você
Ama-se não como ela é ou o que ela faz
E sim o que ela é
Amar não é, exatamente, ser romântico
Mas é ser o melhor que você pode oferecer
Amar não é fingir ser aquilo que não se é
Mas é ser exclusivamente você mesmo
Amar não é sentir-se bem por ser perdoado
Mas é, mesmo em dores
Pedoar com sinceridade
Amar não é só ouvi-la quando tudo está bem
Mas é, mesmo em todas as dificuldades
Apoiá-la sendo o homem que você deve ser
Amar não é sacrificar algo por alguém
Mas é auto-sacrificar-se
Amar não é prosa
Ou mesmo poesia
É tudo isso
E nada disso
Paralelamente
Pois não há descrição para amar
Não é algo que lábios possam dizer
Mas apenas o coração pode sentir
E nele preservar

"Sobretudo guarda o coração,
Pois dele procedem as fontes da vida"

"Ainda que [...] entregue meu corpo para ser queimado
Se não tiver amor, nada me aproveita"

"Saber amar
É saber deixar alguém te amar"

"Cuide bem do seu amor
Seja quem for"

Amar é viver
Hoje eu vivo
Por te amar
Mesmo que eu nada precise dizer
Você já me conhece o suficiente para saber
Que não é o que digo que importa
E sim...
Que nada mudará aquilo que geramos
Nosso amor

PS.: discordem o quanto quiserem.. estou aberto a indagações.. e talvez eu mesmo não sabia o que estou escrevendo... talvez pela hora.. talvez pelo temperamento.. pois o amor é como cada um de nós.. humano.. e nunca exato.. por isso... não se sintam ofendidos.. creio que cada um tem uma forma de encarar aquilo que vê.. assim como sua forma de amar.. mais uma vez, repito:
- "o mais importante é invisível"
- "aquilo que não se vê é eterno"
- "o amor jamais passará"
não preciso que vejam meu amor.. pois não podem.. assim.. Eu te amo!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Direito de Resposta

Como já era previsto, minhas especulações prescientes são corroboradas pelas "possíveis oposições" compreendidas a mim. Não hesitarei, de maneira alguma, em me valer do léxico que me foi conferido a tanta custa. Se ao vencedor, são dadas batatas, estas não são exibidas como um monumento. Algumas servem de fonte energética, outras para contemplação das futuras gerações. E se terceiros (vulgo representantes da esfera administrativa da sociedade) também valem-se destes artifícios, não vejo mal algum em posicioná-los de modo a defender minhas teses e teorias. Estas que, nem de longe, tornar-se-ão teses de mestrado, embora a elaboração esteja correlacionada. Receio já ter sido suficientemente defendido por alguns dos meus compatriotas, em detrimento de alguns poucos acusadores. Não somente aqueles que puseram-se frente a frente. Tenho muitos outros que agem na calada da noite. Admiro os corajosos. Porém, pergunto-me se, de fato, possuem algo sólido para espinafrar-me. Ainda segundo minhas suposições, não há coerência verossímil quanto a isto. "Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis", Atos 28:26. As profecias se cumprem. Para os incrédulos, posso, embora não me permita desgostá-los sempiternamente, deflagrar circunstâncias para aproveitarem-se de games como gênero esportivo, ou os chamados "shooters", sem contar os "puzzles". Basta uma simples análise. Tal análise perscruta fatores, ainda, históricos e, consequentemente, sociológicos. De maneira a felicitá-los, calo-me, ainda que contra meu desejo. Considero os indivíduos que não satisfazem-se com o dito contexto histórico envolvido, mas aos "sentimentos" e/ou ao simples fato de "passar o tempo". Embora sejam apenas mais artifícios mercadológicos. Nunca discriminei essa possibilidade. A única razão para estar ignorando merecidos momentos de descontração e transcrevendo meus pensamentos a fim de fazer alheios compreenderem minha noção de universo era mostrar que os games (ou qualquer outro tipo de entreterimento como filmes, músicas, propagandas) suportam um determinado patamar de informações perceptíveis à grande maioria, mas esta mesma não está interessada em reparar nestas informações . Não desejo que todos pensem como a mim, tendo em vista o vertiginoso decréscimo financeiro que seria causado aos estilos que considero, no mínimo, fúteis, tais como alguns utilizados pelos participantes do "Orkut". Além da infâmia que cairia aos gêneros musicais como "funk", "happy rock", "new pop", entre tantos outros. Ou seja, sou um perigo aos meios usurpadores mentais que rondam este século. Obviamente, isso gera um contra-ataque, e o temos visto. Pelo mesmo fato, Deus Todo-Poderoso concede o livre-arbítrio, permitindo cada qual tomar as decisões que lhe forem de maior proveito, mesmo que estas signifiquem sua extinção. Perceba. Também temos visto isso. Tenho plena ciência de que a quase totalidade da população não sequer um fio de compreensão a tudo que lhe está ao redor, pois de fato querem apenas "curtir" um momento ou dois. O que não me impede de denotar minha maneira de observar as situações. Cabe ao leitor aceitar, ou não, meus métodos. Se uns não querem enxergar, paciência. Se realmente acham que o acaso existe e tudo que fazem é, de fato, espontâneo, que assim seja. Se desejam espinafrar-me por minha visão, façam. Mas não me permitirei permanecer mudo diante das acusações. Desejo apenas que os indivíduos que constituem este secto tenham autonomia em suas escolhas. Por isso me ponho aqui, como alvo de duras críticas, ainda que ferozes apoios. Se o motivo dos que se fazem cegos for apenas gerar polêmica anutritiva, proponho que suspendam suas investidas. Sou amante de desafios reais, e não de baboseiras alheias. Não subestime aquele que vos transmite tal mensagem. "Um verdadeiro comandante não é levado ao combate. Pelo contrário, sabe impô-lo ao inimigo", Sun Tzu. Repito: escolha sua pílula. "Não é pessoal. São apenas negócios", Michael Corleone. Eu sei que há um motivo para tudo que ocorre. Chame-me de louco, se desejar. Nada acontece sem ser devidamente planejado. Seja uma peça, ou seja o jogador. Ou, no mínimo, seja capcioso o suficiente para perceber que não passa de uma peça. E não me julgue por gostar de história. Não é a disciplina que me fascina. São os fatos, e sua interação com o mundo. É o potencial pensante do universo que me rodeia. Permanecerei alerta.
Só pra constar, no que tange meu ideal de gamer, jogo todos os tipos e gêneros. Eu sei do que estou falando. Cabe a você saber o que está pensando. E mais ainda. Se está realmente pensando.
Boa sorte.
Horde Rules Again. And Again. And Again. And Again. And Again. And Again...

sábado, 3 de julho de 2010

Life and Beyond

Divagando a respeito do post anterior, temo a necessidade de alguns esclarecimentos. Agradeço as reações, pois assim percebo que minha luta não é em vão (ou quase isso), no que tange expandir o conhecimento que me foi concedido, não me fazendo maior que outrem, porém cada qual adquire o que bem lhe aprouver. Noto que, em parte, permito-me o escoicear de alguns, o que é perfeitamente compreensível (eu acho). Tão logo, passemos ao popular (alguém ainda confia no que eu escrevo? espero que sim (ou será que não? os humanos nunca escolhem o que é mais seguro à sua própria conturbada existência)). Primariamente, advogo o fato de que seu nada suscinto escritor compactua de diversos meios sociais, e que o fato de ser um game(quase)maníaco não o exclui do meio que o permeia. Adoro games? Sim, e com prazer, mas também pratico esportes, ouço música (eu disse música ein), conheço minha parenta mais próxima (tem gente demais no fim das contas), costumo dançar (não diria exatamente dançar, mas agente chega lá um dia desses aí), tenho A mulher (te amo, minha rosa) que me ama (não necessariamente refiro-me à minha progenitora) ao meu lado (não sou um cara que "pega" ou "fica", simplesmente não condiz com a minha natureza) e ainda tento salvar algumas almas de um sofrimento que eu julgaria nada conveniente. Perceba, amigo leitor, que embora me dedique aos games, tenho muitos outros objetivos a cumprir (um deles, quando possível, é escrever para uma revista de games). Não defendi, nem defenderei aqueles que se perdem em horas a fio de jogatina desmedida. É mais que óbvio que parte dos gamers literalmente "não está nem aí" para o que está jogando, importando-se apenas em vencer uma simples partida. É o tal "consumo consciente". O fato, ou habilidade, de procurar nas reentrâncias de tudo aquilo que me está no entorno é algo adquirido com muito tempo e esforço. Admito ser adepto da corrente "jack of all trades, master of none", que em linguagem luso-brasileira seria "conhece um pouco de tudo, não domina nada", o que, em tese, conferir-me-ia uma autonomia ante qualquer situação, embora não partilha-se do conhecimento absoluto daquilo que enfrento. Não serei entendido (e aceito muito menos) por todos. Na verdade, isso não me importa. A disseminação do pensamento. Isso sim, me importa. Sempre joguei muitos games, desde o frágil Master System (meu primeiro console, nos idos de 1998). A despeito das teorias que os games, em sua totalidade, mutam um indivíduo, discordo. Ninguém se torna um sociopata devido a isso. A mente é algo muito poderoso e complexo para ser influenciado diretamente por meros 8 bits de diversão momentânea. O indivíduo sim, muta os games. Porém isso é um assunto para outros carnavais... err, digo... outros posts. Logo, se alguém deixou de ser um gamer para "viver", me arrisco a dizer que perdeu uma boa fonte de conteúdo social. Sim, sociedade. A extensão comum da concepção de sociedade é tão ínfima quanto o grau de seletividade musical dos ouvintes de Justin Bieber. Por favor, se só sair, beber e "pegar" (inclusive apenas "jogar") compreendessem "vida social" nos tempos atuais, garanto que os humanos estariam muito bem, obrigado. Vai infinitamente além disso, caro leitor. Raios e trovões, se história não é sociedade, quebre minhas pernas e me chame de Winston Churchill. A história é, e sempre será, a perspectiva da sociedade num determinado tempo e espaço. Entender história não remete à correção dos erros do passado, mas a continuidade da funcionalidade desses erros. Pare e compare. Nada mudou desde a extinção do Neanderthal. O mais evoluído foi destronado pelo parente bárbaro e detentor da vantagem numérica. Somos fruto do pensamento alheio. Você não percebe (ou talvez percebe) que personificamos os peões do xadrez. Só (pseudo)andam para frente, os primeiros a morrer, sujeitos a um poder controlador maior do que o próprio tabuleiro. Nós, definitivamente, não jogamos o jogo. Apenas somos manipulados. Abane, bata, corte a cabeça leitor, mas é a pura verdade. Não acredite em mim e nada mudará. Acredite e fará uma grande diferença. Escolha sua pílula. Não se trata do que os games transmitem exatamente, mas sim de como eles o fazem. E, além do mais, o que são as guerras senão fruto do embate político-socio-econômico. Isso é verdadeira chave desse tormento literário diante dos vossos olhos. Reconheço que a grande maioria não procurará entender o que tento suplantar aqui. Mas, como em "Arquivo X": "a verdade está lá fora...", basta você dar a sua "espiadinha", caro leitor.
Mais uma vez, boa sorte (vocês vão precisar).
Horde Rules Forever!