quarta-feira, 28 de abril de 2010

"Desde de pequenos nós comemos lixo..."

A ideia de escrever esse post me veio logo em seguida de eu ter tomado a revolucionária decisão de ao ler, ouvir e/ou ver, em suma, apreciar qualquer forma de entreterimento, não se ater ao que se percebe na primeira impressão, mas compreender aquilo que se esconde em uma fala engraçada ou um texto enigmático. Pode parecer ridículo, mas houve uma reviravolta na minha concepção da simples leitura de uma história. Descobri que captar referências em algo, torna o mesmo em uma extensão do seu raciocínio intelectual, da partícula inteligível da existência. A fim de ilustrar usarei uma situação cômica. Pelo menos para mim. Encontrava-me ao lado de minhas mãe e irmã (12 anos, senão me falha a memória) na sala (de cinema) que exibia o filme "Madagascar 2". Francamente. Enquanto a maioria dos diminutos seres e seus alienados responsáveis de idade mental obviamente equivalente ao dos primeiros, riam das já esperadas aparições dos personagens nos cantos da tela, piadas-pastelão muito discorridas e sons particularmente pouco plausíveis; poucos não foram os momentos que perdi-me em "sacadas" de extremo sarcasmo e ironia. A obra em si é uma pérola para a filosofia do "para bom entendedor meia palavra basta". Particularmente observei muito escárnio em relação aos malfadados novaiorquinos, que obviamente abrasou minha atenção. Citações de imperalismo, globalização e medicina pós-moderna, também tiveram seu devido espaço a ser ocupado. Me exitei do cinema boquiaberto com tudo que tive capacidade de absorver. Nesta linha de pensamento começei a perceber um sem-número de referências, citações, conexões em tudo que meu intelecto tomava parte. Alguém com certeza escarneceria de mim nesse instante enquanto lê, partindo do pressuposto que eu já deveria ter percebido isso. Concordo plenamente. É revoltante coparticipar de tais ideias num momento tão tardio da minha efêmera existência. Mas a questão seria melhor colocada quando outro disesse: "Será que o número de indivíduos que obtém esse conhecimento é suficiente para suprir o déficit populacional no mesmo sentido?". É claro que não. Uma explicação aceitável para esse fato pode ser aferida ao observarmos um infante a asistir uma obra também relativa ao público infante na companhia de um, assim denominado, adulto. Tal infante é condicinado pelo estúpido adulto a observar apenas cores e movimentos, deixando o intelecto entrar e sair de cena tão rápido quanto à vista pode perceber. Mas outro irá indagar: "mas uma simples criança não pode absorver esse tipo de pensamento... é só uma criança... não entende nada". Pobre daquele que profere tais palavras. Se a criança não entende é porque a sua inútil presença assim determina. Esses pequenos seres são em muitos mais capisciosos que auto-afirmados adultos. Sua mente é livre da contaminação intelectual que permeia à nós. Aqui entra outra questão: "Então os filmes infantis não são de fato para crianças...". Pelo contrário. Essa é ideia dos autores. Sabendo da ineficácia de exprimir tais pensamentos a indivíduos senis, encapam-os sob a forma de histórias ditas infantis, com o intuito de salvar o maior número de seres da alienação globalizada. Uma sugestão prática é observar obras literárias e cinematográficas dirigidas a esse público. As conotações não correspondem pura e simplesmente às noções de amizade, amor e outros sentimentos, mas à política, sociedade, tecnologia, filosofia e comportamento. Durante um longo período de tempo o único tipo de conexão observada foi a sexual. Muito falava-se sobre mensagens subliminares. Edificações submarinas com pináculos de aspecto peniano entre outros tantos fenômenos. Permito-me dizer que muitos foram aqueles que detinham o poder sobre essas obras e utilizaram desses recursos para "sacanear" uma sociedade apática. Chamam-me de louco. Não duvido. Admito. Quais dos antigos intelectuais não eram loucos? Jesus foi chamado de louco. Não necessitamos citar nenhum outro. Existem muitos. Incontáveis. Sinto-me lisonjeado quando equiparado em patamar com eles. Não há como listar todas as obras que percebi terem referências. Filmes, livros, músicas, comentários, propagandas, jogos eletrônicos. Tudo. Nada nos dias de hoje não é carregado de significado, tanto bons quanto maus. Se é que posso delimitar esse limiar entre bons e maus. A frase que dá nome ao post, por exemplo, foi pensada de uma maneira por mim, e agora vejo outro significado agregado à ela. Repare no que existe no lixo cotidiano. Na verdade não existe lixo. Tudo pode ser reaproveitado. Natural ou não naturalmente. A realidade é que comemos, absorvemos, aproveitamos aquilo que é útil, porém a sociedade, o sistema torna-o em lixo, inútil, impedindo sua absorção. Nós comemos algo transformado em lixo. Outro verso diz: "...vamos cuspir de volta em cima de vocês...". Uma época da música que não deveria ser esquecida. Existem remanescentes, mas poderíamos ter expandido muito mais. Mudado um país. Os filhos das trevas são mais ágeis que os filhos da luz, diz a Bíblia (não consegui encontrar a localização). Talvez este seja o post mais incompleto já escrito. Poderia citar muitos instrumentos de protesto. Mas proponho um experimento: da próxima vez que ver, ler, ouvir e/ou jogar alguma coisa, procure naquilo que muitos julgam invisível. O Pequeno Príncipe já assim dizia: "O mais importante é invisível". Também Sun Tzu. 2 Coríntios 4:18: "...as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas...". Você terá muitas surpresas.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Rosa de Soter... por quê?

Como prometido no post "Gênese", lá vai a (nem um pouco) esperada explicação sobre a síntese de um corante:

"Estávamos realmente num ótimo dia. Poucas discussões e ausência dos erros cotidianos. Acredite. Estar num laboratório durante, em média, 5 horas seguidas, todas as semanas do mês, aspirando gases venenosos, e duas espécimes do sexo feminino exalando estrogênio, não é algo nem um pouco saudável para um homem. Finalmente, depois de uns longos 2 meses de tentativas frustadas, erros de estequiometria e procedimentos bizarros, sintetizamos um corante salmão-rosáceo de aspecto semelhante a um fino pó. Pouco antes da definição visual da cor, perguntamos ao nosso professor, Leandro de sobrenome já citado, se poderíamos dar seu nome ao corante (por motivos que não são seguros de serem revelados). Após alguns segundos ele nega, por não saber qual cor resultaria naquele experimento, citando a possibilidade da coloração rósea. Dito e feito. Mesmo contra o deu desejo, não contemos o desejo de sacaneá-lo".

Assim nasceu o supracitado nome (pouco atraente) para nossa criação. Como desabafo pessoal pelo desprezo do nosso segundo membro do corpo docente, professor Fred (ou qualquer coisa nesse patamar) ao classificar nossa ideia como "simples", solto a pérola: "Os grandes acontecimentos provém de ideias simples. Ideias grandes demais ocupam muito espaço na mente do espectador, e ele facilmente se desloca do objetivo. Então se foi uma ideia simples, foi para que sua propria sanidade mental fosse preservada"

"I Can't Help It"

Michael Jackson, single "Off the Wall", faixa 8. Talvez o autor tenha pensado o mesmo que eu nas exatas 23 horas que se passaram. Embora tenha a ideia de já ter passado por uma situação semelhante, essa foi diferente. Durante muito tempo apenas observei, sem saber o que fazer, esperando um momento que me fosse oportuno. Não ousava desejar. Estar tão perto quanto um toque, e tão longe quanto um olhar alheio. Indefeso. Essa era a palavra. Naquela posição eu poderia apenas ajudar. Nada que rompesse o limiar de um simples cumprimento. Mas o tempo resolveu romper este limiar. Mesmo sem perceber, ou querendo não fazê-lo, me permiti gozar daquelas situações. Era compreensível demais. Algo em mim ainda paralisava ao som da voz. Nos momentos que poderia me valer da posição, estando tão próximo, eu negava. A ideia de alcançar aquele nível, e ao mesmo tempo de manter a distância imposta. Me consumiam. Poderia esperar. Seria muito, ou não. Não importava. Alimentar por pouco tempo me fez mudar. Talvez de um modo que não cogitaria. Ainda não havia tido exatamente essa sensação antes. Pelo menos não me recordava. Não queria que fosse assim. Só me importava com a integridade. Sua saúde. Física e espiritual. E assim foi. Muito rápido. Quando parecia prosseguir algo aconteceu. Temo não saber o que ou como. Mas aconteceu. Algo nublava o céu estrelado que estava por construir. Algo frio como uma noite no deserto pairava entre nós. Acreditava não ser o que realmente era. Tentava. Estar tão distante de tudo durante tanto tempo me fez agir assim quando houve oportunidade. A cada reconciliação algo se perdia. Passava por entre meus dedos. Diante de meus olhos. Tudo que havia contribuído se esvaia de mim. Uma peça de reposição. Passageiro. Não que soubesse que não que sou indispensável. Mas ainda não esperava que fosse assim. Desprevenido. Era como eu não deveria ficar. Mas estava. Jeremias 17:5. "Maldito homem que confia no homem". Pensei estar fazendo o que podia. Mas queria fazer aquilo de longe do meu alcance estava. Não poderia. Não tenho esse poder. A decisão é individual. E ela já havia tomado a dela. Até esse momento eu estava incluído. Não mais. Foi assim. Pelo menos pra mim. Lamentava quando pensava errar. Talvez não errasse tanto quanto pensava. Mas as pequenas coisas fazem muita diferença. Ou deveriam fazer. Sun Tzu disse: "Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo [...] não correrá perigo. Aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, às vezes ganha, às vezes perde. Aquele que não conhece o inimigo nem a si mesmo, está fadado ao fracasso". Ainda não conhecia de todo. Não era um inimigo. Não é. Me encaixaria na segunda situação. Depois do choque, da tempestade, vem a bonança. Transição. Mas essa foi uma batalha. Não perdi a guerra. Na hora, era "My Immortal", Evanescence, que estava tocando na minha mente. Depois "I Can't Help It". Não era minha hora. Deixava ser dominado pelas circunstâncias. Mas "um grande general não é arrastado ao combate, [...], sabe impô-lo ao inimigo". Sun Tzu. Quando se é sacrificial demais, você pensa assim. Ou tenta pensar. Às vezes não há tempo. Ou você faz não haver tempo. Transição. "Uma metamorfose ambulante", segundo Raul Seixas. Mas bem próximo de sair da crisálida. "A invencibilidade repousa na defesa, a vulnerabilidade revela-se no ataque", "Ataque onde seu inimigo não possa defender". "[...] fazer muitos cálculos conduz à vitória, e poucos, à derrota". Sun Tzu. Excusas não mudarão a situação. Agora é minha vez.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Teísmo

À muito tenho percebido o quanto à ciência, ou alguns de seus ramos, tem se esforçado em mitificar a existência de um ser a quem muitos referem-se como Deus, denominação para uma entidade suprema de onipotência, onipresença e onisciência, tanto física quanto espiritual. Muitas são as teorias, mas a algum tempo percebi algo de extrema significância para meu entendimento como ser humano. Grande parte da ciência que tenta extirpar tal existência termina por confirmá-la. Tomemos como exemplo o "Big Bang", a explosão de um corpo de massa imensúravel, ou motante de energia absurdamente elevado em um espaço condensado. Esse fenômeno acarreta a formação do universo por completo, obviamente instável, que ao decorrer de bilhões (senão em notação ainda maior) de anos organiza-se para formar galáxias de infinita extensão. Segundo Einstein, massa e energia são medidas relativas entre si, a saber, E=m.c², logo, ambas podem mutar-se. Sendo o valor de "c²", velocidade da luz ao quadrado, da ordem de 9 vezes 10 elevado a 16 metros ao quadrado por segundo ao quadrado. Acredite, você quer nem pensar em o quanto esse número é grande. Multiplicando-se isso pela massa teórica do universo (admitindo sê-lo finito), em torno de 10 elevado a 54 quilogramas, teríamos algo próximo de 9 vezes 10 elevado a 70 quilogramas vezes metros ao quadrado por segundo ao quadrado. Para ilustrar, a energia descarregada durante o lançamento das bombas atômicas no Japão derivava de 4 vezes 10 elevado a 3, ou 4 toneladas. De fato, uma quantidade de energia a esse nível seria inconcebível para qualquer humano (normal ou não). Seria difícil não pensar, ao olhar para o número de zeros à direita do primeiro algarismo, que algo de poder e presença incaculável seria o responsável por tamanha criação. Para os céticos (e tenho certeza de que alguns ainda não se converteram) ainda tenho uma carta na manga. Agora peço licenças a Darwin, brandindo a teoria da evolução das espécies. Não que Darwin fosse ateu, longe disso, porém não são poucos os que se utilizam de seu raciocínio para invalidar a "divina criação". Não duvido que tenhamos derivado dos símios primitivos, através de eras de transformações (bem-sucedidas ou não). Curioso é que na maioria (quisá todas, exceto a nossa) as espécies, nenhuma alcançou o nível de complexidade que apresentamos hoje, além de não necessitar extinguir diretamente nosso semelhantes (menos, ou mais, afortunados), os primatas. Não. Fazemo-los por outros motivos. Mais um motivo que reforça minhas teorias. Em Gênesis 1:28, em que Deus atribui poder e autoridade sobre toda e qualquer criatura sobre a terra, céus e mares. Desse poder utilizamos além da conta, bem como qualquer das nossas habilidades, pouco para construir e muito para destruir. O certo é: o homem não consegue compreender algo tão poderoso quanto a idéia (e a existência) de "Deus". Um intelecto diminuto, em vista da colossal complexidade deste Ser. Muito embora, aqueles que julgamos incapazes de entender aquilo que também nós não entendemos, são muito mais sensíveis e percebem com maior facilidade aquilo que o nosso consciente tende a ignorar. Como as crianças. Nossa mente é tão focada na nossa própria efêmera existência que deixamos de captar Aquele que está em um patamar talvez não tão elevado quanto a ciência insiste em afirmar. Em Salmos 8:5, cita que fomos criados apenas um pouco menores que Ele. Talvez não estejamos tão distantes, mas fomos ensinados a pensar de maneira oposta. O "sistema opressor" ataca novamente. Assunto para outro post (em construção). 2 Pedro 3:8 relata a momentânea impossibilidade da compreensão humana na concepção de tempo divina. Tal passagem garante que todo o processo da criação descrita nas Escrituras Sagradas é válido, para aqueles que nela creem, pois não necessariamente tudo ocorrera num espaço de poucos dias. Espero ter explanado minhas teses com clareza. Embora nem todos convençam-se, em Isaías 55:11 diz que a palavra não voltará vazia. E nela eu creio.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Momento "Eduardo e Mônica"... ou quase isso!

Caros leitores, posts desse tipo talvez demorem a sair, mas engana-se aquele que acha que por este motivo penso menos nisso do que qualquer outro assunto relacionado aqui. Pensar às vezes não seria a palavra certa, "sentir" possa ser mais adequado.
Fugindo um pouco da temática "ficar e sair", no maior estilo "bate-pronto" que tem permeado a nossa (sem contar as vindouras, tomara que não) geração de maneira tão constante, proponho um questionamento: o que é amor? De certo, essa frase já foi lida milhares de vezes por qualquer um e respondia relativamente na mesma medida. Porém o experimento aqui tem uma análise mais refinada. Não tenho o intuito de respondê-la. O objetivo deste veículo social não é responder perguntas, mas questionar a natureza das perguntas que já existem.
Muitos já citaram ser o amor um possível resultado da atração de corpos de características opostas. Ou a dissolução de corpos de propriedades semelhantes. Resoluções complexas a fim de compreender um evento tão comum. Ou não. Amamos ou sentimos necessidade de outro preocupar-se demasiadamente conosco? É provável que o evento de "amar" não corresponda exatamente ao que vemos atualmente. Se é que já vimos isso acontecer. Quando permite que meu lado romântico obtivesse mais espaço na minha existência, lancei uma pérola: "A beleza não é um atributo necessário para o amor". Com certeza, procurei com isso melhorar a minha posição. Você entendeu o que eu quis dizer. Mas confesso que há momentos em que tenho minha mente estressada por não ter provado ainda minha teoria. Será que há uma necessidade verdadeira em relacionar-se carinhosamente ou nosso subconsciente trabalha para nos sentirmos bem com isso? Não tenho dúvidas de que amar seja parte da natureza humana, mas temos amado a parte certa? Uma das primeiras características observadas pelo nosso cérebro ao compreender que um indivíduo é do sexo oposto, é o corpo. Nada mais que uma casca que esconde o caráter do mesmo. Pronunciamos o verbo "amar" quase que automaticamente, não no sentido verdadeiro, sim como desejo. Avançamos nesse desejo e passamos a amar sim à nossa posição, à satisfação de um produto de consumo. Tão profundo quanto uma poça d'água que evapora num dia quente. O comum homem/mulher-objeto. Alguém já disse que só se ama o que se é cativado. Atribuímos um valor que difere aquilo dos demais da sua espécie. Mas para dar a essa situação um valor agregado maior, não devemos nos ater ao exterior. O mais importante é invisível. Nem sempre temos o mais belo, mas podemos ter aquilo que só nós podemos ver. Só o que é cativado prova da verdadeira essência daquele que o cativou. Quando esse patamar é alcançado, talvez estejamos mais perto de conhecer o amor. Não algo material, mas que transcende a matéria. Não ame por um valor, mas o faça por alguém.

sábado, 10 de abril de 2010

Realidade? - parte 1

Assistindo pela segunda vez o filme O Procurado, recordei-me da profunda compreensão que adquiri ao assiti-lo da primeira . Em muitos aspectos, a obra assemelha-se a trilogia Matrix, pelo desvio dos dogmas da sociedade. Uma frase que tornou-se lugar comum para esse filme é: "Que coisa mais mentirosa! Como balas podem fazer a curva? Isso é impossível!". Tenho porém, algo a comentar sobre essa assertiva. Quem disse que balas não podem fazer uma curva? Obviamente devo repetir a frase de Machado de Assis no livro Dom Casmurro: "Abane a cabeça leitor!". Agora, tente compreender. O filme não trata diretamente da questão física com respeito à trajetória de um projétil disparado por arma de fogo. É claro, esse tipo de propaganda é extremamente atrativo, mas a mensagem obumbrada pela ação desenfreada não pode ser ignorada. O fato é: será que tudo o que ouvimos, vemos, absorvemos da chamada realidade que nos permeia é de fato verossímio? Nada pode ser alterado drasticamente? Como em Matrix, Vanilla Sky, Exterminador do Futuro, O Procurado, O Pequeno Príncipe, Alice e tantos outros títulos, o enredo mais aceitável nem sempre é o verdadeiro. A última frase do personagem Wesley após atingir o alvo de um ângulo impossível é: "Agora eu estou tomando o controle da situação...", difere de muitos de nós, reles humanos, que aceitam encontrar-se controlados pela situação. Por muitas vezes, compreendemos como imutável algo que nem mesmo conhecemos a origem. Por exemplo, será que sempre existiu o cancêr? Alguém deu nome a um determinado evento que o fez aderir como anomalia, mas o que esse evento era quando não possuía um nome para designa-lo? Grande sorte da população permanece aquém desse pensamento. Curioso, no mínimo, é ler Mateus 17:20, no qual Jesus pronuncia que nada é impossível ao homem quando ele usa a sua fé, sua certeza, mesmo ao ordenar a um monte que se atire ao mar. Para aqueles que acreditam na Bíblia, essa pode ser uma garantia absoluta sobre qualquer situação. Agora, generalize essa situação. Supondo que um individuo não satisfaz essa condição de convertido, sua fé, certeza, pensamento (chame do que quiser) poderiam fazê-lo alcançar impossíveis à realidade que está inserido do mesmo meio. No anais da história, poucos não foram os exemplos de entidades humanas realizam façanhas que muitos viam como inalcançáveis. Essas informações acarretam na seguinte afirmativa: a chave para abrir qulaquer porta está na mente. Para os que acreditam, Isaías 14:24 diz: "... como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim de efetuará...". Não existe destino, carma ou predestinação. Todos são responsáveis pela vida que possuem, cabe a cada um "tomar o controle da situação". Vale citar uma fala do Oráculo em Matrix Reloaded: "... o que importa é o que fazemos com o tempo que nos é dado...". Se a sua mente, intelecto desconhece algo, logo ela não existe para você. Como alguém pode ter algo que não existe em sua realidade? Basta eliminar o conceito da própria incapacidade frente a uma situação que você se torna capaz de superá-la. Talvez uma bala fazer uma curva seja impossível para sua mente entender, mas se nunca tivesse visto uma bala sendo atirada, daria àquele evento a denominação de natural. Como já dizia O Pequeno Príncipe, o mais importante é invisível.

O que torna essa aceitação tão difícil pode ser apreciada em posts posteriores.

Gênese

Bom, finalmente a idéia de um blog de minha autoria toma forma, sendo assim, declaro a todos os leitores o mais estranho pensamento que poderia levar qualquer um a escrever algo a ser compartilhado. Lá vamos nós:
Durante um dos fatídicos devaneios nas aulas práticas de Síntese Orgânica, após perceber a coloração salmão-rosácea resultante do nosso experimento, divagamos com respeito ao nome fictício que seria dado ao mesmo. Culminando na escolha de: Rosa de Soter (outro post será dedicado à essa escolha). Mas a cor salmão não saia da minha mente, permitindo-me autistar nessa linha de pensamento: o nome da cor salmão provém (por motivos óbvios) do peixe homônimo, que na época da desova nada contra a corrente dos rios, literalmente subindo cachoeiras a fim de depositar seus diminutos rebentos à nascente do citado corpo hídrico. Em um episódio do anime Pokémon, o espécime Magikarp repete o comportamento do supracitado animal, ao subir uma cachoeira. Porém, determinado pokémon deveria relacionar-se ao espécime conhecido comulmente como carpa. Este, figura que atinge níveis mitológicos na cultura nipônica, na qual, cultivava-se a existência de uma carpa gigante que viveria sob o arquipélago do Extremo Oriente, causando, quando tomado por acessos de fúria colossal, os inúmeros abalos sísmicos da região. Uma explicação plausível quando não se possui nada mais coerente e empírico que essa conotação.
Aí está a primazia da recém-criada vertente bloggeira de meu intelecto. O modo absurdamente eficiente que algumas horas esperando um aquecimento e/ou esfriamento podem contribuir na evolução do pensamento. Temo pela aprovação dos leitores, e espero oferecer posts melhores. Até a próxima.