Meu Deus! Aonde nós chegamos? Ou melhor, onde ainda estamos, porque acho que não saímos muito do início. O homem nunca foi muito bom em fazer as coisas mesmo, a saber nossa própria história denota momentos de pura preguiça e desprezo por fazer algo, mas sim deixar acontecer, seguindo os conhecimentos de "Murphy", ou seja, da pior forma possível. Colocando os pingos nos is agora: em que momento funesto da existência humana passamos a discutir o destino de um primata? Pior ainda: o juiz, o ente judiciário de tamanha demência que diz que o símio não precisa ser transferido devido a ausência de civilidade por parte do mesmo, a um local onde viverá em grupo. Talvez demência maior seja a necessidade do necessitado tratador em expor uma situação dessas ao "Ministério Público". Ou ainda maior da administração do zoológico que não permitiu a transferência. Ou mais ainda do ser abestado que está escrevendo um post sobre essa insanidade. Irracionalidades a parte, o que ser civilizado tem a ver com macacos que vivem em grupos? A criatura, digo, o juiz, quase chamou Darwin de volta a terra, quase reescreve a "Evolução das Espécies", só para classificar o macaco como não-evoluído, só por causa da má vontade em dizer sim, e obrigar ao zoologíco adversário aceitar o conterrâneo sr. Tião, o legítimo governante deste estado chamado Rio de Janeiro (que Deus o tenha, ámem). O que evolução tem a ver com toda essa bagunça? Afinal, tem sim, pois só alguém não-evoluído como o "Meritíssimo" juiz, desembargador, sejá lá que raio ele for, dá preferência a questões de macacos, a assuntos de interesse da população em geral. Só uma população alienada como a nossa para dar crédito a esse tipo de informação estapafúrdia ao invés de, perdoem o termo, "descer a porrada" nessas repugnâncias chamadas "pessoas públicas" que espalham a pestilência da morosidade e abstinência moral no seio daquilo que deveria ser chamado "Justiça". Torço fielmente para que a obra-prima do cinema que faço referência seja uma realidade um dia. Aliás, uma metáfora sobre o ciclo da humanidade, onde as classes escravas tomariam o poder a força, fundando uma sociedade particularmente parecida, perdendo os valores reais do início, perpetuando a desgraça humana, mas mesmo assim, demonstrando um ínfimo desejo de derrubar a autoridade vigente, apenas para fundas uma semelhante, com nomes diferentes. Na História, isso já ocorreu em diferentes momentos, e permanece ocorrendo, perfazendo a "dança de Shiva", da construção e destruição do universo. Mas quando os macacos, que não somos nós exatamente, tomarem o poder, de fato, é o declínio, a queda suprema de nós, seres estúpidos e ignorantes, altivos que acham que são racionais. Particularmente, pela atenção que os primatas recebem em assuntos torpes eu preferia ser um babuíno, pois além da óbvia liberdade da nudez indiscriminada, teria uma sociedade assistindo minhas idas e vindas. Quase pereço o "Beira-Mar", o que chega a ser cômico pois só um elemento de tal destrutibilidade recebe tal atenção alheia. Ser racional é valorizar o destrutivo ao invés do construtivo? Lendo os jornais, percebemos que sim. Viva a irracionalidade então. No fim, quem é o irracional? O pobre símio, ou toda esse cancêr representado por entidades do nosso círculo social dominante? Façam suas apostas. No fim, todos perdem. Se isso é evolução, prefiro a revolução, mesmo que seja dos bichos! Esse é o admirável lixo/mundo velho/novo que você quer compartilhar? Racional mesmo, quem sabe o Mano Brown seja. Até quando este estado de espírito vai permancer? Nos vemos no Apocalipse!
[Este post foi escrito enquanto ouvia "System Of A Down"]