Talvez a nossa privada, mas quem pode responder? Com a chegada do segundo episódio de "Tropa de Elite", abordando novos patamares da sociedade e sua relação com a "máquina" pública, sem contar as mais "fulgazes" promessas dos candidatos às instâncias políticas, a oportunidade para discutir assuntos como a segurança, ou sua ausência, não poderia ser melhor. A começar pela infame pergunta: estamos seguros? Se sim, ou mesmo se não, de quem? Por quem? Dia mais, dia menos, percebe-se o quanto a população tem estado enclausurada, mantendo rígidas condutas de horário e locação, com base nas estatísticas de roubos, assassinatos, estupros, e por aí vai, enquanto a marginalidade perdura em "liberdade". Principalmente nos feudos, ou, como são chamados, as favelas, embora não possam ser considerados "poder paralelo", representam áreas polarizadoras da marginalidade, no qual os excluídos compreendem um sistema próprio de sociedade. Porém, julgar que apenas as favelas representam o grande montante criminalizado é um exemplo de falso juízo, quando, realmente, são a ponta do bloco gélido do crime, a etapa de "fim-de-processo", o escoamento da instrumentação corrupta de nossa sociedade. Como diria os esquartejador: vamos por partes. Primeiro: concepção de criminalidade. Dizem que onde termina o direito de um, o direito do seguinte começa, que pode explicar até onde uma ação pode chegar até tornar-se um crime, ou ato criminoso. Ou seja, ao invadir o espaço, ou o conceito privado de um indivíduo, comete-se um crime, que pode ser: roubo, sequestro, calúnia, corrupção, entre tantos outros. Porém, percebe-se que muitas "invasões" passam, ou finjem passar, despercebidas que, pequenas ou grandes, ocorrem no cotidiano. É o chamado "jeitinho brasileiro", que consiste no ato criminoso, julgado irrelevante, e, tão logo ser irrelevante, não é passível de punição. Deste ponto em diante surge um novo conceito: daquilo, que mesmo ilegal, é visto como legal. Exemplos disso não faltam no nosso meio social. Logo, não é a Constituição que dita a legalidade social, mas sim o esteriótipo do crime cometido, sendo muito mais complexo levar à justiça qualquer caso que seja, sem acarretar problemáticas à compreensão de necessidade de tais procedimentos. Temos as primeiras dificuldades já neste instante da análise. Segundo: reação legal perante o ato criminoso. Como reagir ao, quando assim notificado, crime é cometido. Quais as medidas socio-políticas envolvidas para remediá-lo. Há uma estratificação neste instante, com a ação de medidas preventivas, investigativas e punitvas aos envolvidos. Como medida de prevenção geral, temos a educação, onde o indivíduo obtém noções de cidadania que tenderam a impedir seu ingresso na marginalidade criminosa. Mais problemas podem ser apontados como a ineficiência da educação não só no sentido cidadão, mas intelectualmente também, gerando um déficit absurdo no que tange à formação do indivíduo como um todo. As medidas investigativas correlacionam-se diretamente com a política de segurança, em como as instituições agem para chegar a um suspeito factível. Nesse ínterim, a corrupção da própria máquina estatal compromete todo o sistema, culminando na punição de suspeitos inverídicos, congestionando o sistema carcerário com inocentes. Não somente isso, pois, na verdade, casos sem fim podem ser arquivados, deixando de lado qualquer opção de cumprimento da justiça, diretamente conectado com a noção de criminalística já exposta no início do texto. Motivo de grande consternação, a, enfim, punição deve ter o papel de reintegrar o infrator à sociedade. O que, notavelmente, não acontece com a frequência desejada, visto ser apenas mais um peso tributário a presença de indivíduos sob a custódia do Estado. Reintegrar significa, ou deveria ser entendido como, reabilitar o indivíduo de seu estado marginal para socio-economicamente ativo, um papel educacional, sendo sua realidade análoga a tudo isso. Nos complexos prisionais, as condições sub-humanas de habitação, alimentação e saúde servem para comprometer ainda mais a condição marginal do indivíduos, além da total ociosidade da maioria deles, o que, em sua soltura, acarreta não o retorno a condição criminosa, mas a sua continuidade. Ainda assim, esta ainda é uma pequena fração dos grandes problemas relativos à segurança, pois obviamente, o conceito de "crime organizado", ou "poder paralelo", não se aplica à essa fatia da sociedade. As favelas, ou comunidades carentes (como alguns preferem citá-las), não correspondem a estas denominações, a saber que, os "lucros" do tráfico permanecem arraigados nelas, na manutenção da pseudo-autoridade vigente, como armas, "soldados", suprimentos e produtos de trabalho, vulgo, drogas. Não há investimento extra-territorial, como a famosa "lavagem de dinheiro", pela atuação de empreendimentos legais com o uso do dinheiro, ou capital, "sujo". Daí a estreita ligação de crime organizado com casa de jogo, prostituição, hotelaria, imobiliária, além de ações fantasmas, sem mencionar o grande porte de empresas multi-nacionais. Esses meios criminais só tem satisfação pelas mãos de "figurões", "testas-de-ferro", empresários, políticos, entre outros, o que garante, pelo menos minimamente, a falsa ideia de bem-feitoria que possuem, devido aos seus antecedentes. Ainda faltando os grandes produtores, exportadores e consumidores de drogas, armas e influências, que, praticamente, não são citados no senso comum. Não me refiro às "plantações-de-laje", manufatura de armas artesanais ou à compra de votos em época eleitoral. Refiro à instalações produtivas, indústrias armamentistas e opressão imperal-mercadológica de muitos conglomerados internacionais. Voltando à questão inicial, sobre marginalização, todo pobre é marginal, ou todo marginal é pobre? Sem dúvida, todo pobre é marginalizado, pois, invarialvelmente, ele não cumprirá com todos os deveres a cumprir, e não terá todos os direitos a dispor, já que, obviamente, aqueles que ganham um salário mínimo atual, não tem condições para sustentar o modo de vida que nos permeia, o que compreende grande parte da população. Em suma, nem só de bolsa-família vive um país, mas de muitos outros fatores, dos quais educação é, sim, determinante. Por isso advogo: aplicar, suficientemente, fundos governamentais aos veículos de educação, não à maquinação ou à maquiagem, mas à ética e cidadania. Somente assim, pode-se construir um novo panorama nacional com relação à educação. Exemplificando, utilizo-me da implementação das populares UPP's, que, em princípio, apenas deslocam o foco para o "asfalto", que não pode ser remediado enquanto houver superlotação e negligência moral quanto às prisões e os meios investigativos. A segurança não tem reciclado marginais em cidadães, mas marginais em algo ainda mais difícil de se lidar, verdadeiros deliquentes, sem perspectiva, que, mui dificilmente, tem meios de não sê-lo.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
3
3. Um número, no mínimo, especial. Participa de muitas expressões de valor em qualquer época. A Santíssima Trindade. 3 filhos de Nóe. 3 grandes deuses. 3 senhoras do destino. Triângulo das Bermudas. Triângulo do Fogo. Triângulo da Vida. 3 elementos da natureza. 3 Silmarils. Todas as grandes trilogias. O tricampeonato mundial em 1970. Mas, para mim, estes últimos 3 meses tem um significado mais exclusivo. Há menos de 24 horas, há 3 meses atrás, tomei uma das decisões que mudariam minha vida em absoluto. Foram os melhores 3 meses de que tenho notícia, segundo minhas recordações. Meses que, definitivamente, não foram fáceis, nem calmos, e talvez por isso, tão satisfatórios. Meses de maratona física e psicológica, com escola, trabalho, casa, igreja e tantas outras coisas para cuidar com afinco e esmero. Uma delas não posso deixar de mencionar. Você. Você, um dos grandes exemplos de fé e atitude que tive em minha vida. Você, que eu sempre vira com muita atenção e inconsciente preocupação. Você, a quem sempre busquei ajudar e agradar, mesmo sendo chato e intrometido. Você, que Deus escolheu para me ensinar uma lição da qual eu deveria aprender do modo mais didático possível, antes do tempo do fim. Você, que me ensinou a amar. Não que eu não soubesse o que era o amor, mas quem me provou da maneira mais bela e singela. Durante 3 meses, partilhamos ainda mais nossas experiências, vitórias, inclusive dúvidas e constrangimentos. Meses que não passaram rápido, entretanto, tiveram bom proveito, ainda que seja menos do que queríamos. Tempos de tamanha felicidade, de realizações sem precedentes, só porque você estava por perto. Eu quero poder oferecer muito mais, e carrego a certeza de que poderia fazê-lo um dia, em breve. Meses de preocupação e cuidado, de coragem e determinação, de carinho, de socorro, de problemas e soluções, de você e eu. Foram nossos meses. Meses de revézes, de desencontros, de sacrifícios, de compaixão. Meses de bossa, de MPB, de música erudita. Meses de lágrimas, de risos, de excitação, de insensatez. Meses de muitas, e ainda, de poucas e pequenas, mas não menos importantes, ações. Meses que a tua presença, teu calor, teu perfume, teus olhos, fizeram-me um homem realizado, feliz, apaixonado, como nunca antes fora. Quando vi que nada me havia preparado para o que estava por vir. Aliás, estava sendo preparado. Por Deus, por você, por meus próprios erros e condenações. Palavras não podem descrever, ainda que eu deseje viciosamente usá-las, tudo que já passamos, antes, durante e depois destes 3 meses. Demorei instantes para amar você. Demorei anos para aceitar. Demorei dias para completar a tarefa de ir à sua casa, e falar com seus pais. Demoraram meses para chegar até aqui. Demoraria milênios para te ter. Mas Deus foi misericordioso comigo, permitindo instantaneamente que eu pudesse desfrutar desse amor que, mútuo, havia penetrado até a nossa alma. Meses que pude exalar daquilo que em mim estava guardado, e não admitia ser para você. Não quero repetir esses meses. Não desejo tornar monótono nosso relacionamento. Quero meses melhores. Quero ser melhor. Não o namorado, ou parceiro, ou amigo, que todas as meninas poderiam querer. Quero ser o melhor para você. Nem apenas aquilo que você desejaria em um homem, mas muito além disso. Quero sempre surpreender-te. Quero sempre cuidar de ti. Quero estar sempre ao seu lado. Quero sempre te amar. Nesses meses, cometi falhas, fiz escolhas erradas, falei o que não devia a quem não merecia. Mas fiz isso durante toda a minha vida. E hoje tenho certeza de que aprendi com tudo isso. Hoje sei que evolui. Não sou perfeito, nem serei. Mas desejo estar o mais próximo disso para corresponder a tudo aquilo que você significa para mim. Porque você é a síntese das grandes vitórias que obtive, e hei de obter no futuro, em minha vida. Não quero desperdiçar menhum momento. Não quero macular sua pureza. Não quero me esquecer de tudo isso. Não quero deixar, jamais, de olhar você. Eu não sei parar de te olhar, e nunca me deixe aprender. Eu me importo. Eu sofro. Eu me preocupo. Eu quero cuidar de você. Fazê-la uma mulher realizada, feliz, abençoada. Quero ser a sua benção. Assim como você é a benção para mim. Tenho planos, projetos, e creio que, contigo, poderei realizá-los. Uma mulher forte, independente, guerreira, e também carinhosa, meiga, doce, amável, linda. Que não falte criatividade e engenhosidade para cada post que escrevo. Pois cada dia, quando te vejo, sinto renovado meu ser. Estes são os primeiros 3 meses do resto de nossas vidas. Não me importaria se fosse contigo. A mulher da minha vida. Eu te amo. E quero permanecer amando.
sábado, 18 de setembro de 2010
Juventude Transviada?
Durante alguns meses observei a ascenção (ou reaquecimento) de uma falange da mídia: a cultura "teen". Eu sei que ela sempre existiu, mas, seja por meu amadurecimento (ou velhice precoce), seja pelo real aumento de personagens do mundo artístico ligados intimamente ao público "aborrescente", há um incômodo bem maior do que poderíamos esperar de uma só vez. Atacando no meio musical, temos: o pseudo-viril Justin Bieber (dane-se como se escreve ou fala esse nome); os cantores-atores-mais-o-que-você-quiser-que-sejam da Disney, passando por "naïve" Miley Cyrus (ou Hannah Montana, se é que esse não é seu nome mesmo), Demi Lovato, "Irmãos" Jonas, Mitchell Musso, e não-sei-mais-quantos; bandas de happy-rock (um bando de falsários) que unem a vertente "emo-core" às "boy-bands" de fundo de quintal, o que é obviamente, um disparate, misturar o termo secular "rock" com essa semi-musicalidade-anti-xenofílica estúpida; entre outros. No meio propriamente televisivo-cinematográfico, observa-se a infantilização dos seriados (Disney tem um grande papel nisso); o decréscimo dos "cartoons" (que tem quase se resumido à Ben 10 e sua equipe de aliens que desejam entrar na lista dos arqui-vilões da Marvel e DC, em um futuro próximo, que espero nunca ver chegar); filmes como da (assim chamada) "saga" das fases da lua, ou, Crepúsculo, enriquecendo moleques raquíticos (lê-se Edward), bombados (lê-se Jacob), e garotas sem expressão (lê-se Bella). Até posso acreditar que estes, e outros, indivíduos tornem-se atores e atrizes de verdade, mas no citado momento, não o são. É insuportável ver infantes, de ambos os gêneros, derretendo-se, ou entrando em combustão hormonal por coisas deste nível de cultura inexistente. Mas algo me chamou a atenção. Segundo relatos de minha genitora, a situação repete-se como um círculo vicioso, pois ela também partilhava dos mesmos ideais em sua época, a exemplo, por Fábio Jr. Ok, eu nunca despertei tal comportamento sob qualquer circunstância em minha existência. Parecem rixas pessoais que tenho contra estes seres pseudo-populares, mas não. Tudo bem, eu odeio o Fiuk, aquela saracura mal-barbeada, que herdou a voz (e as fuças) do papai, gosta de usar o arco-íris dos pés à cabeça, e, pior ainda, que tem meu nome! (sim, ele se chama Filipe, exatamente como a mim) e troca por essa cacofonia galopante descrito acima. Fuinha seria mais adequado. Não vou explicitar minha ira por todos eles, senão, ninguém lera o post até o fim. Admito que a aposta do VJ Felipe Neto (e foi processado pelo Fiuk'zinho aí) é absolutamente compreensível e extremamente satisfatória. Meus parabéns. Me pergunto se Justin trilhará os passos das celebridades infantes como Michael Jackson, que era um ótimo cantor, mas terminou nos medicamentos controlados. Fez muito sucesso, mas pagou bem caro. Ou como o próprio Fábio Jr., um sedutor inveterado, que troca de companheira na frequência de uma onda "gama". Sinceramente, temo pela sanidade espiritual, física e psicológica destas "coisas", senão eu não perderia meu tempo aqui tentando ser lido por seres que irão desejar uma punição bem severa à minha integridade físico-mental-social (vide minha irmã). É mais do que claro que só coisas piores virão, a fim de substituir estas e permitir a continuidade da perdição que é o público adolescente. Eles tem 3 opções: amadurecer e tornarem-se reais, não um sonho lascivo de uma menina na flor da idade; permanecem alvo dos holofotes com escândalos de fazer inveja aos seus antepassados; somem da mídia e voltam a ser pessoas normais, com neurônios funcionais e responsabilidades morais mais bem definidas. Vamos esperar pelo menos pior. Uma ótima tarde a todos.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
UERJ
40 horas sem dormir. Intervalos de refeições acima de 12 horas. Nenhum preparo didático. Nenhum preparo psicológico. Em suma, uma total displicência quanto às consequências de um divisor de águas, o vestibular. Ok, é UERJ. Mas mesmo assim, é algo bem valioso. Não se pode jogar 40 reais de inscrição fora todos os dias. Mais precisamente, um estado deplorável, em questões físicas e acadêmicas. Tomado de uma onda lancinante de sono, cochila-se 2 vezes no decorrer do exame. Soma-se aos instantes de completa inquietação urinária, e as repetitivas leituras de um mesmo segmento, a fim de compreender que raios de pergunta era aquela. Ter 20% das respostas marcadas em "D". Com tantos fatores controversos à tomada bem-sucedida desta avaliação pseudo-profissional, é passível de crédulo que um indivíduo obtenha proeficiência? Sob as CNTP (condições normais de temperatura e pressão), obviamente que não. No que baseia-se o advento do vestibular? Apenas mais um meio de controle da população, e a ilusão de que algo estritamente didático é de alguma relevância (por mínima que seja) para a continuidade da conjuntura pseudo-ética humana? Ou seria um mecanismo real de evolução, seja no individual, seja no coletivo, capaz de sintetizar a compleição da eterna imperfeição racial que nos liga à metáfora material da realidade adquiria em milênios de existência (quase) fútil? No fim das contas, ainda há a prova específica, que, graças ao Divino Criador dos céus e da terra, não se refere à disciplina de física, logo, obtenho maiores chances de engendrar do sistema acadêmico de nível superior. Ou quase isso. Incrivelmente, não há mais nada que necessite fazer, apenas renovar a, já estagnada, rotina de estudos, que, memoravelmente, parece ser infinita. Geração Coca-Cola 2.0? Depois de 20 anos (ou mais) de incansáveis provas de capacidade psicocínetica, que mais poderíeis esperar, meus irmãos? Vida longa e próspera.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
O Melhor
O que é ser o melhor? De onde surge a avaliação discriminatória para tal emblemática posição? Desde o princípio dos tempos, o homem, em sociedade, institui divisões de mesmo cunho, com o intuito de delimitar áreas, condensar indivíduos, dividir hábitos e conceitos, de uma maneira geral. Parcialmente contra este tipo de conjectura, é lugar-comum que determinadas designações culminem em destruição de patrimônio público, desacato à autoridades, criação de facções, concentração de renda, posse de terras cultiváveis, extinção de culturas, genocídio de indivíduos humanos e preconceito. porém, nada é tão ruim que não haja conserto ou reparo. Pelo menos em tese. E como o planeta não gira em torno de teses, mas sim do próprio eixo, o "umbigo" de terceiros não é lá tão importante quanto o próprio. Avaliar não é, em suma, de todo mal. Em tempos atuais (ou deveria mencionar todas as eras e épocas, descritas e até mesmo as não relatadas, seja por conveniência, ou por falta de dados precisos), as avaliações definem a relação humano-atividade. Sua inexistência seria, em muito, mais proveitosa se, posso dizer, humanos não fossem tão humanos. Pergunta-se onde alcançei tais absurdas e pseudo-relevantes compreenssões? A corriqueira natureza do homem em desobedecer, difamar, destruir, ou seja, por algo abaixo, incita à péssimas avaliações, que, de tão prepotentes, relevam à embates sangrentos e infames. A distinção sempre existiu, não necessitando a mesma ser utilizada com intuito de humilhar, deturpar ou extinguir culturas ou indivíduos, quaisquer que forem. Em qualquer coisa (qualquer coisa mesmo!) há divisões, não para diminuir ou aumentar uns ou outros, mas para delimitar áreas de ação, papéis, responsabilidades, sendo todos e tudo de importância semelhante. Tão logo, não consiste no ato de avaliar a razão deste post ser escrito, mas na incoerência gerada pelo mesmo. "Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso,..." Malaquias 3:18. Segundo aquilo que é dado, também recebe-se. Ação e reação. Sacrifício e resposta. Reagentes e produtos. Toda a existência gira em torno destas premissas, não importando o quanto queiramos a igualdade, esta só é alcançada mediante à unidade. Percebe-se isso a todo o momento, como deveras ocorreu, por exemplo, na Revolução Russa, em que a vitória sobre a burguesia só pode ser tomada quando toda uma população uni-se em um só propósito. Ali, líderes dividiam-se entre soldados rasos, mas ambos tinham igual objetivo e meta. E mesmo esse comportamento, tem sido repudiado, intenção de fragilizar aqueles que, um dia, tiveram maior voz, mas que ainda possuem a força suficiente. Política. Sociedade. Economia. Nada escapa à união. O fato relevante não se encontra em quem é o melhor, mas como cada um opera, agindo ao seu melhor, pois, o melhor para uns não exatamente isso para outros. Cabe a cada um a própria avaliação e trabalho, o empenho em algo a ser feito. Pois esse é o "seu" melhor. É a sua parte, o seu pedaço de bolo, a sua vida. O que você faz, ou deixa por fazer, influencia diretamente em como os outros farão, não só para si, mas para o todo. "...antes o maior dentre vós seja como menor; e quem governa, como quem serve..." Lucas 22:26. "...mostra-me tua fé sem obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras..." Tiago 2:18. Se desejas ser o melhor, faça-o para si, e daí, para os outros. Comentário pessoal: equivoquei-me ao dizer que "os melhores não estão aqui", referindo-me à instituição de ensino a qual compareço. "Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos..." Mateus 22:14. Não poderia ter dito tal coisa, pois, os melhores estão em todos os lugares, e em nenhum deles, tudo depende de como empreendem sua fé. "Não rejeiteis pois, a vossa confiança, que tem grande galardão..." Hebreus 10:35. Não basta o título. Basta o agir.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Revolta
Raiva. Fúria. Indignação. Tormento. Repentino desejo de estar portando algum aparato pontiagudo, cortante ou de sistema balístico automático de alta frequência. Há dias em que todos os sentidos se misturam em um imenso furação, um turbilhão de alto poder explosivo com tendências estilhaçantes. Quando você tem a absoluta certeza de que deveria estar em um campo de batalha, seja mitológico, medieval ou comtemporâneo/moderno, onde poderia desmembrar inimigos à vontade, sem se preocupar muito com o destino dos corpos ou mesmo o nível de carnificina adotado. Surge por diversos motivos. Desde simples atitudes de terceiros, culminando em dias totalmente controversos, de esporádicos devaneios da realidade e aregimentados de um torpor amoral. Dias em que os gamers entendem o quão Kratos é um individuo de sorte por ter a oportunida de destronar deuses, titãs e afins, de maneira absolutamante rubra. Dias em que os amantes de música clássica/sacra sabem que poderiam reger qualquer sinfonia com tanta ênfase que o público estaria assombrado ao fim do espetáculo. Dias em que faria o mundo cair os seus pés, sob ameaças ferrenhas e tirânicas. Ao portador desta anomalia, se lhe fosse dado poder suficiente em material físico, teria repercurssões semelhantes à bomba atômica. Momentos que, justamente, seus planos sofrem um reviravolta, suas convicções caem por terra, sua paz é perturbada, e então, seu sangue fervilha, seu rosto endurece, seus punhos de fecham em torno de um pescoço galináceo invisível. Sua disposição encontra-se voltada para desvencilhar-se de tudo que o cerca, a fim de, sob força, gerar retribuição ao dano inicial, ou ainda, reinvidicar aquilo que lhe apraz por direito. Mais poderoso todo este furor se torna quando esfria-se. Condensa-se. Espalha-se. Da explosão, ele regride para a recarga. Algo próximo do "start" da reação-em-cadeia de uma bomba atômica. Como um predador à espera da presa desavisada. Quando a fúria por sangue torna-se racional, comedida, estrategicamente brilhante. "Nunca deixe seus inimigos saberem o que você está pensando" Don Vito Corleone. Uma fagulha, e todo um complexo empresarial ruiria, reduzindo-se a pó e escombros. Um ataque fulminante, como um infarto, um projétil diretamente apontado e deflagrado na direção do músculo responsável pelo bombeamento de sangue pelo circuito sanguinéo corpóreo. Neste momento, você é o objeto da consumação da fúria feroz. Tudo ao seu redor torna-se uma extensão de seus membros, de sua mente. Você tem poder. E basta uma perturbação para implodir-se em um cataclisma galático. Não me proponho a alimentar os desejos psicóticos de outrem por intermédio deste breve conjunto de frases incoerentes. É apenas a síntese do que minhas entranhas maquinam alguns esparsos momentos de uma vida tensa e, por vezes, soporífera. Ultimamente, minha vida tem sido permeada, frequentemente, com momentos assim. E digo que me desgusto com eles. Mesmo alcançando níveis pré-históricos de comportamento, rugidos guturais de exclamação e movimentos bruscos dignos de um proboscídeo manco. Em dias assim, alcançamos o "magnum opus", a máxima de todas as criações. Seja para o bem, seja para o mal. "Trabalha-se melhor sob condições adversas". Verdade absoluta. Acredito que as revoltas do meu interior tendem a um propósito de grandes proporções. Talvez não salve o mundo. Talvez não me torne um mutante com capacidades sobre-humanas. Talvez nada, em suma, mude. Porém, mais-dia-menos-dia, algo muda em cada um daqueles que o coração alimenta a revolta. Não há necessidade de travar-se um embate titânico a fim de destruir um corpo celeste. Basta uma fagulha, um movimento, um olhar. E quando isso chegar, quando finalmente acontecer, todas as suas atitudes que você tomar tenderam a causar uma grande diferença. Seja para o bem, seja para o mal. Só o tempo, e você mesmo, saberão a resposta. Edificar. Derribar. Ambos. Ou nenhum destes. A escolha é sua.
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