sábado, 18 de setembro de 2010

Juventude Transviada?

Durante alguns meses observei a ascenção (ou reaquecimento) de uma falange da mídia: a cultura "teen". Eu sei que ela sempre existiu, mas, seja por meu amadurecimento (ou velhice precoce), seja pelo real aumento de personagens do mundo artístico ligados intimamente ao público "aborrescente", há um incômodo bem maior do que poderíamos esperar de uma só vez. Atacando no meio musical, temos: o pseudo-viril Justin Bieber (dane-se como se escreve ou fala esse nome); os cantores-atores-mais-o-que-você-quiser-que-sejam da Disney, passando por "naïve" Miley Cyrus (ou Hannah Montana, se é que esse não é seu nome mesmo), Demi Lovato, "Irmãos" Jonas, Mitchell Musso, e não-sei-mais-quantos; bandas de happy-rock (um bando de falsários) que unem a vertente "emo-core" às "boy-bands" de fundo de quintal, o que é obviamente, um disparate, misturar o termo secular "rock" com essa semi-musicalidade-anti-xenofílica estúpida; entre outros. No meio propriamente televisivo-cinematográfico, observa-se a infantilização dos seriados (Disney tem um grande papel nisso); o decréscimo dos "cartoons" (que tem quase se resumido à Ben 10 e sua equipe de aliens que desejam entrar na lista dos arqui-vilões da Marvel e DC, em um futuro próximo, que espero nunca ver chegar); filmes como da (assim chamada) "saga" das fases da lua, ou, Crepúsculo, enriquecendo moleques raquíticos (lê-se Edward), bombados (lê-se Jacob), e garotas sem expressão (lê-se Bella). Até posso acreditar que estes, e outros, indivíduos tornem-se atores e atrizes de verdade, mas no citado momento, não o são. É insuportável ver infantes, de ambos os gêneros, derretendo-se, ou entrando em combustão hormonal por coisas deste nível de cultura inexistente. Mas algo me chamou a atenção. Segundo relatos de minha genitora, a situação repete-se como um círculo vicioso, pois ela também partilhava dos mesmos ideais em sua época, a exemplo, por Fábio Jr. Ok, eu nunca despertei tal comportamento sob qualquer circunstância em minha existência. Parecem rixas pessoais que tenho contra estes seres pseudo-populares, mas não. Tudo bem, eu odeio o Fiuk, aquela saracura mal-barbeada, que herdou a voz (e as fuças) do papai, gosta de usar o arco-íris dos pés à cabeça, e, pior ainda, que tem meu nome! (sim, ele se chama Filipe, exatamente como a mim) e troca por essa cacofonia galopante descrito acima. Fuinha seria mais adequado. Não vou explicitar minha ira por todos eles, senão, ninguém lera o post até o fim. Admito que a aposta do VJ Felipe Neto (e foi processado pelo Fiuk'zinho aí) é absolutamente compreensível e extremamente satisfatória. Meus parabéns. Me pergunto se Justin trilhará os passos das celebridades infantes como Michael Jackson, que era um ótimo cantor, mas terminou nos medicamentos controlados. Fez muito sucesso, mas pagou bem caro. Ou como o próprio Fábio Jr., um sedutor inveterado, que troca de companheira na frequência de uma onda "gama". Sinceramente, temo pela sanidade espiritual, física e psicológica destas "coisas", senão eu não perderia meu tempo aqui tentando ser lido por seres que irão desejar uma punição bem severa à minha integridade físico-mental-social (vide minha irmã). É mais do que claro que só coisas piores virão, a fim de substituir estas e permitir a continuidade da perdição que é o público adolescente. Eles tem 3 opções: amadurecer e tornarem-se reais, não um sonho lascivo de uma menina na flor da idade; permanecem alvo dos holofotes com escândalos de fazer inveja aos seus antepassados; somem da mídia e voltam a ser pessoas normais, com neurônios funcionais e responsabilidades morais mais bem definidas. Vamos esperar pelo menos pior. Uma ótima tarde a todos.

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