terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Melhor

O que é ser o melhor? De onde surge a avaliação discriminatória para tal emblemática posição? Desde o princípio dos tempos, o homem, em sociedade, institui divisões de mesmo cunho, com o intuito de delimitar áreas, condensar indivíduos, dividir hábitos e conceitos, de uma maneira geral. Parcialmente contra este tipo de conjectura, é lugar-comum que determinadas designações culminem em destruição de patrimônio público, desacato à autoridades, criação de facções, concentração de renda, posse de terras cultiváveis, extinção de culturas, genocídio de indivíduos humanos e preconceito. porém, nada é tão ruim que não haja conserto ou reparo. Pelo menos em tese. E como o planeta não gira em torno de teses, mas sim do próprio eixo, o "umbigo" de terceiros não é lá tão importante quanto o próprio. Avaliar não é, em suma, de todo mal. Em tempos atuais (ou deveria mencionar todas as eras e épocas, descritas e até mesmo as não relatadas, seja por conveniência, ou por falta de dados precisos), as avaliações definem a relação humano-atividade. Sua inexistência seria, em muito, mais proveitosa se, posso dizer, humanos não fossem tão humanos. Pergunta-se onde alcançei tais absurdas e pseudo-relevantes compreenssões? A corriqueira natureza do homem em desobedecer, difamar, destruir, ou seja, por algo abaixo, incita à péssimas avaliações, que, de tão prepotentes, relevam à embates sangrentos e infames. A distinção sempre existiu, não necessitando a mesma ser utilizada com intuito de humilhar, deturpar ou extinguir culturas ou indivíduos, quaisquer que forem. Em qualquer coisa (qualquer coisa mesmo!) há divisões, não para diminuir ou aumentar uns ou outros, mas para delimitar áreas de ação, papéis, responsabilidades, sendo todos e tudo de importância semelhante. Tão logo, não consiste no ato de avaliar a razão deste post ser escrito, mas na incoerência gerada pelo mesmo. "Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso,..." Malaquias 3:18. Segundo aquilo que é dado, também recebe-se. Ação e reação. Sacrifício e resposta. Reagentes e produtos. Toda a existência gira em torno destas premissas, não importando o quanto queiramos a igualdade, esta só é alcançada mediante à unidade. Percebe-se isso a todo o momento, como deveras ocorreu, por exemplo, na Revolução Russa, em que a vitória sobre a burguesia só pode ser tomada quando toda uma população uni-se em um só propósito. Ali, líderes dividiam-se entre soldados rasos, mas ambos tinham igual objetivo e meta. E mesmo esse comportamento, tem sido repudiado, intenção de fragilizar aqueles que, um dia, tiveram maior voz, mas que ainda possuem a força suficiente. Política. Sociedade. Economia. Nada escapa à união. O fato relevante não se encontra em quem é o melhor, mas como cada um opera, agindo ao seu melhor, pois, o melhor para uns não exatamente isso para outros. Cabe a cada um a própria avaliação e trabalho, o empenho em algo a ser feito. Pois esse é o "seu" melhor. É a sua parte, o seu pedaço de bolo, a sua vida. O que você faz, ou deixa por fazer, influencia diretamente em como os outros farão, não só para si, mas para o todo. "...antes o maior dentre vós seja como menor; e quem governa, como quem serve..." Lucas 22:26. "...mostra-me tua fé sem obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras..." Tiago 2:18. Se desejas ser o melhor, faça-o para si, e daí, para os outros. Comentário pessoal: equivoquei-me ao dizer que "os melhores não estão aqui", referindo-me à instituição de ensino a qual compareço. "Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos..." Mateus 22:14. Não poderia ter dito tal coisa, pois, os melhores estão em todos os lugares, e em nenhum deles, tudo depende de como empreendem sua fé. "Não rejeiteis pois, a vossa confiança, que tem grande galardão..." Hebreus 10:35. Não basta o título. Basta o agir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário