Ultimamente, percebi o seguinte fato: gordo é normal. Perguntam-me: por quê? A assertiva provém da situação corriqueira dos bebês que, ao nascerem, são categorizados por seus índices de gordura. Em outras palavras, se o bebê é magro, é feio e doente, o que nem sempre é verdade. Por outro lado, bebês rechonchudos são considerados saudáveis e comumente chamados de "gostosos", o que também nem sempre é uma afirmativa de bases sólidas. O contraste é assombroso com as noções de beleza, e ainda "gostosura", na fase adolescente-adulta, quando a magreza e silhuetas mais distantes do formato "bujão" são muito mais bem-vindas. O conceito arcaico favorável as camadas adiposas advém da época renascentista, na qual obras de arte representavam, exclusivamente, figuras femininas mais esféricas, enfaticamente, na região do ventre. A atualidade "fashion" advoga pelo extremo contrário, em que bulimia e anorexia são transtornos alimentares quase idolatrados pelas massas. De um lado obesidade, do outro "esqueletices". No Brasil, há algo ainda mais singular: o exagero na região dos glúteos femininos é idolatrado de tal forma que outros atributos chegam a ser omitidos. Ainda que volumes maiores nas nádegas terminem, quando idosas, na forma de "tanajuras". A magreza exarcebada, ou ínfima adiposidade, encaixa-se, de fato, a indústria têxtil, pois, para uma mesma peça, utiliza-se menos material em relação aos tamanhos XGG, ou 52, podendo salinizar o valor com a adição da marca da grife, sua identidade monetária, ou seja, uma melhor relação custo/benefício; ao passo que, no conceito de atrativo sexual, grandes porções de gordura podem significar: (1) maiores chances de sobrevivência, dada a maior resistência corporal, (2) maior fertilidade, segundo o conhecido ditado "ancas (quadris) largos, boa parideira", (3) maior desejo pela parceira, segundo a presença das chamadas "carnes", boçalmente descritas como maiores áreas erógenas (o lance de "apalpar" e até mesmo dar "tapinhas", entra aqui), quando comparadas. Lembrando que o Renascentismo é ulterior a Peste Negra, ou seja o apelo reprodutor era mais enfático, absolutamente contrário atualmente, segundo os mesmos argumentos. Talvez a superpopulação mundial deva-se ao descontrole do libido, conflitável entre ambas vertentes. Particularmente, sou adepto do conceito tradicional de beleza: o equilíbrio. Mas mesmo este é relativo, pois afinal o que não é relativo? A interpretação é chave da consciência. E, esta interpretação permanece, na maioria, uma característica manipulável em larga escala. Exemplo disso: a mídia internacional anoréxica é o alvo primário da população psicologicamente afável as tendências, geralmente aqueles de maior poder aquisitivo; e nacionalmente, a "bunda" voluptuosamente avantajada é preferível as massas, pois estas não podem comprar tanto, logo preferem o coito, fruto de um apelo sexual mais facilmente tangível. Ambas diferem da minha noção particular de beleza, rigorosa em demasia, buscando, geralmente, traços sutis no contorno corporal feminino. Não cito a falange masculina de beleza, pois esta permanece intangível através dos séculos: a chamada "barriga-de-tanquinho" é preferência de 8 em 10 fêmeas. Uma minoria acha a "pançinha", um atrativo tão sexy quanto a dita cuja. E, embora a maioria não defina, exatamente, os "parrudos" como satisfatórios, não há divergência quanto ao tipo físico dos símbolos sexuais masculinos, brasileiros ou não. Estonteantemente difuso em se tratando do sexo feminino como um todo. Fatores como tamanho ou design de genitálias não se inserem neste artigo, ainda.
terça-feira, 22 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Nippon-koku
Ironicamente, tudo que ocorre no Japão, a despeito de sua área territorial, é bastante, digamos, exagerado. Bem como sua grande fama em diversos ramos, como: informática, música, engenharia, alimentos, política, cultura, religião. 1923, Kanto. Terremoto de 8,0 na escala Richter. 1929. Crise econômica devido ao "crash" em Nova Iorque. 1945, Hiroshima, Nagasaki. 2 bombardeios nucleares. 1995, Kobe. Terremoto de 7,0. Exemplos da "dança de Shiva", ou "dança do universo". Destruição e reconstrução. 2011. Terremoto de 9,0. Tsunami. Acidente nuclear. Dificuldades econômicas. Um "ippon" no Japão. Digamos que eles estão relativamente acostumados a problemas de grande porte. De fato, a tão falada preparação do país para estes tipos de desastres pode ter salvado muitas vidas. Sim, poderia ter sido pior. Mas só um sistema de previsão quase cristalino poderia denunciar a tempo de algo mais que um grito a consumação da anomalia em grande escala vista. E o movimento tectônico não é algo muito previsível. Não é como uma TPM, que mensalmente, atinge as mulheres. Comparação cabível seria um surto psicótico em um cidadão pacato do interior de qualquer lugar do mundo. Ao ouvir terremoto, lembra-se de Los Angeles, 1857, na falha de San Andreas. Sobre tsunami, Indonésia, 2004. Acidente nucleares, Chernobyl, 1986. São os piores eventos da História para cada tipo de desastre. Murphy: "Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível" . O número de mortos ultrapassará, sem dúvida, a casa dos 20 mil. O rombo energético já se inicia com o racionamento de combustíveis. Crise econômica é uma questão de tempo, com a óbvia alta da inflação devido a injeção de moeda. Falta de alimentos já é uma realidade. Êxodo populacional devido a destruição de cidades inteiras, sem contar a ameaça radioativa. Ainda que em um celeiro de falências, é incomum a ausência da severidade japonesa. Podem-se ver habitantes desabrigados, solitários, e muito embora, o desespero real ocorreu nos instantes iniciais dos eventos catastróficos. Em seguida, aparente tranquilidade. Para os crentes, 2012 é um sinal. Para os céticos, só mais um ano. Francamente, o Japão sofreu um grande golpe das próprias condições naturais. Sua localização sempre periculosa na crosta terrestre. A vulnerabilidade estrutural do território. Presença de vulcões, ainda que fora de atividade. Testumunham-se eventos de ordem natural ao planeta, ainda que anti-natural a manutenção da existência humana no mesmo. Mas, como pode-se observar, e corroborar, que esta espécie é duradoura e adaptável a condições extremas de convivência e civilização. Quanto mais ao próprios japoneses, exemplos de sustentabilidade existencial. Como a "terra do sol nascente", não resta dúvidas que ainda não findou o tempo do Japão. Mesmo se seu arquipélago fosse engolido, um país pode deixa de existir, ainda que a nação permaneça enquanto houver resquícios de sua cultura. Itte irashai!
terça-feira, 1 de março de 2011
Diferenças
Sou homem, ela mulher
Ambos de outubro
Sou irônico, ela direta
Falo demais
Ela guarda mais para si
Sou bobo, ela sensata
Danço sozinho
Ela dança bem melhor
Sou extenso, ela concisa
Entendo de games
Ela de como se vestir
Sou chato, ela sabe medir as palavras
Gosto do ortodoxo
Ela de ousadia
Sou tranquilo, ela agitada
Curto grupos
Ela prefere individual
Sou crítico, ela relax
Sobrenome timidez
Ela simpática
Sou dado a antiguidades
Ela ao novo e moderno
Sou concentrado, ela dilui as vezes
Como tudo ao mesmo tempo
Ela uma refeição por período
Sou aberto, ela fechada seletiva
Torço pelo Flamengo
Ela pelo Internacional
Sou escandaloso, ela comportada
Faço piada com tudo
Ela sabe dosar a comédia
Falo com o rosto, ela com os olhos
Gosto de abusar dos limites
Ela conhece bem os seus
Sou socialista, ela militar
Odeio estado-unidenses
Ela gosta do ar europeu
Homens não são iguais as mulheres
E não devem tentar entendê-las
Nem impor algo não-natural a elas
Ou julgá-las
Homens devem amar mulheres
Seja quais forem os defeitos
E até qualidades
Tudo é um questão de perspectiva
E a minha perspectiva é:
Eu amo Você
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