Ironicamente, tudo que ocorre no Japão, a despeito de sua área territorial, é bastante, digamos, exagerado. Bem como sua grande fama em diversos ramos, como: informática, música, engenharia, alimentos, política, cultura, religião. 1923, Kanto. Terremoto de 8,0 na escala Richter. 1929. Crise econômica devido ao "crash" em Nova Iorque. 1945, Hiroshima, Nagasaki. 2 bombardeios nucleares. 1995, Kobe. Terremoto de 7,0. Exemplos da "dança de Shiva", ou "dança do universo". Destruição e reconstrução. 2011. Terremoto de 9,0. Tsunami. Acidente nuclear. Dificuldades econômicas. Um "ippon" no Japão. Digamos que eles estão relativamente acostumados a problemas de grande porte. De fato, a tão falada preparação do país para estes tipos de desastres pode ter salvado muitas vidas. Sim, poderia ter sido pior. Mas só um sistema de previsão quase cristalino poderia denunciar a tempo de algo mais que um grito a consumação da anomalia em grande escala vista. E o movimento tectônico não é algo muito previsível. Não é como uma TPM, que mensalmente, atinge as mulheres. Comparação cabível seria um surto psicótico em um cidadão pacato do interior de qualquer lugar do mundo. Ao ouvir terremoto, lembra-se de Los Angeles, 1857, na falha de San Andreas. Sobre tsunami, Indonésia, 2004. Acidente nucleares, Chernobyl, 1986. São os piores eventos da História para cada tipo de desastre. Murphy: "Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível" . O número de mortos ultrapassará, sem dúvida, a casa dos 20 mil. O rombo energético já se inicia com o racionamento de combustíveis. Crise econômica é uma questão de tempo, com a óbvia alta da inflação devido a injeção de moeda. Falta de alimentos já é uma realidade. Êxodo populacional devido a destruição de cidades inteiras, sem contar a ameaça radioativa. Ainda que em um celeiro de falências, é incomum a ausência da severidade japonesa. Podem-se ver habitantes desabrigados, solitários, e muito embora, o desespero real ocorreu nos instantes iniciais dos eventos catastróficos. Em seguida, aparente tranquilidade. Para os crentes, 2012 é um sinal. Para os céticos, só mais um ano. Francamente, o Japão sofreu um grande golpe das próprias condições naturais. Sua localização sempre periculosa na crosta terrestre. A vulnerabilidade estrutural do território. Presença de vulcões, ainda que fora de atividade. Testumunham-se eventos de ordem natural ao planeta, ainda que anti-natural a manutenção da existência humana no mesmo. Mas, como pode-se observar, e corroborar, que esta espécie é duradoura e adaptável a condições extremas de convivência e civilização. Quanto mais ao próprios japoneses, exemplos de sustentabilidade existencial. Como a "terra do sol nascente", não resta dúvidas que ainda não findou o tempo do Japão. Mesmo se seu arquipélago fosse engolido, um país pode deixa de existir, ainda que a nação permaneça enquanto houver resquícios de sua cultura. Itte irashai!
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