domingo, 26 de dezembro de 2010

Quando O Tempo Pausa

Quando a vejo, sorrindo ou pensativa
Quando sinto seu perfume, calmo e suave
Quando ouço sua voz, firme e doce
Quando tateio sua pele, macia e limpa
Quando provo seus lábios, inocentes e carinhosos

Quando penso nela, em meus conturbados dias
Quando imagino sua presença, fortalecendo-me a todo instante
Quando lembro dela, de momentos, frases e atos

Quando sei que ela está perto, mesmo estando longe
Quando aprendi que não há barreiras que nos parem
Quando descobri que o amor vence todas as lutas
Quando percebi que cada pequena ação vale muito

Quando digo seu nome, aos sussurros ou aos brados
Quando canto suas melodias, de alegria e paz
Quando recito seus poemas, com ternura e graça

O Tempo Pausa Quando Digo:
Eu Te Amo

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Nome da Rosa

Sincera
Altruísta
Bela
Revoltada
Idealista
Nédia
Austera

SApiente
BRanda
INtuitiva
Abdicativa

SÁBia
stica
NAtural

SABRe
INAudita

SABRINA

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Deus: Vingador ou Justiceiro?

Acho totalmente inconcebível algo deste calibre: “Não acredito em Deus porque ele pratica a vingança”. A situação é a seguinte: se ponha no papel de Deus, e tem um povinho que há muito tempo disse confiar em você inteiramente. Pois bem, eles estão sendo escravizados pelos egípcios por uns 400 anos e ficam pedindo para você tirá-los de lá a todo custo. Você escolhe um deles, e depois de mostrar para todo mundo o poder que você tem, consegue tirá-los do Egito, levando para o deserto, onde vai guiá-lo até uma terra boa e suficientemente grande para toda aquela gente. Aí começam os problemas, porque o povo é turrão e muito chato de se trabalhar, só sabem reclamar e ficar adorando deuses feitos a mão que nunca fizeram nada por eles. Mas você mantém a calma e envia leis, mandamentos e estatutos para que eles sigam, e antes mesmo de chegaram na terra que foi prometida, eles continuam com a desobediência. Você diz que eles vão acabar se dando mal pela desobediência, mas eles tem cabeças duras e não querem ouvir você. Eles entram na tal terra, você permite que eles não sejam massacrados pelos inimigos que estão nela. Aliás, você ajuda para que eles vençam, afinal você prometeu, e como um bom Deus, diferente dos gregos ou romanos, você cumpre suas promessas. Mas esse povinho permanece te tirando do sério. Finalmente, você continua amando esses caras e quer eles bem, e sabe que obedecendo as suas ordens eles estarão seguros, mas eles não são muito bons em obedecer a ordens ou ouvir conselhos. Como qualquer responsável você decide que, antes de deixá-los a própria sorte, que vai dar uma lição neles. Você desconta sua raiva, vingando a si mesmo de todas as burradas deles. É quase como uma surra de cinta para ver se eles se mancam. A princípio, eles caem em si, e voltam a um estado mais parceiro, mas depois de uns anos, voltam as idiotices do passado. Aí você se cansa, e dá um tempo de 400 anos, bolando um plano melhor. No fim disso, você põe seu filho, inteligente e atlético, para ensinar minuciosamente alguns conceitos básicos. Você até ameniza aquela história do "olho por olho, dente por dente", só para quebrar o galho deles. Alguns acreditam, mas a maioria ainda tem a mesma cabeça velha. Como decisão bem prática, eles decidem matar seu filho, a fim de deixá-lo quieto, para manterem a corrupção do passado. Ele realmente morre, mas a mensagem foi transmitida e o espírito foi adiante, então, ao invés de um, você tem alguns filhos obedientes que vão disseminando a ideia. Toda a dor de cabeça valeu a pena, porque no mínimo alguns vão se salvar da perdição. E como paciência tem limite, você vai destruir o mundo, porque tem outro cara muito mais desobediente que fica levando os incautos para o mau caminho. Aí você salva os indivíduos sensatos que te obedecem, e os outros... Bom, os outros tiveram muitas chances de se consertar, e como bom Deus, você continua dando chances até o grande dia. Se por um infeliz acaso, alguém não recebe chances suficientes, algum dos obedientes vai sofrer as conseqüências, porque, para você, missão dada é missão cumprida. Toda essa história se parece muito com o tratamento dos antigos pais, que como aconteceu comigo, usavam bastante força bruta para ensinar seus filhos, e posso até dizer, surtiu um bom efeito. Ou ainda com a própria justiça, já que cada um é punido pelo seu grau de desobediência as leis, que varia de uma multa até a pena de morte, e não é por isso que deixa de ser justiça, mesmo com traços de vingança. É a lei da conservação das massas, é a lei da troca equivalente. Você recebe de acordo com o que dá, de acordo com o que faz, não importa o que. E então, se você não consegue acreditar em Deus porque ele pune os que o desobedecem, isso sem dizer que Ele ensina com toda a paciência e usa pessoas o tempo todo para cumprir esse papel de professor, que geralmente apanha dos alunos turrões e cabeçudos, no que você acredita? Isso é justiça, vingança, vindicância, retribuição, não tem diferença, e Deus é isso. E se nossos pais nos amam, ser justos é uma forma de nos amar, concorda? Eles estão educando, ainda que não consideremos o modo mais seguro quando se trata da nossa integridade física momentânea. Então porque não acreditar em Deus? Por acaso você acha que Deus é idiota?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Como Amar? - O Ser Perfeito

Já escrevi um post a esse respeito, porém me faz necessário retornar a pauta. Expressão corriqueira no cotidiano de um indivíduo apaixonado: Você é perfeito(a)... Motivação para tal: Desejo incondicional em ter aquele alguém próximo, feliz e satisfeito. Consequências comuns: processo de formação da pseudo-divindade, ou ainda, canonização do(a) companheiro(a). Pós-consequência, relativo ao engano quanto ao ser amado: Dor da separação e não-satisfação dos desejos, projetos e planos orquestrados anterioreante. Pós-consequência, relativo a escolha acertada do ser amado: concretização dos projetos e anulação das ansiedades relativas a escolha. Probabilidade das pós-consequências satisfatórias de ambas partes: relativamente baixa. Como pode-se ver hoje em dia, muitas relações terminam em tragédias, físicas ou emocionais, pois (1) as escolhas são feitas de modo incorreto, ansiosamente (2) falta de compromisso de alguma das partes (3) incoerência quanto a fatos concretos (4) entre muitos outros. No início da maioria dos relacionamentos, ambas partes tem o que se poderia chamar de "surto", na incessante tentativa de entronizar o(a) companheiro(a), no popular, "endeusar". Mas, quando se tem alguém ao lado, que te satisfaz todo o tempo, que ajuda, que orienta, que vê suas qualidades, que percebe seus erros, que se importa com a situação que você, que cuida de você, que faz você rir, que faz você se sentir bem em estar com ele(a), que te vê como ninguém vê, todas as coisas que só quem ama sabe, é muito difícil não dizer que aquela pessoa é linda, maravilhosa, é tudo pra você, por que, de fato, antes, tudo era diferente. Não que aquela pessoa tenha se tornado na fonte da sua vida, mas você tenta demonstrar tudo que está em você como retribuição. É bom optar, claro, pela moderação, pois o exagero leva a dependência, dependência ao vício, e nenhum vício é sadio para qualquer pessoa. Se eu amo alguém, quero que aquela pessoa esteja bem todo o tempo, não só no caso de namoro ou casamento, mas na família, e até os amigos mais próximos. O diferencial é a liberdade que cada relacionamento tem, No caso do namoro, você sente saudades o tempo todo, pois quer estar com ele(a) sempre, pelo que ele(a) representa em você, você sabe que há algo nela que você não encontra em nenhum lugar, você quer gritar para o mundo o quanto tudo nele(a) faz você feliz. Na minha vida, Deus está acima de todas as coisas, e nunca, se você acredita em Deus, você diminuir o Criador por qualquer pessoa, ou coisa. Afinal, crer n'Ele confere a crença de que tudo vem por intermédio d'Ele, e se você tem alguém tão bom por perto, é claro que você terá muita gratidão por tudo isso. Costumamos dizer que a pessoa amada é tudo para nós, e, na verdade, faz parte disso. Você pode compreender aquela pessoa como a síntese do cuidado que Deus tem para você, e, no meu caso, é assim que enxergo ela para mim. Minha família também representa isso, mas alguém que não tem seu sangue, que não viveu com você desde que nasceu, tem algo diferente. E você não vai deixar, nem por um instante, de dizer o quanto se importa. "Endeusar" se torna ruim, pois você subestima certos valores, dos quais não se deve subestimar, até pelo fato de que esse amor pode não ser uma constante na sua vida, e pode, na pior das hipóteses, machucar muito. Mas quando se tem certeza de que aquela pessoa é certa para você, é difícil parar de dizer "Eu te amo". Em verdade digo, não existe ninguém perfeito. Não no caso geral. Mas existe aquilo que se encaixa perfeitamente em você, que também não é perfeito, e nem vai ser, mas quando está perto de você, quando fala com você, quando é aquilo que você precisa ser, então isso é perfeito para você. Você passa a considerar tudo nele(a) perfeito, por que em você, completa aquilo que antes era incompleto, vazio e sem forma. Ele(a) é "O Imperfeito que é Perfeito". Ele(a) não precisa ser perfeito para que você possa amar, pois também, se você crê na Bíblia, sabe que Deus amou o homem, amou o mundo, permitindo que Seu Filho sofresse em favor de nós, embora fôssemos totalmente imperfeitos e errôneos, justamente por isso Ele nos amou. Nos amou para nos salvar, justo por que estávamos condenados, e assim, também tivéssemos o amor d'Ele dentro de nós. E hoje, depois de um longo tempo, esse amor está inteiramente em mim, e espero que nunca mais deixe de estar.


Eu te amo... 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Silêncio que Precede o Esporro

Ruas vazias
Não há crianças, não há pessoas
Não há ninguém
Nenhum carro, nenhum automóvel
Nenhum engarrafamento
Nenhuma buzina


Dias escaldantes de fervor
Noites gélidas de solidão
Uma cena de faroeste
Poeira pelas vielas, becos


Militares aqui e acolá
Policiais a torto e a direita
Camburões, "picapes", blindados
Armas
Fuzis, pistolas, miras telescópicas
Munição, muita munição


Homens cumprindo o dever
Proteger, buscar e destruir
Bandidos
Muitos bandidos
Escondidos
Covardes
Não há fuga digna
Só projéteis para serem disparados
Corpos serem carregados
E bandeiras serem hasteadas
Nada muito agradável aos olhos
Mas, no momento
Algo necessário


Medo estampando rostos
Rostos inocentes
Dúvida estampando corações
Corações frágeis
Ansiedade estampando fardas
Fardas engastadas


Tudo parece calmo
Uma calma estressante
Estressante por ser calma
Tudo parece a beira de um colapso


Colapso nervoso
Colapso explosivo
Colapso institucional
Colapso por deixar tudo isso acontecer
Colapso por tentar consertar tudo agora
Colapso por ter um colapso ainda maior
Se não fizer esse colapso acontecer de uma vez


Então que seja
Derrubem barricadas
Invadam favelas
Prendam bandidos
Mas façam


Se a guerra deve ser a última opção
Para ser tomada a fim de ter paz
Acho que já não temos mais opções


War!
What is it good for?
Absolutely nothing(?)
Oh no...


The history is written by the victors
This is the meaning of war...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

When you look me in the eyes

Olhos que há tanto tempo persigo
Olhos que hoje são meu lar, meu abrigo
Olhos de atenção, cuidado e candura
Olhos de amor, de ternura

Quando via seus olhos, poderia sentir vergonha
Hoje, quando os contemplo, sou como alguém que sonha
Pois dentro desses olhos não há nada que homem algum entenda
Pois as mais belas obras apenas o criador compreenda

Eu, mero mortal, pequeno ser
Antes não deixava ver
Como tais olhos poderiam mudar
Os fundamentos até de como respiro o ar

Você, em sua magnífica existência
Se deixava perceber
O que nem mesmo a ciência
Conseguiria um dia fazer entender

Pois jamais fui eu digno de seus olhos ver
Antes, cheio de erros, falhas e medos
Farto de enganos ledos
Pude enfim compreender

Em teus olhos
Estando perdido
Encontro
Estando aturdido
Acalmo
Estando adormecido
Desperto
Em teus olhos

Um dia, você me disse que seus olhos brilhavam quando me viam... A verdade é que eles refletem todo o brilho, beleza e luz que existe em você. Mesmo no dia mais claro, na noite mais escura, posso perceber a sua serena, alva e pura presença. Talvez um dia meus olhos se fechem, mas eles não são os responsáveis para que eu te enxergue... É o meu coração...

Se teu olhar
Me deixa sem ação
Quem pode saber o que meu coração
Sente quando encontra esse olhar

Eu te amo...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Oração

Eu oro, todos os dias, seja manhã, tarde ou noite
Eu oro, querendo o bem, querendo ajudar, querendo mais
Eu oro, embora não saiba me expressar, embora não mereça ser ouvido
Eu oro, por muitos, tantos que não posso contar, e nem tanto por mim
Eu oro, pelos que amo, e pelos que não, e ainda pelos que ainda não
E quando oro, penso em muitas coisas, coisas que vivo, coisas que vejo
Penso em coisas que ainda não vi, e que espero nunca ver
Oro por famílias, parentes, amigos, por todos, e, as vezes, por ninguém
Oro, tentando ser sincero, ainda que nem sempre o seja
Oro, ainda que não seja ouvido, permaneço orando e pedindo
Oro, sendo respondido, por novas coisas que desejo acontecer
Oro, nem sempre por mim mesmo, mesmo precisando
Oro, e quando por mim não cesso de orar por outros, dos quais não me esqueço
Temo por não orar, sendo por vezes parcial, ainda que sem querer
Temo por me esquecer, não só de pessoas, mas do meu eu
Temo por tantas coisas, querendo satisfazer todas, ainda que não seja possível
Oro para curar, para levantar, para salvar, oro, oro e oro
Oro, mesmo que muitos não entendam, e, por vezes, nem eu mesmo
Oro, mas não o suficiente, não o máximo, nem o melhor
Oro, mesmo inconsciente, sacrificando
Oro, ainda que não faça diferença alguma, mas pelo menos a procura
Queria poder orar mais, orar melhor, ser melhor
Queria ser mais, ter mais, pensar mais
Queria tudo, e nada, ao mesmo tempo
Poderia eu querer tudo para todos?
Poderia eu querer nada para mim?
Ou tudo para mim, e nada aos outros?
Ou nada em lugar algum?
Nada sei, mas tento algo saber, ainda que nada seja
Pois no nada, nada sou, deixando de ser, o ser a outros
Nada posso reservar, nada tendo, mesmo oferecendo, ou pedindo
Pois não posso nada dar, dar de mim mesmo, se nada sou
Eu oro, permaneço a orar, continuo a orar
Eu oro, esquecendo sobre ser, dar ou ter
Apenas oro
Apenas peço
Eu oro
Eu oro

Neosaldina, zumbis e chumbo grosso

Algo que reparei, recentemente, ao divagar pelo universo de Resident Evil, a conhecida saga que mescla zumbis carentes, armas automáticas e puzzles meia-boca, é o quanto tudo isso parece se confundir com a farmacêutica. Incrível, não? Nem tanto assim. Não que eu não perceba que o estado putrefato dos inimigos, que obviamente necessitam de um tratamento de pele apropriado, além de um banho-de-loja, a fim de substituir aquele estilo punk-grunge que tanto eles “curtem”. Não exatamente relacionando indústrias têxteis e cremes anti-idade, que até valeriam a pena se eu estivesse discutindo sobre a longevidade das boy-bands de happy-rock, ou new-emo, shemale’s party, ou ainda qualquer outra junção de termos musicais que não sintetizam a realidade do estilo dessas criaturas, aparentemente, extra-terrenas. Voltando a intensidade da cultura RE, a farmácia é um ramo obscuro, analítico e pseudo-solidário. Basta reparar em como os antibióticos agem, sem comentar as armas biológicas, que são, em suma, bactérias geneticamente modificadas com intuito de destruir populações pobres de continentes abarrotados de gente, ou também, armas de destruição em massa dos menos afortunados economicamente (vide Ebola). Comprimidos e mais comprimidos, nem tão comprimidos assim, que tem, no mínimo, o ideal de restaurar a homeostase corpórea de indivíduos enfermos. Sem contar os muitos efeitos colaterais, que, quando em postos em longa cadeia, fazem do malfadado ser adoentado retornar ao “princípio das dores”. Por exemplo, um certo fármaco contra diabetes causa problemáticas cardiovasculares, que, quando tratado por outros fármacos, agora contra o referido problema, causam úlceras gástricas que, quando tratados pelo mesmo ramo medicinal, geram déficit de cálcio nas estruturas ósseas, e assim seguindo infinamente, na inveterada manutenção da sub-vida da população. População essa que, com o avanço da medicina na cura, ou quase isso, de doenças, fica cada vez mais doente. Dores nas costas são tratadas como falhas genéticas graves, e nunca, como aquela pelada de profissional-amador-de-fim-de-semana, ou aquele Viagra mal-tomado por um adolescente na flor do desejo de expelir, em um invólucro apropriado, sua inerte abundância de células sexuais. Segundo “Gattaca”, todos os seres estão fadados ao destino genético das doenças graves, medianas e de pequeno porte, enquanto as igrejas neo-pentecostais desmitificam essa assertiva. Em principio, qual o primordial objetivo dos fármacos? Curar ou manter vivo o enfermo infeliz? O que é mais prático, em questões financeiras, isentar indivíduos da obrigação psicológica de comprar remédios, ou perdurar o caos biológico, fantasiosamente mascarado por uma sensação de anestesia, digna de Michael Jackson? Perguntas retóricas, é claro. Uma sociedade que tende a enfermizar até uma erupção cutânea é um prato cheio para os produtores de pseudo-soluções psico-biológicas. A ideia principal de RE situa-se na tentativa das Corporações Guarda-chuva-de-papelão-radioativo-que-a-Rihanna-adora-usar-sob-chuva-ácida-paulistana ou Umbrella Corporation, como é mais conhecida, de ressuscitar indivíduos, e não uma cura para qualquer doença, e que, tecnicamente, permitiria que esses indivíduos permanecessem dependentes desta grande empresa farmacêutica. Esse é o sonho de qualquer uma destas empresas, conglomerados ou cartéis: manter a população viva, no limiar da possibilidade de morte, sob medicação, e nunca eterna, ou mesmo momentaneamente, saudável. Ou seja, manutenção do monopólio sobre as vidas dos indivíduos dependentes. Outros fatores influem na questão capitalista: a detenção de novas matérias-primas, capazes de aumentar a aplicabilidade dos fármacos, ou, como pode-se dizer, assaulto-a-mão-armada-em-território-amazônico-brasileiro-de-preferência, a chamada biopirataria, que, como os narcóticos, são fantasiosamente proibidos e inveridicamente fiscalizados, pois carregam tanto peso monetário quanto a carga tributária de nossa Pátria amada, o que é, factivelmente interessante para órgãos públicos e privados, além de pessoas físicas. O enredo envolvente, história corriqueira, mas convincente, personagens carismáticos, armas automáticas com munição limitada, inimigos absurdamente burros e numerosos, cenário repugnante, e absolutamente escuros a fim de deixar o jogador sensível a qualquer grunhido gutural de inimigos não-silenciosos, são fatores que fazem da franquia um sucesso, não só nos consoles, mas no cinema, com adaptações bizarras e desfechos interminavelmente imprecisos. Os episódios mostram, em si, como grandes idéias dão tremendamente errado, principalmente em se tratando de espionagem industrial. Tais grandes idéias, incrivelmente fictícias, que resultam em uma massa ensandecida, e particularmente faminta, de fregueses insatisfeitos que só querem, e só, se alimentarem das vísceras, órgãos vitais e até genitais dos seus propangandistas, o que faz pensar que perturbar os mortos nunca é uma ideia tão grande assim. Enfim, mesmo com todas as controvérsias cronológicas, é um grande jogo que sintetiza o desejo menos moralista da medicina. Continua sendo incrível como as pessoas não enxergam esse tipo de informação simples, o que nos faz pensar que aquele chazinho de boldo da vovó faz um bem danado, ou uma tremenda vontade de urinar a cada cinco minutos, que também faz bem, mas como os vegetais, as pessoas preferem fatias gordurosas de insumos animais e quantidades inebriantes de cloreto de sódio, como principal condimento nas iguarias, fechando o ciclo da doença e pseudo-cura com os sádicos antibióticos. Parafraseando com o próprio RE, “YOU LIVE”, ou quase isso.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Último Samurai da Alquimia

Ontem, dia 12 de novembro de 2010, durante o encerramento daquela que seria minha primeira e única Semana de Química, a 30° a propósito, permaneci atônito ao contemplar a derrota de um homem. Do homem que, ao entrar para antiga CEFET-Q, antes ETFQ, hoje IFRJ, mostrou uma visão totalmente diferente daquela que, tanto eu quanto meus companheiros, tinham de uma escola. Uma escola, uma instituição diferenciada. Durante os primeiros meses, eu, particularmente, não percebi essa visão de todo. Mas as mudanças vieram rápido até nós. Ele, que havia sido aluno, voltava para aquele que considerava como seu lar, e mesmo ai, já não era mais o mesmo. O espírito etefequiano, como ele prefere se referir, já não era mais tão presente. O declínio batia à porta. Durante seu último discurso, ele deixou bastante claro que aquela escola estava longe daquele na qual ele havia crescido e desejava tanto voltar, participando do apogeu das vidas de muitos jovens, que como ele, foram em dias distantes. Segundo suas palavras, ele não reconhecia aqueles corredores, aqueles professores, aqueles alunos, aquele lugar. Salvo alguns, mas que a maioria cumpria em esconder. Pessoas que não tinham a mesma visão, os mesmos objetivos, as mesmas aspirações. Nada era igual, e tudo tendia a piorar. Participei de uma de suas primeiras turmas, cresci nela, e dela fiz grandes amigos e parceiros, pessoas que não esquecerei tão cedo, pessoas que passaram muitas coisas juntas, embora eu mesmo não fosse tão sociável assim. Ali eu vi um homem com sonhos, com vontade de fazer aquilo que fazia melhor: ensinar. Um professor de verdade, não apenas alguém que cumpre seus horários e cospe o conhecimento que tem. Um homem ávido para dar o máximo por aqueles que tanto queriam receber. Ontem, já não era o mesmo homem. Nesses 4 anos e meio que se passaram, convivi esbarrando com ele, seja nas aulas, seja pelos corredores, seja tentando ser sociável com um sorriso e um “bom dia”. Nesses 4 anos e meio, vi não só alunos inteligentes, alunos empenhados, mas alunos revolucionários, alunos que não eram a maioria, alunos que eram diferentes. Pude ver o quão fortes poderíamos ser, com uma direção bem definida. Pude ver um grêmio forte e atuante, e pude ver esse mesmo grêmio acabar. Pude ver professores, que como ele, faziam da escola uma vida. Mas ontem, pude ver que aquilo havia mudado, gradativa e silenciosamente, mudado para um semblante descaído, sem vigor, sem paixão. Os etefequianos talvez estivessem extintos, ou talvez estavam escondidos, ou ainda poderiam estar dormindo. Eu mesmo, que tive o prazer de presenciar o apogeu desse homem, não me considerava um etefequiano. Mas, com o passar do tempo, culminando nesses últimos 12 meses, estive muito perto disso. E nessa última semana, havia feito mais do que poderia imaginar ser possível: sentir-me feliz e realizado em estar passando adiante algo que eu também havia testemunhado. Não era só um projeto. Era uma ideia, uma razão além da profissional, de estar ali, passando horas a fio repetindo e repetindo frases, parágrafos, textos, monografias, tudo, só para que cerca de 400 pessoas vissem. Uma luta que valeu a pena ser lutado, com sentimento de do dever cumprido, da tarefa executada com louvor, embora não reconhecida, ou mesmo vencida. Ontem, eu vi um homem sem lutas, sem desejo de lutar por qualquer uma delas, se estas estivessem ao alcance. Nesses 4 anos e meio, eu só queria terminar os estudos e sair daquele lugar para sempre. Mas agora já não era mais assim. Eu queria ficar, queria voltar, queria estar ali, fosse como fosse, para rever o lugar que havia me mudado em tantos aspectos, para rever amigos, parceiros ou desconhecidos, que como eu, passaram ou estariam passando por ali também. Agora eu entendia o quanto professores e alunos se pareciam, pelo desejo de permanecerem naquele lugar, sem nenhum atrativo físico, mas que carregava uma grande ideia. Uma ideia que era à prova de balas, como ele mesmo citou. Mas parece que a ideia que ele tinha no início não era à prova de todo o resto. Uma ideia que parecia ser manter o espírito etefequiano aceso, mas talvez esse mesmo espírito já estivesse nas últimas da sua combustão. Faíscas ainda permaneceriam, mas o fogo do passado não voltaria, pelo menos não tão cedo. E aquele homem não queria esperar mais pelo seu retorno, por isso tentou ressuscitá-lo, mas isso já não parecia mais possível, e ele deixou de tentar. Seus esforços não eram respondidos como ele queria. E eu vi esse homem despedir-se se seu sonho. Despedir-se de um sonho, de uma ideia, de uma vida. Deixou órfãos alguns dos que o admiravam, deixou boquiabertos todos que o assistiam que, gostando ou não dele, percebiam nele um homem de princípios mais fortes que a maioria. Mas o que sobra de princípios se o homem não tem sonhos, sem ter pelo que basear seus princípios, sem ter objetivos que se possam alcançar? Ontem pode ter sido um dos dias mais tristes da vida de muitas vidas que estavam, e que não estavam, presentes. Foi uma pena, e uma grande perda, não só pelo profissional, mas pelo pessoal. Eu mesmo, com a voz embargada, cumprimentei esse homem, dizendo: Que a Força esteja com o senhor, professor. E ele, mesmo naquele instante respondeu: Só depende de você. Concordo com ele. Meus sonhos dependem de mim, e mesmo ele, que já não tinha mais o mesmo sonho da juventude, pode dizer isso. Um grande líder deve tirar lições de toda situação que passa, lições que lhe sirvam para crescer, e evoluir. Um grande líder sabe a hora de parar seus esforços. Depois de 4 anos e meio, percebo que consegui cumprir esta missão. Mesmo em meio à tristeza e desolação de muitos, pude captar uma coisa: não posso desistir de meus sonhos, meus objetivos, e ainda que tudo esteja contra mim, não fiz nada em vão, e ainda que pareça infrutífero, sem resultados, sem saída, nada volta vazio, nada é perdido, nada é tão pequeno que não possa ser considerado. Podemos perder um homem, mas suas idéias e seus sonhos vivem em outros, e permanecem eternamente. Não é só um jaleco branco, ou um químico qualquer. Agora, e ainda agora, somos diferentes da maioria, não somente no quesito conhecimento, mas como seres humanos, seres que pensam, e farão do futuro algo que possamos nos orgulhar. Mesmo que extintos, fizemos a nossa parte. E continuaremos fazendo. Ontem, vi um homem fazer como o mestre jedi Obi-Wan Kenobi, deixando se ser assassinado por seu ex-pupilo, Anakin Skywalker, cognominado Darth Vader, para tornar-se conselheiro espiritual de Luke Skywalker, último dos jedi, com exceção do aposentado mestre Yoda. Último jedi, que tinha a missão solitária de trazer a paz mais uma vez. Ontem vi esse homem morrer, e no mesmo dia, muitos homens nascerem e em breve, evoluírem.

Porque quem salva um, salva o mundo inteiro.
Se orgânica é a química dos vivos, a inorgânica é a química dos imortais.
Salve o primeiro e último monstro sagrado da química dos meus tempos, Professor Rodrigo Ribeiro, Federal de Química.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Improbabilidade

1°) Sair da escola às 21h
2°) Encontrar uma mulher friccionando concupsiosamente sobre o capô de um automóvel, empoeirado, com um homem dentro
3°) Na passarela, em frente à escola, um casal se acariciando abrasivamente
4°) Uma freia, beneditina talvez (ou franciscana; não importa o mosteiro de onde ela saiu), passar pela cena da mulher no automóvel e subir a passarela
5°) Um mendigo seguindo essa freia

Analisando individualmente, pode não parecer tão difícil que tais fatos ocorram. Mas, todos os 5 eventos simultaneamente, no mesmo lugar é algo bem mais complexo e, admito, improbabilístico. Sequências desse tipo bizarro de eventos, geralmente, causam uma catastrófica, eclipsante e insolúvel consequência nos rumos da história. Tal que nem mesmo o emblemático craque de futebol Dadá Maravilha poderia, com toda sua "solucionática", resolver. Segundo dados fidedignos, uma improbabilidade infinita significa, na realidade, algo com alta probabilidade que ocorrer instantaneamente. E, segundo os meios sociais torpemente vulgares que convivemos, algo nesse nível de exposição não demoraria tanto tempo para de conseguir, mesmo em condições não-favoráveis.

domingo, 31 de outubro de 2010

IME

Ou "instabilidade melancólica existencialista". 5 dias de provas. Matemática, física, química, português, inglês e, ainda por cima, redação. Distribuídas das piores maneiras possíveis para o psicológico de alguém suportar. Relatório de danos: psicocinético - alto. Efeitos esperados: mudança constante e repentina de humor, tendência a praticar atos violentos a objetos, desejo incessante de dispender dezenas de horas em frente a eletroeletrônicos diversos, negação de responsabilidades morais, entre outros. Efeitos colaterais: inconsciente prazer na formulação de técnicas pseudo-científicas, súbito desejo de auto-afirmação existencial (no intuito de negar a própria noção de inexistência, ou, futilmente irrelevante existência). No mais, um desgostoso "saco". Questões absolutamente ininteligíveis, a respeito de situações altamente improváveis, sem nexo algum, ou qualquer conexão com o conceito de realidade. Persisto na interminável dúvida de que nada, absolutamente, pode ser levado adiante. Obviamente, sob a visão didática, o cunho destas questões seria o preparo para o futuro, embora eu duvide muito que o arc(cotg(sen x))=tg(arc(cos y)), ou qualquer conjunto de letras relativamente unidas a fim de deixar o leitor em prantos, tenha algo a ser considerado em uma situação real, ou mesmo, no que tange a probabilidade de uma hipótese ser verdadeira. Ou seja, esse método classifico-eliminatório consiste, em verdade, na capacidade improbabilística de se encontrar um resultado plausível. Ou, como espero, na insistência dos candidatos em realizar tais provas. Sim, ao quinto dia, 4 salas estavam inseridas em apenas uma, esta, que no início dos procedimentos, estava, sozinha, completa. E esta sala era um anfiteatro de, aprox. 150 lugares, que, também ao quinto dia, sobravam vagas. Invariavelmente, a desistência é um fator esperado, mas que, nesta ocasião, surpreende pela porcentagem real de concludentes dos exames. O grau de dificuldade curricular é, de fato, estratosférico, muito embora, minha fé cite que a prova real estar em acreditar que todas as 25 horas de stress possam significar a satisfação das exigências do concurso. O mais interessante é saber que, você não passa de um código de barras, uma mercadoria, no extenso e opressor mercado de trabalho, e, mesmo sabendo de tudo isso, esforça-se para estar inserido nesse jogo de interesses escusos que, porém, por pior que possa parecer, é absolutamente necessário.
Na espera dos resultados.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

True History - The Only Exception

Eu errei. Errei feio. Eu sempre quis ser amado, ver que o eu mesmo sentia por alguém era verdadeiro. Mas até pouco tempo atrás, ninguém havia me amado. Excluo minha parenta, é claro. Ninguém mesmo. De todas que tentei, nenhuma correspondeu. Até pouco tempo atrás. Me confundi em todos os casos. Quando não me amavam, ou só queriam brincar comigo, ou só queriam parar na amizade. Admito que meu último erro me fez enxergar a verdade. Doeu demais. Mais do que eu poderia pensar que doeria se soubesse antes. Ela só queria ser minha amiga, ter alguém para conversar, queria exclusividade. E eu achei que fosse algo mais. Não era. Me permiti pensar que aquilo fosse realmente me amar, mas também não era. Quem me amou (e ainda ama), fez tudo isso calada, esperando que eu, na minha infinita estupidez, pudesse ser sincero comigo mesmo e oferecer algo mais do que um sorriso. Ou um pedido bobo de casamento. Eu tinha todas as cartas na mão. Poderia ser sacana e simplesmente "pegar", depois largar, e fazer a coisa que deveria ter feito desde o início. Mas eu não funciono assim. Nunca funcionei. Preferi tentar ser sincero, mas no caminho errado. Não deu certo. Depois de fazê-la ler um post que achei ter dedicado a ela, ela me disse apenas: Você está confundindo as coisas.. E realmente estava, embora não quisesse ver que estava. Arrogante, não? É. Depois de conversar, agora admitindo estar confuso, ela me disse que queria ter um amigo, e eu era um amigo para ela. E mesmo ela sabia que no fundo eu não a amava, ela não me amava, eu amava outra, que também me amava, mas que só eu não queria ver, embora todo mundo na face da Terra visse. O fim desta conversa foi, em parte, trágico. Ela não me quis mais como amigo. Não me quis mais por perto. Preferiu desatar toda a conexão. No futuro, me fez bem, embora, naquele instante, eu me senti um, desculpe a expressão, merda. Algo asqueroso e podre. Me senti culpado por aquilo tudo. Ainda mais porque aquela que me amava dissera, em questão de dias, com todas as letras: Eu te amo.. Que sinuca de bica eu estava. Meu maior medo era machucar mais uma pessoa por meus atos. Quando você está certo do que faz, isso não te importa tanto. Mas quando se sabe que está errado, a coisa começa te punir de um modo muito pior do que você poderia imaginar. Desde que nos conhecemos, algo diferente havia entre nós. Podia ser qualquer coisa, e era exatamente o que ambos pensavam, qualquer coisa. Durante muito tempo, tentei muitas vezes encontrar aquilo que encontrava nela, mesmo sem perceber. O tempo passou, e eu acabei por desacreditar que poderia ser amado. Coisa triste de se ver em alguém tão jovem. Mas depois de tanta pancada agente aprende, ou tenta aprender. Eu a via como alguém normal, que nunca me daria condição de chegar mais perto do que um abraço. Consolidamos nossa amizade, depois de anos só se conhecendo por um "bom dia". Éramos já muito amigos, mas nada que ultrapassasse isso. O lance de amizade era bem confortável. Pouco a pouco, ela via que eu não iria agir incisivamente, mesmo que tivesse todas as oportunidades do mundo. Eu já pensava que ela não poderia ser minha, e aceitava a idéia. Ela merecia alguém melhor. Depois das burradas, eu entendi que era óbvio que ela merecia alguém muito melhor. Como resolver o problema? Se você acredita em Deus, sim, eu fui com tudo. Se não, então não sei explicar. Ele me fez ver que ela não era a única que precisava me perdoar, mas eu precisava. Ela sempre esteve ali, só esperando, mas quem disse que eu enxerguei. Tem coisas que só se aprende na marra. Não foi diferente comigo. Pedi perdão a ela, perdão a Deus e a mim mesmo. Consegui isso e muito mais. Finalmente, sai do buraco. Fui homem para dizer como me sentia, o que sentia, e o que esperava. Fiz tudo pensando que iria ser, mais uma vez, derrotado pelas circunstâncias. Me enganei. Fui sincero, pela primeira vez na minha vida sentimental. Consegui o perdão. Conquistei a única pessoa que fez diferente em tudo que eu já tinha visto. Eu já não era mais o mesmo eu de antes. Eu mudei. Melhorei. Evolui. Para algo muito melhor. Hoje sou mais sensível, mais sensato, mais perseverante, mais otimista. Não perfeito, nem como ela merecia (ou merece). Mas mudei de verdade, de dentro para fora. Ela sempre foi a minha única exceção. Em todos os aspectos. Em tudo. Era ela. É ela.



Essa é a verdadeira história jamais contada. Aquela que mostra a verdadeira face do post que deu início a tantas coisas. Meu amor, ela nunca me quis. Ninguém nunca me quis. Só você. E por isso, você merece que eu dê tudo de mim, sem me importar com quanto isso significa. Sou todo seu. Só seu, e de mais ninguém.


Because you are the only exception...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Descobertas aos 18

Sem trocadilhos, meu 18º aniversário foi, sem dúvida, o mais revelador. Vejamos o porquê de tal coisa:


Descobri que posso ser preso, o que não necessariamente bom
Descobri que posso dirigir, só o que ainda falta é conseguir a carteira
Descobri que, até os 18, todo mundo fala "nossa, como você tá grande",
e, depois dos 18, "nossa, como você tá velho"
Descobri que gosto mesmo de muita coisa ao mesmo tempo,
ou seja, não preciso saber tudo sobre uma coisa, mas o necessário de cada uma para ser mais feliz
Descobri que as dificuldades servem para testar nossa força,
pois se regras foram feitas para serem quebradas, obstáculos, para passarmos com uma retroescavadeira
Descobri que, com ferro fere, com ferro, será ferrado
Descobri que minhas piadas tem as mesmas chances de serem engraçadas
que eu mesmo, de jogar futebol de verdade
Descobri que não adianta, hoje em dia, precisamos estar conectados (quase) 24h
Descobri que política me interessa, me agrada, me fascina, mas que os políticos me enojam
Descobri que isso é pior para eles, porque é aí que tenho mais vontade de derrubá-los
Descobri que Deus tem sempre tudo preparado para nós, mas faltam 3 coisas:
ter fé, esperança e amor
Descobri que a humanidade é algo pouco inteligente, mas mesmo com propósitos ruins,
se meus propósitos são bons, isso basta
Descobri que não vou salvar todo mundo (se um dia eu conseguir salvar alguém, é claro),
mas não vou deixar de tentar
Descobri que sou um cara bonito e agradável, mas isso depende da distância que você me enxerga,
da luminosidade incidente, e do quanto você não me conhece
Descobri que precisa-se ter calma ao tratar coisas do coração, senão você enfia os pés pelas mãos
Descobri que posso amar alguém
Descobri que amo alguém
Descobri que alguém também me ama
Descobri que chegar a essa conclusão foi é muito difícil
Descobri que, mesmo difícil, seria pior se eu não chegasse a essa conclusão
Descobri que, cada dia que passa, amo-a mais e mais
Descobri que a vida complica mais e mais a cada dia também,
mas isso não é nada quando se ama de verdade
Descobri que os detalhes fazem muita diferença
Descobri que gosto de trabalho, só não gosto de receber atrasado
Descobri que trabalho em muita coisa, recebo mais do que mereço,
e que esse método de pagamento não é algo físico
Descobri que se a física fosse um pivete, ele me assaltaria todo o santo dia,
me deixando despido, nu em pêlo na rua
Descobri que ter uma noção espiritual da realidade faz você enxergar a verdade
Descobri que poucos tem esse pensamento
Descobri que o cinema brasileiro tem evoluído muito nesse ano que passou
Descobri muitas coisas que o cinema pode significar
Descobri como ouvir música, e que mesmo a mais vulgar porcaria tem algo a dizer
Descobri que é fácil ter idéias brilhantes, mas difícil é fazer os outros acreditarem nela
Descobri que isso aí é até mais difícil que fazer os outros votarem em você, ou trabalharem para você
Descobri que o ato de descobrir qualquer coisa é emocionante,
mesmo que a coisa em si seja um tremendo tédio
Descobri que escrever difícil faz as pessoas terem sono, ou acharem que você é mais inteligente que parece
Descobri que escrever fácil faz as pessoas não lerem nada do que eu digo
Descobri que escrever, no geral, é algo de consequências muito instáveis
Descobri que ler é um hobby que quero carregar para o resto da minha vida, ou da minha visão,
ou ainda, da minha sanidade mental
Descobri que games são coisas que quero aproveitar mesmo sendo mentalmente insano
Descobri que não há nada tão fácil para ser subestimado,
e nada tão difícil que não possa ser superado
Descobri muita coisa, e continuo sabendo muito pouco
Anos melhores virão... ou não
(Descobri que usar expressões como: ou não; não que você saiba; não que você tenha certeza do que está dizendo, fazem qualquer perder as estribeiras)
(E que "trilobita" é um baita insulto, que a maioria acha engraçado)


Au revoir!

domingo, 24 de outubro de 2010

Rosa

Ontem, dia 23 de outubro, fiz, meio sem perceber, o dia ser exatamente assim:


Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Que eu quero estar junto a ti (porque)

Eu (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo (é primavera) meu amor
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Meu amor...

Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)
(É primavera)


Foi simples, singelo, e ainda assim, um grande dia para ser lembrado.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vai de táxi...?


Transporte público. Isso existe? A resposta é: não. O porquê? Simples, tudo foi privatizado. Rodoviário, ferroviário, metroviário, aquático, aéreo, em suma, todos os transportes atentam para meios de administração focados no lucro sem precedentes, ou seja, a não garantia dos serviços prestados com qualidade em relação ao consumidor, mas sim, ao concorrente. E como empresários não nasceram ontem, simples acordos permitem a manutenção da baixa qualidade, preços não-competitivos, somados a tributos exorbitantes, com equipamentos precários, profissionais mal-treinados, atingindo o píncaro da subversão daqueles que utilizam tais transportes. Solução? Não faço ideia, tendo em vista que não há meios de reestatizar essas falanges. Não sem muita canja para amaciar o empresariado. Talvez sanções que obrigem-os a cumprir as normas do "ir-e-vir", no mínimo agradável, o que, hoje, está longe, muito longe, disso. A saber: atrasos, superlotação, infra-estrutura precária (tanto física, quanto lojisticamente), corrupção, cartéis, e por aí vai. Um tópico importante a ser discutido.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Soneto

Por tais olhos que há tanto vejo

Sinto em mim um pleno desejo

De nunca deixar de olhá-los com ternura

E perceber que há neles sem igual candura


Poderia eu por toda a vida olhar

Como que para um grande mar

Onde homem algum pode enxergar

Como é belo seu caminhar


Todos já quiseram

Muitos tentaram

Poucos se arriscaram

Mas só à mim foi dado tal prazer

De ver em seus olhos minha razão de ser

Algo que eu jamais poderia perder, ou mesmo esquecer


Quem mais deixar-me-ia amar

Se somente junto a ti desejo habitar

Sua macia pele acariciar

De ti a todo tempo cuidar

Pois hei eu de contigo casar

E amá-la desde o sol raiar

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Segurança Pública... ou Privada?

Talvez a nossa privada, mas quem pode responder? Com a chegada do segundo episódio de "Tropa de Elite", abordando novos patamares da sociedade e sua relação com a "máquina" pública, sem contar as mais "fulgazes" promessas dos candidatos às instâncias políticas, a oportunidade para discutir assuntos como a segurança, ou sua ausência, não poderia ser melhor. A começar pela infame pergunta: estamos seguros? Se sim, ou mesmo se não, de quem? Por quem? Dia mais, dia menos, percebe-se o quanto a população tem estado enclausurada, mantendo rígidas condutas de horário e locação, com base nas estatísticas de roubos, assassinatos, estupros, e por aí vai, enquanto a marginalidade perdura em "liberdade". Principalmente nos feudos, ou, como são chamados, as favelas, embora não possam ser considerados "poder paralelo", representam áreas polarizadoras da marginalidade, no qual os excluídos compreendem um sistema próprio de sociedade. Porém, julgar que apenas as favelas representam o grande montante criminalizado é um exemplo de falso juízo, quando, realmente, são a ponta do bloco gélido do crime, a etapa de "fim-de-processo", o escoamento da instrumentação corrupta de nossa sociedade. Como diria os esquartejador: vamos por partes. Primeiro: concepção de criminalidade. Dizem que onde termina o direito de um, o direito do seguinte começa, que pode explicar até onde uma ação pode chegar até tornar-se um crime, ou ato criminoso. Ou seja, ao invadir o espaço, ou o conceito privado de um indivíduo, comete-se um crime, que pode ser: roubo, sequestro, calúnia, corrupção, entre tantos outros. Porém, percebe-se que muitas "invasões" passam, ou finjem passar, despercebidas que, pequenas ou grandes, ocorrem no cotidiano. É o chamado "jeitinho brasileiro", que consiste no ato criminoso, julgado irrelevante, e, tão logo ser irrelevante, não é passível de punição. Deste ponto em diante surge um novo conceito: daquilo, que mesmo ilegal, é visto como legal. Exemplos disso não faltam no nosso meio social. Logo, não é a Constituição que dita a legalidade social, mas sim o esteriótipo do crime cometido, sendo muito mais complexo levar à justiça qualquer caso que seja, sem acarretar problemáticas à compreensão de necessidade de tais procedimentos. Temos as primeiras dificuldades já neste instante da análise. Segundo: reação legal perante o ato criminoso. Como reagir ao, quando assim notificado, crime é cometido. Quais as medidas socio-políticas envolvidas para remediá-lo. Há uma estratificação neste instante, com a ação de medidas preventivas, investigativas e punitvas aos envolvidos. Como medida de prevenção geral, temos a educação, onde o indivíduo obtém noções de cidadania que tenderam a impedir seu ingresso na marginalidade criminosa. Mais problemas podem ser apontados como a ineficiência da educação não só no sentido cidadão, mas intelectualmente também, gerando um déficit absurdo no que tange à formação do indivíduo como um todo. As medidas investigativas correlacionam-se diretamente com a política de segurança, em como as instituições agem para chegar a um suspeito factível. Nesse ínterim, a corrupção da própria máquina estatal compromete todo o sistema, culminando na punição de suspeitos inverídicos, congestionando o sistema carcerário com inocentes. Não somente isso, pois, na verdade, casos sem fim podem ser arquivados, deixando de lado qualquer opção de cumprimento da justiça, diretamente conectado com a noção de criminalística já exposta no início do texto. Motivo de grande consternação, a, enfim, punição deve ter o papel de reintegrar o infrator à sociedade. O que, notavelmente, não acontece com a frequência desejada, visto ser apenas mais um peso tributário a presença de indivíduos sob a custódia do Estado. Reintegrar significa, ou deveria ser entendido como, reabilitar o indivíduo de seu estado marginal para socio-economicamente ativo, um papel educacional, sendo sua realidade análoga a tudo isso. Nos complexos prisionais, as condições sub-humanas de habitação, alimentação e saúde servem para comprometer ainda mais a condição marginal do indivíduos, além da total ociosidade da maioria deles, o que, em sua soltura, acarreta não o retorno a condição criminosa, mas a sua continuidade. Ainda assim, esta ainda é uma pequena fração dos grandes problemas relativos à segurança, pois obviamente, o conceito de "crime organizado", ou "poder paralelo", não se aplica à essa fatia da sociedade. As favelas, ou comunidades carentes (como alguns preferem citá-las), não correspondem a estas denominações, a saber que, os "lucros" do tráfico permanecem arraigados nelas, na manutenção da pseudo-autoridade vigente, como armas, "soldados", suprimentos e produtos de trabalho, vulgo, drogas. Não há investimento extra-territorial, como a famosa "lavagem de dinheiro", pela atuação de empreendimentos legais com o uso do dinheiro, ou capital, "sujo". Daí a estreita ligação de crime organizado com casa de jogo, prostituição, hotelaria, imobiliária, além de ações fantasmas, sem mencionar o grande porte de empresas multi-nacionais. Esses meios criminais só tem satisfação pelas mãos de "figurões", "testas-de-ferro", empresários, políticos, entre outros, o que garante, pelo menos minimamente, a falsa ideia de bem-feitoria que possuem, devido aos seus antecedentes. Ainda faltando os grandes produtores, exportadores e consumidores de drogas, armas e influências, que, praticamente, não são citados no senso comum. Não me refiro às "plantações-de-laje", manufatura de armas artesanais ou à compra de votos em época eleitoral. Refiro à instalações produtivas, indústrias armamentistas e opressão imperal-mercadológica de muitos conglomerados internacionais. Voltando à questão inicial, sobre marginalização, todo pobre é marginal, ou todo marginal é pobre? Sem dúvida, todo pobre é marginalizado, pois, invarialvelmente, ele não cumprirá com todos os deveres a cumprir, e não terá todos os direitos a dispor, já que, obviamente, aqueles que ganham um salário mínimo atual, não tem condições para sustentar o modo de vida que nos permeia, o que compreende grande parte da população. Em suma, nem só de bolsa-família vive um país, mas de muitos outros fatores, dos quais educação é, sim, determinante. Por isso advogo: aplicar, suficientemente, fundos governamentais aos veículos de educação, não à maquinação ou à maquiagem, mas à ética e cidadania. Somente assim, pode-se construir um novo panorama nacional com relação à educação. Exemplificando, utilizo-me da implementação das populares UPP's, que, em princípio, apenas deslocam o foco para o "asfalto", que não pode ser remediado enquanto houver superlotação e negligência moral quanto às prisões e os meios investigativos. A segurança não tem reciclado marginais em cidadães, mas marginais em algo ainda mais difícil de se lidar, verdadeiros deliquentes, sem perspectiva, que, mui dificilmente, tem meios de não sê-lo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

3

3. Um número, no mínimo, especial. Participa de muitas expressões de valor em qualquer época. A Santíssima Trindade. 3 filhos de Nóe. 3 grandes deuses. 3 senhoras do destino. Triângulo das Bermudas. Triângulo do Fogo. Triângulo da Vida. 3 elementos da natureza. 3 Silmarils. Todas as grandes trilogias. O tricampeonato mundial em 1970. Mas, para mim, estes últimos 3 meses tem um significado mais exclusivo. Há menos de 24 horas, há 3 meses atrás, tomei uma das decisões que mudariam minha vida em absoluto. Foram os melhores 3 meses de que tenho notícia, segundo minhas recordações. Meses que, definitivamente, não foram fáceis, nem calmos, e talvez por isso, tão satisfatórios. Meses de maratona física e psicológica, com escola, trabalho, casa, igreja e tantas outras coisas para cuidar com afinco e esmero. Uma delas não posso deixar de mencionar. Você. Você, um dos grandes exemplos de fé e atitude que tive em minha vida. Você, que eu sempre vira com muita atenção e inconsciente preocupação. Você, a quem sempre busquei ajudar e agradar, mesmo sendo chato e intrometido. Você, que Deus escolheu para me ensinar uma lição da qual eu deveria aprender do modo mais didático possível, antes do tempo do fim. Você, que me ensinou a amar. Não que eu não soubesse o que era o amor, mas quem me provou da maneira mais bela e singela. Durante 3 meses, partilhamos ainda mais nossas experiências, vitórias, inclusive dúvidas e constrangimentos. Meses que não passaram rápido, entretanto, tiveram bom proveito, ainda que seja menos do que queríamos. Tempos de tamanha felicidade, de realizações sem precedentes, só porque você estava por perto. Eu quero poder oferecer muito mais, e carrego a certeza de que poderia fazê-lo um dia, em breve. Meses de preocupação e cuidado, de coragem e determinação, de carinho, de socorro, de problemas e soluções, de você e eu. Foram nossos meses. Meses de revézes, de desencontros, de sacrifícios, de compaixão. Meses de bossa, de MPB, de música erudita. Meses de lágrimas, de risos, de excitação, de insensatez. Meses de muitas, e ainda, de poucas e pequenas, mas não menos importantes, ações. Meses que a tua presença, teu calor, teu perfume, teus olhos, fizeram-me um homem realizado, feliz, apaixonado, como nunca antes fora. Quando vi que nada me havia preparado para o que estava por vir. Aliás, estava sendo preparado. Por Deus, por você, por meus próprios erros e condenações. Palavras não podem descrever, ainda que eu deseje viciosamente usá-las, tudo que já passamos, antes, durante e depois destes 3 meses. Demorei instantes para amar você. Demorei anos para aceitar. Demorei dias para completar a tarefa de ir à sua casa, e falar com seus pais. Demoraram meses para chegar até aqui. Demoraria milênios para te ter. Mas Deus foi misericordioso comigo, permitindo instantaneamente que eu pudesse desfrutar desse amor que, mútuo, havia penetrado até a nossa alma. Meses que pude exalar daquilo que em mim estava guardado, e não admitia ser para você. Não quero repetir esses meses. Não desejo tornar monótono nosso relacionamento. Quero meses melhores. Quero ser melhor. Não o namorado, ou parceiro, ou amigo, que todas as meninas poderiam querer. Quero ser o melhor para você. Nem apenas aquilo que você desejaria em um homem, mas muito além disso. Quero sempre surpreender-te. Quero sempre cuidar de ti. Quero estar sempre ao seu lado. Quero sempre te amar. Nesses meses, cometi falhas, fiz escolhas erradas, falei o que não devia a quem não merecia. Mas fiz isso durante toda a minha vida. E hoje tenho certeza de que aprendi com tudo isso. Hoje sei que evolui. Não sou perfeito, nem serei. Mas desejo estar o mais próximo disso para corresponder a tudo aquilo que você significa para mim. Porque você é a síntese das grandes vitórias que obtive, e hei de obter no futuro, em minha vida. Não quero desperdiçar menhum momento. Não quero macular sua pureza. Não quero me esquecer de tudo isso. Não quero deixar, jamais, de olhar você. Eu não sei parar de te olhar, e nunca me deixe aprender. Eu me importo. Eu sofro. Eu me preocupo. Eu quero cuidar de você. Fazê-la uma mulher realizada, feliz, abençoada. Quero ser a sua benção. Assim como você é a benção para mim. Tenho planos, projetos, e creio que, contigo, poderei realizá-los. Uma mulher forte, independente, guerreira, e também carinhosa, meiga, doce, amável, linda. Que não falte criatividade e engenhosidade para cada post que escrevo. Pois cada dia, quando te vejo, sinto renovado meu ser. Estes são os primeiros 3 meses do resto de nossas vidas. Não me importaria se fosse contigo. A mulher da minha vida. Eu te amo. E quero permanecer amando.

sábado, 18 de setembro de 2010

Juventude Transviada?

Durante alguns meses observei a ascenção (ou reaquecimento) de uma falange da mídia: a cultura "teen". Eu sei que ela sempre existiu, mas, seja por meu amadurecimento (ou velhice precoce), seja pelo real aumento de personagens do mundo artístico ligados intimamente ao público "aborrescente", há um incômodo bem maior do que poderíamos esperar de uma só vez. Atacando no meio musical, temos: o pseudo-viril Justin Bieber (dane-se como se escreve ou fala esse nome); os cantores-atores-mais-o-que-você-quiser-que-sejam da Disney, passando por "naïve" Miley Cyrus (ou Hannah Montana, se é que esse não é seu nome mesmo), Demi Lovato, "Irmãos" Jonas, Mitchell Musso, e não-sei-mais-quantos; bandas de happy-rock (um bando de falsários) que unem a vertente "emo-core" às "boy-bands" de fundo de quintal, o que é obviamente, um disparate, misturar o termo secular "rock" com essa semi-musicalidade-anti-xenofílica estúpida; entre outros. No meio propriamente televisivo-cinematográfico, observa-se a infantilização dos seriados (Disney tem um grande papel nisso); o decréscimo dos "cartoons" (que tem quase se resumido à Ben 10 e sua equipe de aliens que desejam entrar na lista dos arqui-vilões da Marvel e DC, em um futuro próximo, que espero nunca ver chegar); filmes como da (assim chamada) "saga" das fases da lua, ou, Crepúsculo, enriquecendo moleques raquíticos (lê-se Edward), bombados (lê-se Jacob), e garotas sem expressão (lê-se Bella). Até posso acreditar que estes, e outros, indivíduos tornem-se atores e atrizes de verdade, mas no citado momento, não o são. É insuportável ver infantes, de ambos os gêneros, derretendo-se, ou entrando em combustão hormonal por coisas deste nível de cultura inexistente. Mas algo me chamou a atenção. Segundo relatos de minha genitora, a situação repete-se como um círculo vicioso, pois ela também partilhava dos mesmos ideais em sua época, a exemplo, por Fábio Jr. Ok, eu nunca despertei tal comportamento sob qualquer circunstância em minha existência. Parecem rixas pessoais que tenho contra estes seres pseudo-populares, mas não. Tudo bem, eu odeio o Fiuk, aquela saracura mal-barbeada, que herdou a voz (e as fuças) do papai, gosta de usar o arco-íris dos pés à cabeça, e, pior ainda, que tem meu nome! (sim, ele se chama Filipe, exatamente como a mim) e troca por essa cacofonia galopante descrito acima. Fuinha seria mais adequado. Não vou explicitar minha ira por todos eles, senão, ninguém lera o post até o fim. Admito que a aposta do VJ Felipe Neto (e foi processado pelo Fiuk'zinho aí) é absolutamente compreensível e extremamente satisfatória. Meus parabéns. Me pergunto se Justin trilhará os passos das celebridades infantes como Michael Jackson, que era um ótimo cantor, mas terminou nos medicamentos controlados. Fez muito sucesso, mas pagou bem caro. Ou como o próprio Fábio Jr., um sedutor inveterado, que troca de companheira na frequência de uma onda "gama". Sinceramente, temo pela sanidade espiritual, física e psicológica destas "coisas", senão eu não perderia meu tempo aqui tentando ser lido por seres que irão desejar uma punição bem severa à minha integridade físico-mental-social (vide minha irmã). É mais do que claro que só coisas piores virão, a fim de substituir estas e permitir a continuidade da perdição que é o público adolescente. Eles tem 3 opções: amadurecer e tornarem-se reais, não um sonho lascivo de uma menina na flor da idade; permanecem alvo dos holofotes com escândalos de fazer inveja aos seus antepassados; somem da mídia e voltam a ser pessoas normais, com neurônios funcionais e responsabilidades morais mais bem definidas. Vamos esperar pelo menos pior. Uma ótima tarde a todos.