terça-feira, 29 de junho de 2010

World of Warcraft vs. Sociedade

Como um legítimo game(quase)maníaco, venho defender a posição dessa falange. O MMO-RPG (Massive Multiple Online - Role Playing Game) citado acima, conhecido no cotidiano apenas por "WoW", vem sendo mui criticado pelo público feminino em geral, tendo ressalvas, e alguns integrantes masculinos também, embora um uma escala bem diminuta. A alegação da oposição é de que o game destroi a "vida social" dos gamers, tornando-os alienados, distantes de suas famílias, desinteressados por assuntos como escola, companheiros(as), saúde, etc Porém, tenho muitos outros veículos que comprometem ao mesmo patamar (quando não, mais), dependendo é claro, do quão inseridos estes participantes estão. Não preciso citar nomes. Todos sabem do que estou falando. E advogo: será que estes também não são riscos iminentes a uma sociedade já desgastada pela ausência de neurônios funiconais..? No caso dos games, muitos afirmam que nada lhes é aproveitado, quando na verdade, a maioria dos títulos existentes carrega um absurdo montante de informação útil para o entendimento da sociedade vigente. Estão incrédulos, não..? Proponho que experimentem títulos como Resident Evil, Metal Gear, God of War, Final Fantasy, Dragon Quest, Gran Theft Auto, Mortal Kombat, The Sims, entre tanto outros. A príncipio, o grande objetivo de todos eles é chegar do ponto A ao ponto B, passando por obstáculos X, num determinado tempo Y, e consequentemente, quando todas essas condições são satisfeitas, você vence o jogo. Mas, como sempre, há mais coisas entre os games e gamers do que se pode enumerar. Usarei o exemplo de WoW, para minimamente explicar esta assertiva. Já começando pelo gênero, RPG, que consiste no sistema evolutivo de um certo personagem, no qual, à medida que avança, este adquire novas capacidades tornando-se mais apto a vencer novos desafios que lhe são propostos. Nada mais é que o sistema de "vida real". Passando a frente, notamos a organização do game em si. O gamer pode escolher dentre 2 facções (que estão sempre em guerra): "Alliance", composta pelos débeis humanos, os robustos anões, os sagazes gnomos, os antigos elfos noturnos (night elves) e os exilados draenei (uma espécie de alien bonitinho); e a "Horde", que detém os ferozes orcs, os soturnos trolls, os valentes taurens (uma evolução dos bovinos), os grotescos mortos-vivos (undeads) e os orgulhosos altos elfos (blood elves). Como é de praxe, alguém já está me sacaneando por escrever tais coisas em um blog sério (jura?) difamando a minha existência através do círculo social e familiar. Vou levar isso até o fim antes que me arrependa. Logo nos nomes, algo pode ser captado: "Alliance" remete aos Aliados, os pseudo-supremo-defensores da lei e da ordem (do próprio bolso, para sermos sinceros) durante as 2 Grandes Guerras; seu estandarte é da cor azul, a mesma que podemos perceber na maioria dos países capitalistas; as instalações características das raças "aliadas" são ordenandas, belas, limpas, e ricas; seus integrantes são educados, falam línguas comuns, sendo em sua maioria "civilizados", em termos leigos. A "Horde", que significa horda, população, grande multidão, já nos faz pensar no sistema socialista, no qual o povo detém o poder sobre o governo (só para constar, sou partidário desta vertente); conecte isso ao fato do estandarte ser vermelho; suas raças serem notadamente porções menores de uma raça maior, que sofreram algum tipo de exílio ou ataque de uma raça inimiga, ou seja, um agrupamento de "fracassados"; suas bases são claramente o inverso dos Aliados, totalmente desorganizadas, rústicas, de aparência tribal; seus componentes são rudes, falam dialetos anciões, em resumo, são bárbaros. Toda essa notação proveio apenas da análise das facções. Prosseguimos à temática das classes: cada raça tem um determinado número de classes que pode participar (podemos aferir classes como profissões) como caçadores, guerreiros, sacerdotes, espiões, paladinos, xamãs, "druidas". Algo bem interessante é o fato de apenas a "Aliança" ter integrantes passíveis de se tornarem paladinos, originalmente cavaleiros da Igreja Católica Apostólica Romana, utilizados nas Cruzadas, e depois dizimados a fim de manter a estabilidade de poder nas mãos dos clérigos. A "Horda" ratifica os xamãs, líderes espirituais pagãos, geralmente de comunidades tribais e seitas. Sinceramente, se o querido leitor não conseguir absorver algo realmente relevante disso, eu proponho uma explicação ao vivo. Está explícito que o organismo político destas facções relaciona-se fortemente com a sociedade dos tempos atuais. Não há espaço físico para explicitar a orgia de referências que atravessa esta obra. É visível que a "Aliança" representa a síntese imperialista, globalizada, torpe de um mundo alienado, enquanto a "Horda" compreende todo e qualquer tipo de "reforma" ou "reação" ao ritmo anterior. Forçando um pouco, elevo esta rixa entre as facções à todas as conexões históricas e embates entre comunidades difusas (seja no passado, presente ou ainda futuro). Basta a meditação de alguns destes pontos e uma teoria de conspiração pode ser desvelada bem diante de seus olhos. Antes de criticar, procurem compreender o quão profundo uma experimentação deste nível pode revelar. Relaciono este post com o "Desde pequenos nós comemos lixo...". Tudo está conectado. Boa sorte.
Horde Rules!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

"Prince of Persia" - parte 3

Finalmente Prince "dá uma dentro"! Depois de perder literalmente tudo que lhe era préstimo, ele consegue voltar a estaca zero. Ou quase isso. A ideia dele parecia quase certa. Ele entregaria a Adaga do Tempo a Farah, impedindo que si mesmo a encontrasse, de liberar as Areias do Tempo, e ver seu reino destruído pelo seu erro. Mas, espere aí. Não tem chefe final...? Obviamente o game não termina exatamente nessa ordem. Para dificultar um pouco, o Vizir aparece e tenta roubar a Adaga de Prince. O velho é corajoso, mas nem suas magias "meia-boca" conseguem deter o ímpeto de Prince. Durante a batalha, o Vizir revela seus planos de dominação, ainda velados desde oinício do game. A tática era liberar as Areias do Tempo ele mesmo, derrubando o Rei, tornando o supremo provedor da ordem em uma nação de monstros atemporais que espalhariam o caos pelos reinos do Oriente e Ocidente, através das eras. E, é claro, a imortalidade (lembre-se que o vizir é um velho decrépito com transtornos psicóticos). Aquele "blábláblá" que nós conhecemos muito bem dos vilões contemporâneos. Após a derrota, o Vizir jaz abatido e seu corpo é subitamente "evaporado". Possivelmente fruto de sua magia negra. A luta parece mais emocionante quando você joga. Tudo parece bem. Prince não revela sua identidade a Farah, porém ela reconhece o Vizir e tira algumas conclusões. Prince ordena que ela guarde a Adaga em segurança para que ninguém possa encontrá-la outra vez. Assim ele impede a si mesmo de causar a tamanha destruição do por vir. Antes de entrega-la, Prince tenta roubar-lhe um beijo. Mas agora ele é um desconhecido com poderes estranhos. Sobrou ainda levar um bem-dado tapa na cara. Nem tudo são jardins suspensos nessa vida não é...? Ele retorna no tempo com a Adaga e desfaz o mal-entendido. A relíquia vai para as mãos de Farah, e Prince foge para nunca mais voltar a ver seu pai ou qualquer outro. Sua existência não pode ser tolerada, pois afetaria o continuum espaço-tempo, e assim parte para reinos desconhecidos procurando paz de um pseudo-passado-futuro tenebroso. Um fim um pouco triste não acham...? Mas esse é preço por desafiar as leis da física mecânica e quântica. Ainda há algo que o Prince leva consigo. O medalhão de Farah, retirado na tentativa de salvá-la do trágico fim. Como um elemento do futuro inserido no passado, há um perigo iminente sobre aquela peça. Talvez com ela Prince possa continuar alterando o fluxo temporal perpetuamente. Talvez. Aqui termina o título "Sands of Time". Temo ter percebido alíquotas dos games restantes da série. Se os ouvintes suportaram ler esta história (muito concisa, digamos), posso perfazer a continuidade da (antes) trilogia (magnífica) do Príncipe.
Não brinquem com o Tempo. Pelo menos não sem me convidar...

domingo, 27 de junho de 2010

"Prince of Persia" - parte 2

Com o prazer da companhia de Farah, o novo Prince retoma aos idos de 1980, vasculhando o palácio numa infinidade de armadilhas e lugares de difícil acesso ao público comum. As criaturas já tomaram todo o lugar, e Prince teme pela consumação de seus maiores temores. É claro, não é nem um pouco cômodo ver seus súditos e bens "saqueados" por feras que permeiam a paranormalidade. E saber que a culpa foi, em termos práticos, sua. É enquanto medita sobre esse respeito que Prince se depara com o pior momento de sua vida. O embate com seu pai. Agora um pseudo-humano metamórfico atemporal sedento pelas entranhas do querido filho. É, de longe, a batalha mais estressante, emocionalmente, do jogo. O Rei foi um excelente espadachim quando em vida, quase causando o fim de Prince, mas é subjulgado pelo poder da Adaga, e desfalece. A sensação de destruir o próprio pai foi avassaladora. Ele teria de arrumar um jeito de resolver tudo. Ou morreria tentando fazê-lo. Algo que chama a atenção de Prince é o fato existirem fontes de Areia por todo o cenário. E mais assustador é ver que, ao entrar em contato com essas fontes, Prince é capaz de ver o futuro, num estado de transe hipnótico. Essas visões revelam o caminho que ele deve tomar, porém, sempre mostram sua morte como um evento final e certo em seus caminhos. Farah e Prince separam-se para encontrar pistas do paradeiro do Vizir. Seus encontros limitam-se a mecanismos conjuntos de desbloqueio, que são corriqueiros durante o game. Passando desde jardins suspensos, calabouços, casas de banho, subterrâneos e cavernas, eles apertam o cerco para as respostas. Os momentos românticos começam a tornar-se comuns. Nada consumado. Apenas olhares e gestos de ternura parcialmente involuntários. Parcialmente. Prince encontra novas armas para mais facilmente destruir os monstros que atormentam sua paz e sossego. Nota-se também que Prince vai se despindo no decorrer do game. Desde sua touca árabe, até seu peito nu, Prince amadurece e adquire muitas cicatrizes dos combates. Por fim, encontram outra vez a fonte das Areias do Tempo, a Ampulheta (ou Hourglass, no original). O plano seria usá-las para reverter o fluxo temporal ou mesmo as mutações, e de algum modo, contornar a situação vigente. Mas o Vizir tem poderes além da compreensão do casal e consegue afastá-los, usando as Areias como um vortex para arremessá-los para a morte. Mas a Adaga tem seus planos, e suas vidas são salvas mais um vez. Por algum meio estranho, eles são lançados num limbo paralelo à realidade em que estavam presentes. Permitindo alguns momentos de tranquilidade, ambos partem para um patamar mais elevado no relacionamento. Não necessito entrar em detalhes nesta parte. Acho que todos já compreenderam. Como em todo limbo, as pessoas costumam sumir sem dar notícias. Aqui começa a parte mais soporífera do game. Os puzzles (ou quebra-cabeças) tornam-se aleatórios, obrigando o jogador a dispender horas a fio para atravessá-los. A recompensa vale todo o trabalho. Prince tem sua última visão. O nível de sofrimento das mesmas aumenta gradativamente, e nesta, Prince terá uma morte bem dolorosa e potencialmente suja. Ao sair do limbo, ele se depara só, sem a Adaga, e em algum lugar no exterior do palácio. Existe um último puzzle que lhe confere a arma suprema (com exceção da Adaga) contra as bestas. Uma espécie de cimitarra dourada, de lâmina grossa, com punho belamente adornado. Com apenas um golpe, ele é capaz de revertê-las ao estado de Areias. Novo e reformulado, Prince encontra Farah tentando atravessar uma barreira de monstros. O número é grande, mas Prince consegue alcançá-la e defende-la. A visão se concretiza, só que não é Prince que cai em batalha. É Farah. Ela não tem conhecimento prático suficiente para manejar os poderes da Adaga, perdendo o controle e a vida em combate. Como última esperança, Prince recupera a Adaga, mas não há tempo para salvar Farah. Não pelos métodos comuns. Ele ainda consegue retirar um medalhão dado pelo pai dela, usado como um amuleto. É a única parte dela que restou para Prince recordar. Ensandecido com o destino, ele destroi as feras inimigas e invade, mais uma vez, o covil do Vizir. Decidido, ele libera as Areias e volta no tempo, numa escala muito maior que a Adaga poderia conseguir. Prince consegue voltar à noite anterior à invasão do país inimigo e encontra Farah nos aposentos reais.
Continua...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

"Prince of Persia"

Seguindo a "vibe" das adaptações para a grande tela, chegou em terras tupiniquins o exemplar de "Príncipe da Pérsia", originalmente criado a fim de compilar o lendário console "Atari", o chamado 8 bits. Notadamente melhor que títulos como "Pitfall", o tal "Príncipe" se contentava em escapar de armadilhas lacerantes e buracos pontiagudos por seu castelo (se é que era dele...). Com intuito mercadológico além do desejo de fazer ressurgir um antigo sucesso, a Ubisoft traz "Prince of Persia - Sands of Time" ou Príncipe da Pérsia - Areias do Tempo, no console PS2, de 128 bits. Para alegria dos aficcionados (me incluo na lista), o novo game toma um rumo absurdamente inesperado em, contraposto do original. É trivial comentar que o visual, a mecânica, o enredo, em suma, tudo mudou para o malfadado príncipe. Ingênuo, tentei apreciar a recente obra homônima na esperança de me arrancar suspiros de surpresa. Uma pena. Já de cara, não agradou. A começar pelo nome. Não do filme. Do príncipe. Qual editor maltrapilho põe o nome de Dastan a um personagem que nunca sequer revela-o durante 3 extensos jogos? Para não cometer o crime conhecido como "spoiler", que consiste em delatar toda a história aos incautos leitores/ouvintes. Passível de punição severa, no qual uma rodinha de amigos torna-se uma violenta rodinha punk. Então cuidado. Prosseguindo, não fa-lo-ei. Tentarei, esperando sucesso, explicitar a verdadeira história por trás desta grande "baianagem". Do título Sands of Time, para PS2:
Eras atrás, o reino da Pérsia invade um país vizinho. O experiente Rei e o astuto Vizir organizam o ataque que daria fim ao inimigo. O referido Príncipe, exímio espadachim, embrenha-se nas linhas aliadas para recuperar algum espólio valioso ao seu querido pai. Mal sabia do que o esperava. Atravessando palácios e ruas em chamas (o ataque primário era aéreo, utilizando grandes projéteis flamejantes, seguido das falanges de combatentes rasos), derrotando poucos defensores, valendo-se de espetaculares habilidades de salto e modalidades olímpicas dignas de um competidor oficial de ginástica, avançou até um templo arruinado. Em uma posição nada vantajosa encontrava-se uma brilhante adaga. Supôs ser um artigo de grande interesse, indo capturá-lo. No exato momento que tocava no instrumento, uma rocha colossal desprende-se da parede na sua direção. Obviamente, seria um fim prematuro demais para um jogo desses culhões. De alguma forma, bem no instante do choque, houve um retrocesso temporal, perceptível apenas ao Prince (irei chamá-lo assim daqui por diante), no qual o mesmo capta a aproximação do objeto e consegue desvencilhar-se de um doloroso fim. Repara que algo absolutamente estranho lhe ocorrera, porém, segue seu rumo de volta ao pai. Durante o retorno, o exército persa (famoso em muitas histórias) atravessa o deserto carregando consigo pertences reais, itens de valor, escravos, entre eles a princesa. Além é claro, das Areias do Tempo, mui almejado pelo Vizir, por motivos ainda desconhecidos. Nas câmaras do palácio, Prince oferece a adaga ao pai, que conversava com o Vizir com respeito a ligação das Areias com uma adaga ainda sem paradeiro. Ao vê-la nas mãos de Prince, o Vizir demonstra um receio incomum à alguém da corte real. Perspicaz, Prince entende o quão aquilo tudo parecia importante para seu pai e toda a Pérsia. Entretanto, ao utilizar a adaga para liberar as Areias do Tempo, a possibilidade mais terrível se concretiza bem diante de seus olhos. Como um fluido, as Areias tomam conta da atmosfera do lugar, o Vizir foge sorrateiramente, deixando os presentes atônitos. Dentro de poucos segundos monstros atemporais invadem o lugar. Os presentes, incluindo o Rei, são infectados pelas macabras Areias, transformando-os em bizarras criaturas meio-humanas. Aqueles que não foram atingidos pelo flagelo são exterminados pelas criaturas e metamorfos. Absorto nesta perspectiva, o Prince dispara pelo palácio, em fuga das criaturas, desejando não crer no que ocorrera a pouco. Numa imensidão arquitetônica, Prince está sozinho. Ou é o que ele espera não ser verdade. Não demora muito até encontrar a tal princesa capturada. Percebe que ela também não é uma princesa comum, pelas suas habilidades fugazes com o arco. Desejando uma conversa racional com um ser humano legítimo, eles compactuam um possível resgate às vítimas, ou mesmo um modo de reverter o processo de mutação que ambos presenciaram. A princesa apresenta-se como Farah, e conta ao Prince que não há meios de banir as criaturas ou salvar seus compatriotas. Somente a adaga pode libertá-los do tormento das Areias, mas não há volta para nenhum deles. Mesmo temendo o pior, Prince decidi-se em vasculhar o castelo em busca do Vizir, e obter respostas sobre o acontecido. Farah assusta-se ao ver a adaga em posse de Prince. É claro, a adaga é A adaga. A Adaga do Tempo. Capaz de controlar o fluxo temporal e banir os elementos do submundo absorvendo sua força vital. Farah alerta que seus poderes se limitam a presença contínua das Areias nas proximidades do portador, o que é claro não é um problema, visto que um mar de mágicas areias impregnou toda a região do palácio, quiçá todo o reino.
Continua...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Homens...

Gênero masculino do espécime Homo Sapiens sapiens. Por pura "conveniência", também caracteriza qualquer representante da vasta população que cobre a superfície terrestre. Talvez conveniência não fosse a palavra certa. Opressão, quem sabe. Mas ainda não vim até aqui discutir as táticas de subversão do dito cujo. Ainda. Depois de algumas situações curiosas, percebi o quão distantes estão os homens de suas parceiras, geralmente, mulheres. A começar pelo critério de avaliação. Como esperado, observa-se o contorno feminino, o que não é, de certo modo, um mal. É uma questão natural. O esteriótipo feminino dos dias atuais (ou talvez sempre assim fossem) denota, para procriar, um exemplar de avantajadas (ou mesmo exageradas) características, tais como: seios, glúteos, pernas, etc dos quais conhecemos muito bem. Seguindo sempre uma faixa de aceitação, não muito nem tão pouco. A sociedade cria tais "formas", displicentemente seguidas pelas mulheres. Ou a maioria delas. Muito embora, esteja inserido no patamar de beleza estética a magreza, que embora não tenha o objetivo de atrair machos, atrai a atenção pseudo-positiva da mesma sociedade controversa. Voltando à procriação. Visto ser a mentalidade masculina deveras obsoleta em muitos aspectos, neste ela é absurdamente apurada. Não medem esforços para despertar interesse da "presa". Iniciando no contato visual, atingem o apogeu ao relacionar emocionalmente essa conexão. O famoso "Eu te amo...". Talvez pouco usado hoje em dia nos momentos iniciais, salvo algumas raras exceções. Não é um requisito. E quando usado, visto está que pouco o indivíduo importa-se com os sentimentos do "alvo". Fato é que, para a maioria deles, homens não sabem distinguir amor de desejo. Não que não haja interligação, mas existem nítidas diferenças. Mesmo a vertente feminina aderindo ao movimento "masculino", ignorando a preservação para preferir a disseminação, ainda compreendem muito mais a fundo essa questão. O homem tem álibis biológicos para esse comportamento. Não apenas a morfologia do sistema reprodutor, mas no que tange o infinito alcance extensor da espécie, em termos vulgares, a capacidade de espalhar seu material genético a, definitivamente, qualquer parceira, num curto espaço de tempo, se dispensarmos o critério de avaliação. Esse mesmo, é notavelmente olvidado quando a quantidade de fêmeas decresce vertiginosamente. Não é necessário conferir exemplos, tais como presídios e outras situações calamitosas. Em casos, vê-se que não é exatamente correlacionado ao ato da fertilização, apenas da satisfação erógena. Daí mais um ponto: em com que facilidade homens excitam-se. É absolutamente cômico, se não fosse trágico. Nem mesmo estímulo visual é necessário. Ambiente, físico, estado emocional, entre outras nuances que os machos ignoram no intuito de satisfazer sua fisiologia. Enquanto a maioria das fêmeas revela um acentuado fator de resposta tomando a esses parâmetros, muitas vezes ultrapassando os mais comuns como visibilidade. Nota-se a apurada análise prescrutada pelas mesmas. Sensível seria mais adequado. Essa é a palavra-chave desta famigerada dissertação. Uma propriedade quase dormente aos homens, o que é uma perda mui grande para a real "evolução". Com esses "pequenos" fatores, compreendemos que as mulheres são muito melhores e mais evoluídas que nós, meros homens. Médias de desempenho geral menores que os delas. Amadurecimento tardio. Baixa compreensão dos fatores psicológicos. De fato, não faltariam motivos e causas para sermos dominados por elas. E talvez mesmo isso faça-as mais desenvolvidas. Não se iludem pela posição social. Já dizia: "Atrás de um grande homem, existe uma grande mulher... (para fins cômicos costuma-se adicionar: e atrás dela, a esposa dele... mas não é relevante)". Nas sombras do inflado ego masculino está a mulher mais capiciosa que se poderia ter. Sem ela, o que seria do homem? Não seria. Desgostosas são as feministas que acusam a Bíblia de ser machista, pondo a mulher no patamar de "simples costela", quando na verdade, tem papel absurdamente importante no homem. Com certeza, sem as mulheres talvez a imbecilidade masculina não permitisse o perpetuar da espécie, não apenas no sentido sexual, mas no sociológico. Homens sensatos concordariam com tal assertiva. A cultura tem importante papel nessa ação masculina. Importar-se com coisas inúteis ao invés de concentrar-se no mais importante. Muitas vezes, ou em todas elas, sobrepondo o caráter biológico ou genético. Alguns perguntam-se: por que raios estaria um homem esbofeteando à própria irmandade? Ha. Temo ter me esforçado em tornar-me um homem diferente da maioria. Não para vanglória minha. Muitas críticas são lançadas àqueles que ousam mudar o rumo comum. Porém perto do fim, perfiz-me como qualquer inculto homem de meu tempo. Confuso e falho. É mais fácil discursar do que praticar. Mas como poderia eu contornar tal enclave? A mulher. Mais precisamente aquela que meu coração não ousaria confundir. Sentir-me não apenas satisfeito mas também satisfazendo à ela, é algo que teorias não explicam. O que separa o homem de sua natureza torpe. O amor. Quando verdadeiro, transforma o reprodutor em poeta. Faz enxergar aquilo que anuviado outrora estava. A mais preciosa dádiva. O maior tesouro que um simples homem poderia encontrar. "Um Amor para Recordar", boa escolha para representar. Graças a Deus. Meu momento chegou. Não alcancei o estágio "reprodutor", mas ser aquilo que busquei não ser, seria-me frustante o suficiente. Tenho ainda muito a prender. Mas estou mais perto a cada dia. Coríntios 13:1-3 "... se não tiver amor, nada serei ...". Sei que a maioria dos que lerem isto chamar-me-ão de louco. Estaria acostumado. Não temo a loucura. Temo o vazio. Mas você já preencheu-o. Tenho muito a aprender. Ser um homem melhor. Mas sei que de ti posso muito absorver. Eu te amo. E você sabe como e quanto. Minha rosa...

domingo, 20 de junho de 2010

Pérolas de Impacto e o Cinema

Depois da epopéia para contornar a referida situação que envolveu não apenas desaparecimento, mas suspeitas de furto, fraude eleitoral e conspiração internacional, sem contar homicídios, lanço algumas tentativas para vulgarizar o momento:

Valdiram e a Pérola de Instrumental
Valdiram e a Pérola Secreta
Valdiram e o Prisioneiro da Pérola
Valdiram e a Pérola de Fogo
Valdiram e a Ordem da Pérola
Valdiram e o Enigma da Pérola
Valdiram e as Pérolas da Morte
O Senhor das Pérolas
A Sociedade da Pérola
As Duas Pérolas
O Retorno da Pérola
As Crônicas da Pérola
A Pérola do Mago
A Pérola, o Valdiram e a Instrumental
A Pérola e seu Menino
Príncipe Pérola
A Viagem da Pérola da Alvorada
A Pérola de Prata
A Última Pérola
O Código da Pérola
Pérolas e Professores
A Pérola Perdida
O Ladrão de Pérolas
O Mar de Pérolas
A Maldição da Pérola
A Pérola do Labirinto
A Arte da Pérola
Eu lembro Pérola do Período Passado
Eu Ainda lembro da Pérola do Período Passado
Eu Continuo Lembrando da Pérola do Período Passado
Pérola Royale
Quantum of Pérola
Valdiram no País das Pérolas
Valdiram no Reino das Pérolas
A Poderosa Pérola - Parte I
A Poderosa Pérola - Parte II
A Poderosa Pérola - Parte III
Guerra das Pérolas
A Pérola Fantasma
O Ataque das Pérolas
A Vingança das Pérolas
Uma Nova Pérola
A Pérola Contra-Ataca
Pérola Trek
Crepúsculo da Pérola
Pérola Nova
Eclipse da Pérola
Amanhecer da Pérola
00Pérola
Pérola 86
Kill Pérola - Parte I
Kill Pérola - Parte II
O Diabo veste Pérola
O Diário da Pérola
Pérolatease
Pérolaface
Pérola Fiction
Pérola Negra em Perigo
O Resgate do Soldado Pérola
Pérola Gump - O Contador de Análises
Os Caçadores da Pérola Perdida
Valdiram e a Pérola Perdida
Valdiram e a Grande Pérola
Valdiram e o Reino da Pérola de Cristal
Pérolambo
Pérola Balboa
O Exterminador da Pérola
Pérolatrix
Pérola Sky
Pérola Impossível
Perfume de Pérola
Pérola Hur
Péroligula
Em Nome da Pérola
A Pérola Extraordinária
Valdiram e Pérola

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Eu te agradeço...

Obrigado

Obrigado por existir, por viver, por ser aquilo que é
Obrigado pelo olhar, pelo gesto, pela mão a me tocar, pela boca a me falar
Obrigado por olhar, por perceber, por entender, por perdoar
Obrigado por amar, por desejar, por lutar, por vencer
Obrigado por escolher, por salvar, por sacrificar
Obrigado pela fé, pela esperança, pela compaixão
Obrigado por estar, por compartilhar, por sofrer

Obrigado por, mesmo no silêncio, ser forte
Obrigado por, aos brados, ser sincera
Obrigado por, sendo discreta, ser tão linda
Obrigado por, ao orar, de mim lembrar

Obrigado por me aceitar quando eu já não me queira
Obrigado por me encontrar quando perdido estava
Obrigado por me suportar nos momentos mais difíceis
Obrigado por me apaixonar em meio a tantas confusões

Obrigado, eu digo, ao ver que tudo é belo, por isso velo
Mesmo na escuridão, a luz traz ao meu pobre coração
Sendo tão preciosa, como a rosa
Amando tanto, suportar meu pranto
Se achando perto, mesmo em destino para muitos incerto

Obrigado, eu digo, por me permitir contemplar
Tal qual divina obra prima, sobre o mar e a terra perpetuar
De puro interior, que me livra do horror

Mais magnífica que Vênus ao nascer
Mais enigmática que Gioconda a sorrir
Mais sonora que o Grito a trovejar
Mais libertadora que a Revolução a eclodir

Obrigado, ó Deus
Pelos caminhos Seus
Por me conceder
O que o mundo não pode perecer

Você

Obs.: minha primeira tentativa séria no gênero poético, espere que gostem.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Crer, ver, fazer, ser...

Resistindo a alguns desejos de escrever ainda sobre aquilo que as palavras não podem concretizar, retomo tópicos que eram, à princípio, a idéia inicial deste blog. Aos que se deleitam lendo meus contos, não deixarei de repassá-los, pois, afinal, faz parte de mim. Uma parte bem grande, diga-se de passagem. Meditando ainda um pouco com respeito à questão da realidade, como já descrevi anteriormente neste blog: aquilo que o homem acredita, isso é real à ele. Estou numa época de sacrificar por aquilo que acredito, muito embora eu saiba que sempre foi assim. Desejaria que os que me cercam também enxergassem dessa maneira, porém, as escolhas nunca são iguais. Já fui muito questionado quanto à minha orientação espiritual. Não venho discutir religião, tendo em vista sê-la uma das calamidades do homem. Certo dia, explicitei muitos de meus argumentos quanto à existência de um Ser supremo. Chamo-o Deus, porém há tantas denominações que não o faria com excelência. Alguns deles expostos no post "Teísmo", valem o mínimo da leitura. No fim da argumentação, muito saudável por assim dizer, ouço a seguinte tese: "Não creio na Bíblia pois fora ela escrita por homens...". Contra fatos não há argumentos, deveras. De fato, a Bíblia foi escrita por homens, comuns talvez, sendo a maioria que nela crê, sob inspiração divina. Atingimos um nível além a partir deste ponto. Se o que é escrito pelos homens, como eu ou você, caro leitor, não pode ser acreditado, em que mundo vivemos...? Indago a todos que reflitam nesse pensamento. Absolutamente a totalidade do que julgamos conhecer provém de fonte humana. Como integrante do ramo da Química, acredito na existência de átomos, eletróns, protóns, neutrôns..., muito embora nunca tenha me perguntado se de fato existem. Algum ser perdido no continuum espaço-tempo apenas disse-me. Absorvi aquele pseudo-conhecimento e segui meu caminho. Ao longo do tempo, principalmente na Química, a cada novo conhecimento passado, o indivíduo já adquire a capacidade de esperar, num futuro próximo, a derrubada do mesmo por outro mais recente. Se posso acreditar em algo tão mutável quanto esse tema, por que seria incapaz de aceitar a existência de um Ser que também não vi pessoalmente? Nunca sequer pude compactuar com um átomo, avaliando sua existência através dos "sinais" que comprovam teorias. Compreendo que esta é um dos porquês em se tratando da apostasia que ronda nosso século. Temo ter argumentos que relevem aos leitores crerem na Bíblia, porém tomo-me por indigno de fazê-lo. Munido do trecho de Marcos 11:23: "...mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito...". Daí invalida-se o dito popular: "ver para crer", porquanto aquele que não crê, não pode ver mesmo que este lhe esteja à frente de seus olhos, pois não crendo toma por incabível sua existência. Antes, é preciso crer para ver. Não apenas crer, pois o efeito disto não corresponde à realização daquilo que se crê. É necessário ainda praticar naquilo, fazendo valer no que acredita. Não importa quantos argumentos, teses, seminários eu faça. Aquele que não crê não pode ver. Nisto é notado em Mateus 22:14: "Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos". Ao acrescentar isto à discussão, lancei: "Então seria necessário um encontro com Deus para que você acreditasse?". Maravilhoso é esse momento. Porém como tê-lo não admitindo que Deus possa existir? "Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, [...], come legumes" Romanos 14:2. No fundo, tudo que acreditamos ou tomamos por real é uma compilação ou idealização do que vieram antes de nós assim chamavam real. Nada é comprovável. Sabemos apenas que nos foi dito que assim era. Segundo Assassin's Creed: "Nothing is real, everything is possible". Concordo veementemente. E mesmo assim, não deixo de crer em Deus. Como? alguém pergunta. Jesus disse: "...vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo". Chega a ser divertido entender como naquilo que cremos, obtemos respostas para todas as perguntas. Um exemplo curioso é o caso do herói "Question" da DC Comics (particularmente um dos poucos com os quais me identifico), que piamente acredita que toda e qualquer ação ou evento provém de um conspiração mundial. No fim, sou um partidário dele. Se aquilo que você julga ser real não satisfaz suas indagações, sugiro procurar a fundo. Talvez encontre, talvez não. Se "não" for sua resposta final, quem sabe uma nova perspectiva possa-lhe ser oferecida? Sim, isso foi um convite. Uma proposta. Para mim, que já tive um encontro com Deus, respondo-lhe qualquer pergunta segundo minha perspectiva. Ouso com Jeremias 17:5, "Assim diz o Senhor: Maldito homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor". Seria capaz um homem comum, que vive num sistema capitalista, ter dito tais palavras por sua própria boca? Em lugar algum deste mundo alguém lhe dirá tal frase, pois se este não pode confiar em seu semelhante, naquilo que lhe é palpável, em quem o fará? Eu sei a resposta. Cabe a você encontrá-la. Todos devem saber que não pensar por si mesmo acarreta em alienação. Sugiro que indague. Formule suas próprias idéias. Não seja um brinquedo, uma marionete. Tome o controle da situação. Boa sorte. Todos vamos precisar. Considere, na pior das hipóteses, ter lutado por algo que você acreditava, e não algo injetado. Lembre-se: "...os humanos não nascem mais. São cultivados..." Morpheus, em Matrix.