Gênero masculino do espécime Homo Sapiens sapiens. Por pura "conveniência", também caracteriza qualquer representante da vasta população que cobre a superfície terrestre. Talvez conveniência não fosse a palavra certa. Opressão, quem sabe. Mas ainda não vim até aqui discutir as táticas de subversão do dito cujo. Ainda. Depois de algumas situações curiosas, percebi o quão distantes estão os homens de suas parceiras, geralmente, mulheres. A começar pelo critério de avaliação. Como esperado, observa-se o contorno feminino, o que não é, de certo modo, um mal. É uma questão natural. O esteriótipo feminino dos dias atuais (ou talvez sempre assim fossem) denota, para procriar, um exemplar de avantajadas (ou mesmo exageradas) características, tais como: seios, glúteos, pernas, etc dos quais conhecemos muito bem. Seguindo sempre uma faixa de aceitação, não muito nem tão pouco. A sociedade cria tais "formas", displicentemente seguidas pelas mulheres. Ou a maioria delas. Muito embora, esteja inserido no patamar de beleza estética a magreza, que embora não tenha o objetivo de atrair machos, atrai a atenção pseudo-positiva da mesma sociedade controversa. Voltando à procriação. Visto ser a mentalidade masculina deveras obsoleta em muitos aspectos, neste ela é absurdamente apurada. Não medem esforços para despertar interesse da "presa". Iniciando no contato visual, atingem o apogeu ao relacionar emocionalmente essa conexão. O famoso "Eu te amo...". Talvez pouco usado hoje em dia nos momentos iniciais, salvo algumas raras exceções. Não é um requisito. E quando usado, visto está que pouco o indivíduo importa-se com os sentimentos do "alvo". Fato é que, para a maioria deles, homens não sabem distinguir amor de desejo. Não que não haja interligação, mas existem nítidas diferenças. Mesmo a vertente feminina aderindo ao movimento "masculino", ignorando a preservação para preferir a disseminação, ainda compreendem muito mais a fundo essa questão. O homem tem álibis biológicos para esse comportamento. Não apenas a morfologia do sistema reprodutor, mas no que tange o infinito alcance extensor da espécie, em termos vulgares, a capacidade de espalhar seu material genético a, definitivamente, qualquer parceira, num curto espaço de tempo, se dispensarmos o critério de avaliação. Esse mesmo, é notavelmente olvidado quando a quantidade de fêmeas decresce vertiginosamente. Não é necessário conferir exemplos, tais como presídios e outras situações calamitosas. Em casos, vê-se que não é exatamente correlacionado ao ato da fertilização, apenas da satisfação erógena. Daí mais um ponto: em com que facilidade homens excitam-se. É absolutamente cômico, se não fosse trágico. Nem mesmo estímulo visual é necessário. Ambiente, físico, estado emocional, entre outras nuances que os machos ignoram no intuito de satisfazer sua fisiologia. Enquanto a maioria das fêmeas revela um acentuado fator de resposta tomando a esses parâmetros, muitas vezes ultrapassando os mais comuns como visibilidade. Nota-se a apurada análise prescrutada pelas mesmas. Sensível seria mais adequado. Essa é a palavra-chave desta famigerada dissertação. Uma propriedade quase dormente aos homens, o que é uma perda mui grande para a real "evolução". Com esses "pequenos" fatores, compreendemos que as mulheres são muito melhores e mais evoluídas que nós, meros homens. Médias de desempenho geral menores que os delas. Amadurecimento tardio. Baixa compreensão dos fatores psicológicos. De fato, não faltariam motivos e causas para sermos dominados por elas. E talvez mesmo isso faça-as mais desenvolvidas. Não se iludem pela posição social. Já dizia: "Atrás de um grande homem, existe uma grande mulher... (para fins cômicos costuma-se adicionar: e atrás dela, a esposa dele... mas não é relevante)". Nas sombras do inflado ego masculino está a mulher mais capiciosa que se poderia ter. Sem ela, o que seria do homem? Não seria. Desgostosas são as feministas que acusam a Bíblia de ser machista, pondo a mulher no patamar de "simples costela", quando na verdade, tem papel absurdamente importante no homem. Com certeza, sem as mulheres talvez a imbecilidade masculina não permitisse o perpetuar da espécie, não apenas no sentido sexual, mas no sociológico. Homens sensatos concordariam com tal assertiva. A cultura tem importante papel nessa ação masculina. Importar-se com coisas inúteis ao invés de concentrar-se no mais importante. Muitas vezes, ou em todas elas, sobrepondo o caráter biológico ou genético. Alguns perguntam-se: por que raios estaria um homem esbofeteando à própria irmandade? Ha. Temo ter me esforçado em tornar-me um homem diferente da maioria. Não para vanglória minha. Muitas críticas são lançadas àqueles que ousam mudar o rumo comum. Porém perto do fim, perfiz-me como qualquer inculto homem de meu tempo. Confuso e falho. É mais fácil discursar do que praticar. Mas como poderia eu contornar tal enclave? A mulher. Mais precisamente aquela que meu coração não ousaria confundir. Sentir-me não apenas satisfeito mas também satisfazendo à ela, é algo que teorias não explicam. O que separa o homem de sua natureza torpe. O amor. Quando verdadeiro, transforma o reprodutor em poeta. Faz enxergar aquilo que anuviado outrora estava. A mais preciosa dádiva. O maior tesouro que um simples homem poderia encontrar. "Um Amor para Recordar", boa escolha para representar. Graças a Deus. Meu momento chegou. Não alcancei o estágio "reprodutor", mas ser aquilo que busquei não ser, seria-me frustante o suficiente. Tenho ainda muito a prender. Mas estou mais perto a cada dia. Coríntios 13:1-3 "... se não tiver amor, nada serei ...". Sei que a maioria dos que lerem isto chamar-me-ão de louco. Estaria acostumado. Não temo a loucura. Temo o vazio. Mas você já preencheu-o. Tenho muito a aprender. Ser um homem melhor. Mas sei que de ti posso muito absorver. Eu te amo. E você sabe como e quanto. Minha rosa...
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