40 horas sem dormir. Intervalos de refeições acima de 12 horas. Nenhum preparo didático. Nenhum preparo psicológico. Em suma, uma total displicência quanto às consequências de um divisor de águas, o vestibular. Ok, é UERJ. Mas mesmo assim, é algo bem valioso. Não se pode jogar 40 reais de inscrição fora todos os dias. Mais precisamente, um estado deplorável, em questões físicas e acadêmicas. Tomado de uma onda lancinante de sono, cochila-se 2 vezes no decorrer do exame. Soma-se aos instantes de completa inquietação urinária, e as repetitivas leituras de um mesmo segmento, a fim de compreender que raios de pergunta era aquela. Ter 20% das respostas marcadas em "D". Com tantos fatores controversos à tomada bem-sucedida desta avaliação pseudo-profissional, é passível de crédulo que um indivíduo obtenha proeficiência? Sob as CNTP (condições normais de temperatura e pressão), obviamente que não. No que baseia-se o advento do vestibular? Apenas mais um meio de controle da população, e a ilusão de que algo estritamente didático é de alguma relevância (por mínima que seja) para a continuidade da conjuntura pseudo-ética humana? Ou seria um mecanismo real de evolução, seja no individual, seja no coletivo, capaz de sintetizar a compleição da eterna imperfeição racial que nos liga à metáfora material da realidade adquiria em milênios de existência (quase) fútil? No fim das contas, ainda há a prova específica, que, graças ao Divino Criador dos céus e da terra, não se refere à disciplina de física, logo, obtenho maiores chances de engendrar do sistema acadêmico de nível superior. Ou quase isso. Incrivelmente, não há mais nada que necessite fazer, apenas renovar a, já estagnada, rotina de estudos, que, memoravelmente, parece ser infinita. Geração Coca-Cola 2.0? Depois de 20 anos (ou mais) de incansáveis provas de capacidade psicocínetica, que mais poderíeis esperar, meus irmãos? Vida longa e próspera.
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