quinta-feira, 15 de abril de 2010

Teísmo

À muito tenho percebido o quanto à ciência, ou alguns de seus ramos, tem se esforçado em mitificar a existência de um ser a quem muitos referem-se como Deus, denominação para uma entidade suprema de onipotência, onipresença e onisciência, tanto física quanto espiritual. Muitas são as teorias, mas a algum tempo percebi algo de extrema significância para meu entendimento como ser humano. Grande parte da ciência que tenta extirpar tal existência termina por confirmá-la. Tomemos como exemplo o "Big Bang", a explosão de um corpo de massa imensúravel, ou motante de energia absurdamente elevado em um espaço condensado. Esse fenômeno acarreta a formação do universo por completo, obviamente instável, que ao decorrer de bilhões (senão em notação ainda maior) de anos organiza-se para formar galáxias de infinita extensão. Segundo Einstein, massa e energia são medidas relativas entre si, a saber, E=m.c², logo, ambas podem mutar-se. Sendo o valor de "c²", velocidade da luz ao quadrado, da ordem de 9 vezes 10 elevado a 16 metros ao quadrado por segundo ao quadrado. Acredite, você quer nem pensar em o quanto esse número é grande. Multiplicando-se isso pela massa teórica do universo (admitindo sê-lo finito), em torno de 10 elevado a 54 quilogramas, teríamos algo próximo de 9 vezes 10 elevado a 70 quilogramas vezes metros ao quadrado por segundo ao quadrado. Para ilustrar, a energia descarregada durante o lançamento das bombas atômicas no Japão derivava de 4 vezes 10 elevado a 3, ou 4 toneladas. De fato, uma quantidade de energia a esse nível seria inconcebível para qualquer humano (normal ou não). Seria difícil não pensar, ao olhar para o número de zeros à direita do primeiro algarismo, que algo de poder e presença incaculável seria o responsável por tamanha criação. Para os céticos (e tenho certeza de que alguns ainda não se converteram) ainda tenho uma carta na manga. Agora peço licenças a Darwin, brandindo a teoria da evolução das espécies. Não que Darwin fosse ateu, longe disso, porém não são poucos os que se utilizam de seu raciocínio para invalidar a "divina criação". Não duvido que tenhamos derivado dos símios primitivos, através de eras de transformações (bem-sucedidas ou não). Curioso é que na maioria (quisá todas, exceto a nossa) as espécies, nenhuma alcançou o nível de complexidade que apresentamos hoje, além de não necessitar extinguir diretamente nosso semelhantes (menos, ou mais, afortunados), os primatas. Não. Fazemo-los por outros motivos. Mais um motivo que reforça minhas teorias. Em Gênesis 1:28, em que Deus atribui poder e autoridade sobre toda e qualquer criatura sobre a terra, céus e mares. Desse poder utilizamos além da conta, bem como qualquer das nossas habilidades, pouco para construir e muito para destruir. O certo é: o homem não consegue compreender algo tão poderoso quanto a idéia (e a existência) de "Deus". Um intelecto diminuto, em vista da colossal complexidade deste Ser. Muito embora, aqueles que julgamos incapazes de entender aquilo que também nós não entendemos, são muito mais sensíveis e percebem com maior facilidade aquilo que o nosso consciente tende a ignorar. Como as crianças. Nossa mente é tão focada na nossa própria efêmera existência que deixamos de captar Aquele que está em um patamar talvez não tão elevado quanto a ciência insiste em afirmar. Em Salmos 8:5, cita que fomos criados apenas um pouco menores que Ele. Talvez não estejamos tão distantes, mas fomos ensinados a pensar de maneira oposta. O "sistema opressor" ataca novamente. Assunto para outro post (em construção). 2 Pedro 3:8 relata a momentânea impossibilidade da compreensão humana na concepção de tempo divina. Tal passagem garante que todo o processo da criação descrita nas Escrituras Sagradas é válido, para aqueles que nela creem, pois não necessariamente tudo ocorrera num espaço de poucos dias. Espero ter explanado minhas teses com clareza. Embora nem todos convençam-se, em Isaías 55:11 diz que a palavra não voltará vazia. E nela eu creio.

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