sábado, 3 de julho de 2010

Life and Beyond

Divagando a respeito do post anterior, temo a necessidade de alguns esclarecimentos. Agradeço as reações, pois assim percebo que minha luta não é em vão (ou quase isso), no que tange expandir o conhecimento que me foi concedido, não me fazendo maior que outrem, porém cada qual adquire o que bem lhe aprouver. Noto que, em parte, permito-me o escoicear de alguns, o que é perfeitamente compreensível (eu acho). Tão logo, passemos ao popular (alguém ainda confia no que eu escrevo? espero que sim (ou será que não? os humanos nunca escolhem o que é mais seguro à sua própria conturbada existência)). Primariamente, advogo o fato de que seu nada suscinto escritor compactua de diversos meios sociais, e que o fato de ser um game(quase)maníaco não o exclui do meio que o permeia. Adoro games? Sim, e com prazer, mas também pratico esportes, ouço música (eu disse música ein), conheço minha parenta mais próxima (tem gente demais no fim das contas), costumo dançar (não diria exatamente dançar, mas agente chega lá um dia desses aí), tenho A mulher (te amo, minha rosa) que me ama (não necessariamente refiro-me à minha progenitora) ao meu lado (não sou um cara que "pega" ou "fica", simplesmente não condiz com a minha natureza) e ainda tento salvar algumas almas de um sofrimento que eu julgaria nada conveniente. Perceba, amigo leitor, que embora me dedique aos games, tenho muitos outros objetivos a cumprir (um deles, quando possível, é escrever para uma revista de games). Não defendi, nem defenderei aqueles que se perdem em horas a fio de jogatina desmedida. É mais que óbvio que parte dos gamers literalmente "não está nem aí" para o que está jogando, importando-se apenas em vencer uma simples partida. É o tal "consumo consciente". O fato, ou habilidade, de procurar nas reentrâncias de tudo aquilo que me está no entorno é algo adquirido com muito tempo e esforço. Admito ser adepto da corrente "jack of all trades, master of none", que em linguagem luso-brasileira seria "conhece um pouco de tudo, não domina nada", o que, em tese, conferir-me-ia uma autonomia ante qualquer situação, embora não partilha-se do conhecimento absoluto daquilo que enfrento. Não serei entendido (e aceito muito menos) por todos. Na verdade, isso não me importa. A disseminação do pensamento. Isso sim, me importa. Sempre joguei muitos games, desde o frágil Master System (meu primeiro console, nos idos de 1998). A despeito das teorias que os games, em sua totalidade, mutam um indivíduo, discordo. Ninguém se torna um sociopata devido a isso. A mente é algo muito poderoso e complexo para ser influenciado diretamente por meros 8 bits de diversão momentânea. O indivíduo sim, muta os games. Porém isso é um assunto para outros carnavais... err, digo... outros posts. Logo, se alguém deixou de ser um gamer para "viver", me arrisco a dizer que perdeu uma boa fonte de conteúdo social. Sim, sociedade. A extensão comum da concepção de sociedade é tão ínfima quanto o grau de seletividade musical dos ouvintes de Justin Bieber. Por favor, se só sair, beber e "pegar" (inclusive apenas "jogar") compreendessem "vida social" nos tempos atuais, garanto que os humanos estariam muito bem, obrigado. Vai infinitamente além disso, caro leitor. Raios e trovões, se história não é sociedade, quebre minhas pernas e me chame de Winston Churchill. A história é, e sempre será, a perspectiva da sociedade num determinado tempo e espaço. Entender história não remete à correção dos erros do passado, mas a continuidade da funcionalidade desses erros. Pare e compare. Nada mudou desde a extinção do Neanderthal. O mais evoluído foi destronado pelo parente bárbaro e detentor da vantagem numérica. Somos fruto do pensamento alheio. Você não percebe (ou talvez percebe) que personificamos os peões do xadrez. Só (pseudo)andam para frente, os primeiros a morrer, sujeitos a um poder controlador maior do que o próprio tabuleiro. Nós, definitivamente, não jogamos o jogo. Apenas somos manipulados. Abane, bata, corte a cabeça leitor, mas é a pura verdade. Não acredite em mim e nada mudará. Acredite e fará uma grande diferença. Escolha sua pílula. Não se trata do que os games transmitem exatamente, mas sim de como eles o fazem. E, além do mais, o que são as guerras senão fruto do embate político-socio-econômico. Isso é verdadeira chave desse tormento literário diante dos vossos olhos. Reconheço que a grande maioria não procurará entender o que tento suplantar aqui. Mas, como em "Arquivo X": "a verdade está lá fora...", basta você dar a sua "espiadinha", caro leitor.
Mais uma vez, boa sorte (vocês vão precisar).
Horde Rules Forever!

7 comentários:

  1. Novamente discordo.
    No post anterior você exaltou demais o conteúdo histórico da coisa.
    História é importante.
    Sim, pra quem gosta.
    Você simplesmente pegou um jogo... que VOCÊ gosta e criou uma tese de mestrado sobre o que ele representa na vida.
    Muito bonito.
    Mas e se você fosse viciado em jogos de tiro?
    Ou games de futebol somente?
    Entende?
    Cada coisa levanta apenas UM (no máximo dois) aspectos da vida. Não um todo.
    Wow é História.
    FFVII é sentimento e raciocínio (tático, nem digo lógico).
    Fifa Soccer... sei lá no que é importante.
    Você tem que levar em consideração que existem pessoas que jogam somente para distração(como meu caso) e não para absorver o conteúdo dele(mesmo que faça isso incoscientemente).
    Se eu tô puto, eu jogo Unreal Tournament e explodo os bots.
    Se tô querendo gastar meu tempo de bobeira, me divertir sozinho, jogo Fifa, NBA Live.

    Quanto a parte sociopata... Existem pessoas sim que esquecem da vida(não falo somente de sair, beber e pegar mulher) pra ficar jogando.
    Eu era assim!
    Que bom que você não.
    Que bom que você sabe dividir sua vida e tem alguém.
    Mas a maioria dos gamers são mal vistos e disso não há de negar. Discorda? Essa HISTÓRIA(olha ela aí) de gamers sociopatas não começou com um simples boato. São simplesmente fatos.

    E não adianta falar bonito, porque eu não caio em palavra de político.
    =]

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  2. Acho melhor a gente disctuir ao vivo, porque por blog não chegaremos a lugar algum.
    =]

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  3. Vale lembrar que vício em game não tem qualquer base bioquímica como, por exemplo, vício em algumas substâncias químicas e em algumas atividades físicas. Reconheço que pra certas pessoas, não há muito mais do que ir para Kalimdor e Northrend todo dia, utilizar cristais mágicos em diversos Final Fantasies, etc. Alright, mas duvido muito que alguém viva a vida inteira em estado de 'sociopatia' (fora o Sheldon! e tenho lá minhas dúvidas depois do episódio 23 da 3a temporada). Mesmo aqueles que, como o Rod e como eu mesmo, passaram uma parte apreciável do tempo brigando com os raios catódicos (e ultimamente, com os diodos emissores de luz e os displays de cristal líquido), por uma razão ou por outra algo nos leva a mudar de rumo. Again, gaming não é vício, tanto quanto sair pra dançar (mesmo praqueles que tenham +10 em qualquer lançamento de d20 para essa perícia dançante) nunca foi dependência química pra ninguém.

    For the alliance!

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  4. Ex-gamer ou menos-gamer-que-de-costume, cedo ou tarde, é uma realidade.

    Renegar as raízes gamer é opcional :P

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  5. Opiniões gamers/antigamers a parte, eis aqui a minha.
    Nunca fui e nem pretendo ser aquela que levanta a bandeira em defesa dos gamers viciados em WoW.
    Pelo contrário, sempre fui aquela que reclamava "WoW não é vida, WoW é suicídio social, WoW é isso, WoW é aquilo..."
    Como disse em relação ao post anterior: se entregar inteiramente a um game é falta de vida, sim.
    Mas não é porque você joga que é obrigado a abandonar sua vida social.
    Conheço muitas pessoas que conseguem conciliar os dois muito bem, obrigada.
    Meu namorado é uma delas.
    Conheço gamers sociopatas também, mas são sociopatas por opção.
    Nem mesmo o WoW, que é conhecido como o mais viciante de todos, tem o poder de controlar completamente a mente de uma pessoa para que ela não faça outra coisa além de jogar, a menos que ela queira fazer isso.
    Você explicou isso perfeitamente usando sua própria vida como exemplo.
    E posso dizer com toda a certeza que não deixa a desejar no que diz respeito à vida social, pois é um dos meus melhores amigos. :)
    Além do mais, conheço muita gente que não joga, mas prefere ficar a vida inteira enfurnada em orkut/msn/twitter a ter uma vida social ativa.
    O que, na minha opinião, é falta de vida do mesmo jeito.

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  6. Eu sou um adepto do pensamento "cada um faz o que quer da sua vida". Se o cara fica o dia todo dando tiros virtuais, é porque ele gosta disso mais do que sair pra dançar ou conhecer outras pessoas. É verdade, muita gente simplesmente prefere ficar isolado na frente de uma tela. Mas será mesmo que isso é tão errado assim? Pode ser pra você, mas pra ele é algo normal, ele gosta de viver assim. Se todos fossemos iguais quanto a nossas opiniões e preferências, acho que não existiria mais essa coisinha que chamamos de planeta Terra. Pensem. Eu também não troco coisas reais por virtuais, prefiro jogar bola com os amigos mesmo sendo péssimo do que fazer 10 gols no Real Madrid no PC. Mas daí a querer que todos sejam assim, não dá. Tem gente que nem sabe o que é FIFA10 e tem gente que nem sabe o que é "campo de várzea", e aí?

    flw

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  7. Faço das palavras de Juliano, Vivi e Johny as minhas. A vida social de cada um não é da conta de ninguém. Se a pessoa não curte sair muito, problema dela, desde que não esteja causando algum mal a sua saúde. Jogos são feitos para divertir, testar habilidades e passar o tempo. Só que algumas pessoas preferem passar muito tempo e outras não. A pessoa que vai pesar quanto ela acha que deve doar de si para o jogo.
    Belo post val, continua assim mlq

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