A vida imita a arte. E o Rio imita WoW. Os contrários que me perdoem, mas essa é a verdade. Para os aficcionados aí vai: com derrota do Lich King e da Scourge, a volta de Deathwing perfaz-se de maneira assustadora, comprometendo a estabilidade de Azeroth e alterando sua geografia significativamente. Para a prole menos adoentada eletronicamente da população: com a aparente calmaria quanto ao tráfico e as milícias, quando a segurança enfim dá sinais de vida inteligente, um membro-paquiderme de água aniquila a tão aconchegante região serrana do Estado, destruindo casas, mansões, assassinando vidas e sujando tudo no caminho. Pode parecer falta de tato, mas é, sim, um fato, que embora corriqueiro lá e cá no nosso Brasil (e até no mundo) nada há de definitivo, como dizia o saudoso Plínio Sampaio, nosso ex-futuro-presidente, com respeito ao saneamento destes problemas. Digo isto, comprovadamente, pois vemos, no geral, paliativos da grande-pedra-no-sapato do governo: uma solução enérgica. Assim como no comércio, aquilo que dura demais vende muito mas apenas de uma vez, enquanto aquilo que dura pouco, vende muito o tempo todo. Nada mais é do que a chamada melhoria-do-coco, de Ludwig, que consiste no embelazamento, com chapinha, base e esmalte, do grande rombo ético que persiste em existir em nossos meios. Aos incautos: isso, definitivamente, não foi um trocadilho. Ouvi-se: desocupem a área; que na verdade é: ocupem um lugar pior do que o anterior, pois eu nada farei a esse respeito. Digamos que a frase surja: haverão novas moradias e assistência para todos; que quer dizer: mais casas não-planejadas serão parcelados em 100 anos, sendo construídas em, no minimo, 10 anos, e nossa assistência consistirá nas palavras, quando ela cair outra vez da encosta de barro fofo, "veja bem...". Como se não bastasse, para a fúria dos que odeiam WoW, isso também acontece. Analisemos a situação: uma quest está bugada, um item não funciona, alguém rouba seu char, e GM diz que nada pode ser feito, muito embora você pague, ou não, pela danada da permanência no vício. A ultima atualização do WoW, o chamado Cataclysm, é o retrato da também última atualização do querido Rio. Mais destruição (seja geográfica, seja ética), maior dificuldade para atingir o nível máximo (onde as coisas ficam legais de verdade e o seu dinheiro não vai todo para os juros do crédito fácil), mais absurdos acontecendo (como a inserção dos goblins, a versão Hulk/Marcelo dos gnomos), mais trabalho para a ralé non-NPC (vulgo, jogadores reais, e não pré-criações do próprio jogo, ou seja, a população menos políticos) e mais sujeira para limpar depois de uma boa instance (ou festinhas de Ano Novo, entre outras). Sei que a maioria não vai entender razoavelmente por que não joga WoW, mas, para leigos ou não, é por isso que Kratos faz sucesso. Ele não tem medo, não tem pudor, não tem paciência e não tem camisa. Ele tem armas mortalmente pontiagudas, tem mulheres para o seu deleite, tem uma sede absurda de sangue alheio e tem uma trilha sonora de arrasar. Ele é a personificação do que todo ser humano normal poderia querer ser: um humano com poderes titânicos capaz de destruir deuses com movimentos dignos de uma Daiane dos Santos, mixado com a ferocidade de Bam Magera, sem excluir a técnica chuck-nórrica do dito cujo. Mas somos humanos com poderes humanos que não funcionam sozinhos. Paciência, sentem e assistam o BBB 11. Ok, essa frase foi de zoeira.
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