Antes de começar esse post gostaria de agradecer a todos os leitores e visitantes do blog. Sei que lê-los é difícil, mas assim como pra mim valeu a pena escrevê-los, creio que podem recompensar o esforço. Agradeço tanto pelos elogios nos comentários quanto fora deles, e as críticas também. Tudo isso faz parte. Como diria Chorão, vocalista do "Charlie Brown Jr.": "Eu não vim pra me explicar, eu vim aqui pra confundir...". Ninguém agrada a todos, e sinto-me bem por isso. Não me comparo a ninguém. Isso seria injusto. E pouco educado também. Mateus 7:1. "Não julgueis". A menos que você queira ser julgado. Fazemos isso muito displicentemente. Somos humanos. Isso é normal. Agora o post começa. Tem uma ligação com aquilo que falei acima. É engraçado ter essa sensação sem ter medo ou repulsa. Estar tão perto e tão longe de tudo que me cerca. Não é como uma crise de pré-adolescência. Do tipo: "Ninguém me ama. Vou virar emo. Adeus pulsos com batimentos ritmados...". Ou algo menos psicótico (logo os emos vão receber um post também). A cada passo me vejo mais longe, menos preso ao mundo dos homens comuns. Não para me vangloriar. Longe de mim. Considerar-se à margem não me faz menos humano. Ou faça. Não fisiologicamente. Amo às pessoas, animais e outras coisas. Mas a noção de humanidade por vezes foge de mim. É estranho. Entendo como o mundo funciona. Mas sou um peça fora desse quebra-cabeças. Não por não me encaixar apenas. As diferenças vão além disso. Pareço sem parecer. Entendo-me como uma fusão. Um híbrido. Tão passageiro quanto um de ressonância. Chimaera. Sou um produto sem destinatário. Pelo menos nenhum conhecido. Ou percebido como merece ser. Temo não ser o primeiro dessa linhagem. Talvez por isso ache sensato a extinção da raça humana. Sendo eu um humano. Ou algo parecido com um. Posso estar equivocado. Gandalf, nas ruínas de Moria, disse: "Muitos que vivem merecem morrer, mas muitos que morrem merecem viver...". A cura para a nossa conduta. Sei que existem muitos que merecem viver, mas inevitavelmente eles podem morrer antes que eu possa dizer qualquer coisa. Ache absurdo ou não, é apenas uma alíquota do que permeia minha mente. Poderia eu salvar alguns antes que o dia chegue? Tenho essa capacidade? Muitas questões. Poucas respostas. Não me tome por algo vazio. Eu também posso amar. Tenho feito isso com maior sinceridade nos últimos dias. Tudo poderia ser diferente. Mas não cabe a mim controlar. Sou jogador ou peça? Difícil saber. O chão é meu tabuleiro. "Levo esperança para muitos, não guardo nenhuma para mim". Sub-nick. Na língua élfica. Quenya. Momentos assim. Me lembram tantas coisas. Não há compatibilidade. Eu. Mundo. No fim eu não sou. Ser é algo bem distante da nossa natureza. Acredite ou não. Ele É. Você pode vê-Lo? (Risos). Seria tão mais fácil se tudo terminasse agora. Filipenses 1:21. "... viver é Cristo [...] morrer é ganho...". Rápido. Direto. Mesmo que não seja o fim. Mas ainda há tempo de mais alguns lances. Que sejam os melhores! Tudo caminha para o enclave final. Quero ver o cheque-mate. Participar dele. Sê-lo. Podemos estar juntos. Ou não. Um novo começo. Boa sorte.
poderia resumir né passar a o espirito e não a letra kkkkkkkkkkkkkk
ResponderExcluirvlw!!!
Me lembrou outra discussão que tivemos. xD
ResponderExcluirAquela na Veiga, com todo mundo.
O mais engrraçado, e também interessante, é ver as opiniões muito distintas que tantas pessoas têm sobre o mesmo assunto.
Uns entravam como os que acreditam que para a evolução é necessária a destruição.
Outros diziam que a culpa não é nossa por sermos humanos, apenas foram a raça "escolhida para destruir o mundo", o que não faria diferença se as vacas fossem os seres evoluídos da vez.
Você entrava como aquele que é a favor da extinção dos humanos, sem dó nem piedade.
Muitos ficam abismados com essa visão.
Eu acho interessante.
Soa como uma espécie de admissão de culpa e aceitação de punição, mas não por você ser um destruidor, mas por fazer parte da raça destruidora, ainda que não tenha escolhido nascer humano.
É realmente um modo muito interessante de se ver as coisas.
E onde eu entro nessa discussão?
Entro como aquela que acredita que o humano e sua ganância destruiram, sim, e continuam destruindo.
Mas ainda acredito que, com tantas opções para evitar ao máximo uma destruição ,maior do que a que já está feita, poderíamos fazê-lo.
Mas para isso seria necessária uma conscientização geral.
Será que é possível?
Bom..como Alice me ensinou, algo só se torna impossível se você acreditar que é.