quarta-feira, 1 de junho de 2011

Time

Fazer, e esperar
Algo que tarda em chegar
Me pergunto se, de fato
Acontecerá


Cada coisa a seu tempo
Tempo que passa sem pensar
Cada coisa em seu lugar
Lugar que não pareço encontrar


Procuro agir
E depois de ir
Pareço voltar
Procurando um pouco de ar


Cada dia
Uma escolha
Para onde vou me levar
Tantos caminhos para me guiar


Olhar para trás
Estou indo para onde?
Ou voltando
De que lugar?


Se o tempo é como um rio
Onde está a foz para chegar
Ou margem parece segurar
Ou correnteza para se deixar levar


Luto
Em batalhas já vencidas
E, quem sabe, eu mesmo
Seja o vencedor


Torço
Por vitórias queridas
Sem entender
Se vê-las-ei todas


O mundo gira
Por que pareço parado,
Assistindo?
Talvez um erro referencial


Conto horas, dias
Acostumei-me a contar muito
E, a cada contagem,
É difícil reconhecer o resultado


Flechas
Palavras
E oportunidades
Não voltam atrás


Tudo na vida é tão
Passageiro, efêmero
Longínquo, distante
Até que a hora chegue

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