segunda-feira, 2 de maio de 2011

Counter-Strike Strikes Back!

"De novo! De novo!" Quem viu Teletubbies, conhece essa. E uma vez mais, se você procurar no Google "games", ele vai dizer: você quis dizer "matador, psicopata ou assassino em série com distúrbios mentais". É, jogador sofre. Não importa se é Atari, PS2 ou Wii, já virou coisa normal quando um louco, jovem e feio, dá uma de "Exterminador do Futuro" e mata criancinhas, os games sempre vão levar a culpa. Nunca é o lar desestruturado, ou o histórico de distúrbio psicológico, ou ainda o passado violento, ou as drogas, se o "elemento" tem um pc ou video-game em casa, ele é um viciado maníaco com dificuldades de delimitar realidade de fantasia. Tudo bem, podem me chamar de sociopata. Nunca é a sociedade de valores banalizados a culpada pelos erros de suas próprias criações insanas. E pra consertar, começam a proibir jogos de tiro, degeneram jogos de RPG, etc. Nem os "Sim's" escapam ao desejo incessante de se fazer "justiça". Parece até que o Beira-Mar foi criado jogando GTA, ou o Maníaco do Parque conheceu Playboy: The Mansion. O que se falar de Collor, que deve ter jogado muito Bonanza Bros. quando jovem. Coitados dos RPG's, esses sim sofrem. É ligação com Satanás, Baal, e todo o tipo de simbologia herética que se pode achar. Parando pra pensar: quem cria os jogos? Cidadãos como eu e você, caro leitor. O que os jogos representam? Assim como os livros, são embasados no cotidiano vigente da sociedade, e tem representado as ambições e desejos de todo o tipo de pessoa. Quem consome os jogos? Todos nós, jogadores compulsivos ou não, que veem neles, nossos ideais materializados. Seja matando monstros e derrotando deuses de modo inacreditavelmente sangrento e compulsivamente instigante em God of War, seja plantando desde capim até maconha na Mini Fazenda (ou Mini Favela). Todo mundo quer cumprir objetivos, realizar missões, enfim, se sentir útil, com um propósito, uma meta a atingir e, obvialmente, gabar-se dele na frente dos outros com quem ela convive. Por que você acha que suas atualizações aparecem no orkut, ora essa? Essa "Caça aos Games" se fundamentaliza no fato de que o usuário pode ser deslocado da realidade e perder o controle. Por favor, isso é ridículo! Parece que os games são como drogas injetáveis, ou bebidas alcoólicas, ou cheiro de comida feita na hora pela avó! Admito que durante as horas que alguns se encontram zerando algum jogo, podemos perder a fome, o sono (ainda que o nervosismo dê muita vontade de urinar), mas isso é absurdo! Então posso dizer que os casos de assassinatos banais que vemos todos os dias são motivados por games, o que é uma inverdade absoluta. Se games criassem monstros, meus amigos, eu seria um mix de Kratos (God of War), CJ (GTA), Prince (of Persia), Samanosuke (Onimusha), Arthas (WarCraft), Yuna (Final Fantasy) e Tom Clancy's (homônimo), o que, para ser absolutamente sincero, é assustador. Mas chega a ser óbvio esse tipo de atitude. É totalmente mais fácil acusar games do que família, medicina, religião, sociedade e passado. Causa menos dor de cabeça, o que é fato. Querendo ou não, os games são o espelho da sociedade em que vivemos. Eles imitam atitudes, pensamentos, emoções e ações do passado, simulam as presentes e preveem as do futuro. A fantasia copia a realidade, e possibilita alcançar coisas impensáveis no meio de toda a cultura ao nosso redor. Basta um botão. As drogas não são porque alucinam ou confundem, mas sim porque transcendem os limites e nosso consevadorismo é totalmente avesso a isso. Pregamos liberdade mas somos escravos. Somos mais facilmente manipuláveis. Extremamente mais. Para mudar nossos modos, precisamos reinventar a sociedade. E os games são apenas espectadores nessa história. Se queremos mudar os games, façamos o seguinte: mudem-se a si mesmos.  A hipocrisia está em alta. Pense em mudá-la.

Um comentário:

  1. Achava que só eu ficava revoltado com essa palhaçada de banir jogo tal em tal pais.

    Totalmente apoiado!!!
    Afinal, qual seria a graça e a vontade de jogar algo que não existe nenhuma realidade?

    Se fosse assim, por haver diversas mortes em estradas e rodovias em toda parte do mundo, na maioria das vezes por excesso de velocidade, acho q deveriam banir todos os jogos de corrida, ou melhor.... As corridas de F1 ou quaisquer outras parecidas, deveriam ser banidas e deixarem de ser chamadas de esporte.

    Deveriam ser proibidas de passar na TV e ter como requisito a CNH em dia.
    Afinal, imaginem depois assistir uma corrida na TV, eu me inspirar no Fernando Alonso e querer acelerar como ele faz.....
    afffffff

    Olha cara, eh muita babozeira pro meu gosto!!!
    A contradição é absurda se formos analisando com calma.

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