Agente sempre se pergunta se as coisas vão durar pra sempre:
Se a série que você assiste vai durar pra sempre...
Se seu bichinho de estimação vai durar pra sempre...
Se seus pais vão durar pra sempre...
E se o petróleo vai durar pra sempre também...
O engraçado é como tudo que perguntamos se vai durar pra sempre são exatamente as coisas que não irão durar pra sempre. Talvez, intimamente, acreditemos que o nosso ambiente não vá mudar. Ou, com certeza, não queiramos que ele mude. E, por mais que mudar seja necessário, sentimos saudade dos tempos que já passaram, das coisas que perdemos. Afinal, em algum momento aquilo fez parte do que nós somos, e moldaram aquilo que nos tornamos em seguida. De algum modo, tudo pelo que passamos compõe exatamente tudo que somos hoje, ou que seremos amanhã. Todos concordam que experiencias ruins nos ensinam, mas e as boas? E quando aquele momento de felicidade e prazer vai embora, e você nem sabe se um dia vai voltar? Aquele amor, tão bonito e sereno, que você tem que suportar estar longe, ou mesmo perto, e nada poder fazer. E quando os olhos se encontram, e o sorriso tão comum a esses momentos tem que se tornar um simples aceno de cabeça ou um cumprimento sem emoção. Será mesmo que é melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado? É intrigante como simples palavras podem mudar toda uma vida, e o modo de entendê-la. Toda nossa vida se resume, em tantos momentos, aquilo que conquistamos, que quando perdemos algo, por menor que seja ou pareça ser, passamos a viver sob esse estigma. Ainda mais quando aquilo que estava no "top 5" dos seus objetivos vai embora. Ainda mais quando não é só você que sente essa perda. E ainda mais quando você sabe que não pode continuar sem ela ao seu lado. As pessoas se separam por diversos motivos. E, por pior que sejam os erros cometidos, a situação nunca é fácil de se lidar. A solidão, o apego, o carinho, tudo que tanto felicitava, agora precisa ser deixado e, as vezes, esquecido. O que tanto se queria ser eterno acaba se descobrindo tão efêmero, curto e ínfimo, e ao mesmo tempo tão complexo de ser passado adiante. Dias passam, mas tudo que um dia foi feito em nome de um amor não se esquece. E, como no início, é nessas horas que mais aprendemos. Aprendemos tudo o que achávamos não sermos capazes de aprender. Entedemos que precisamos amadurecer, mas pra isso precisamos viver. Não é preciso ficar só, só pra se viver. E é aí, nesse instante, que voltamos ao início, e compreendemos que o invisível é eterno.
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