domingo, 2 de maio de 2010

"It's only business..."

Eleições. Uma coisa que poucos (senão sua totalidade) dos brasileiros realmente se importam. Mas estão chegando. Uma das minhas fases como ser humano: repudiar tudo que era relativo às estratégias político-econômico-sociais dos nossos (pouco) amados governantes. Tantas charlatanices nesse ínterim que era difícil crer no futuro do país. Estava errado. "Tomorrow comes Today", já cantava o grupo "Gorillaz". Hoje não vejo mais dessa forma. Sinto que cabe a mim (e todos os compratiotas de nossa nação) esmagar a tirania burocrática da nossa Pátria amada. Talvez esse discurso pareça um tanto figurado em demasia. Como todos sabem, eleições trazem candidatos, em sua maioria, detentores de pouco escrúpulo (em havendo algum, diga-se de passagem) que, sabiamente, iniciam uma avassaladora onda de discursos, comícios, obras, entrevistas, beijos em crianças, entre outras coisas. E, após a eleição do povo, voltando ao estado apático de suas patéticas existências. O que não difere muito do que nós, eleitores, fazemos. Tive o prazer de participar de uma passeata, concernente aos direitos estudantis, no Centro. Podia não entender o que estava fazendo, mas foi uma experiência interessante. Hoje entendo. Não apenas devido à estúpida falta de interesse referente àqueles que deveriam acender a chama da revolta nos corações alheios. Exemplo: Grêmio Estudantil. Já não mais uma forma representativa dos direitos da massa escolar, agora mais um instrumento alienado da sociedade. Irrelevante dizer que a única ação (se é que posso assim chamar) do mesmo foi criar um inominável "bloco de rua" e incontáveis festas ao longo do ano. Passemos à um nível mais elevado. A questão se encontra em: "Como nós reagimos aos envenenamentos do sistema político?". Na hipótese mais provável: sentar e reclamar, sem fazer exatamente nada. Ou seja, permitimos a manutenção deste cancêr social. Não basta usarmos as expressões "safado", "ladrão" e "cachorro" ao nos referirmos aos governantes. Acredite, eles já sabem disso. Devemos reagir. Alguém na poltrona pergunta: "Como?". Particularmente, adoraria um bom quebra-pau. Uma boa escolha talvez. Nós podemos começar do início. Onde tudo realmente começa. As eleições. Os candidatos não são servidos por nós. Eles devem nos servir. Todos conhecem essa expressão. Mas o poder popular está escondido nas palavras doces dos discursos. Será um infeliz acaso a nossa apatia frente ao caos que se instala às nossas portas? Muitos não querem enxergar, mas somos encurralados todos os dias. A fúria diária do trabalhador não tem sido canalizada de maneira apropriada. Não é à toa que somos o país do futebol, samba, e mulheres bonitas. Quanto empobrecimento mental. Getúlio já usava essas armas bem antes dos atuais. Desviar o pensamento. Amansar a fera com diversão e alimento. É tão óbvio que chega a ser sacal. A maioria pobre de espírito não entende a manipulação que sofre em toda uma vida. Nada mais que uma estratégia militar. Distração. E como funciona. Minha ideia menos radical compreende um ataque à Brasília. Mas isso, em presente momento, seria um pouco demais. Tendo esses fatores em vista, meu interesse na política cresce exponencialmente. Sugiro aos leitores que façam o mesmo. Todo aquele que ignora a política está fadado à alienação. Não há fuga. Ou vive mediocrimente ou luta irrefreavelmente por aquilo que se quer. Analisando friamente todos os aspectos socio-econômicos que muitos julgam perdidos tem solução. Simples, por mais difícil que se possa imaginar. Entretanto, uma pergunta não cala. "Então, em quem votar?". Fatores devem ser analisados como: metodologia de trabalho, caráter, histórico, entre outros. Triviais por assim dizer. E se ainda assim você não encontrar algum ao nível desejado, ainda pode anular seu voto. É como uma recusa ao voto que diretamente não temos. Obrigatório, ha! Outra carta na manga do sistema. Os coronéis do cabresto realmente eram líderes sagazes. "Luís Inácio", Paralamas do Sucesso. Sugestão musical deste post. Nunca se deixe iludir pelos "pratos de lentilha" que lhe são oferecidos. Repudie-os. Sua atitude ética vale mais. A instituição democrática está extinta. Deve começar dentro de nós. A alienação não salva, condena. Não faça disso apenas negócios, tenha consciência. Seja pessoal. Futuramente mais das minhas vertentes políticas hão de emanar nestes textos. Por agora, apenas avalie a pequenez das nossas reações frente ao poder que detemos. Você nem pode imaginar aquilo que é capaz de fazer.

Um comentário:

  1. Cara, eu gosto muito de falar sobre politica mesmo nao sabendo praticamente nada sobre.
    Mas de uma coisa eu sei.
    Temos nas mãos o poder e nao usamos isto a favor nas eleições.
    Digo "não usamos" por estar no meio da maioria, mas estando eu totalmente contra esta maior parte.

    É como vc disse, o que teria que acontecer mesmo era tipo um atentado, mas nao um atentado terrorista e sim uma revolta.

    É como diz a letra da musica do Gabriel Pensador "Até quando vc vai levar porrada?"
    O povo brasileiro acha tudo engraçado e pra tentar encobrir a falta de pulso e disposição de brigar pelo que se tem direito de fato, prefere levar para o lado esportivo, e acontecendo isso os politicos só agradecem.

    Em mais um trexo da musica

    "A justiça só existe pra manter vc na lei, lei do silencio lei do mais fraco... Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco... A programaçao existe pra manter vc na frente, na frente da TV que é pra te entreter, que é pra vc nao ver que o programado é VC!!!"

    O povo brasileiro aceita isso.
    A politica quer exatamente isso. Ela quer divisao de pensamentos. Enquanto uns preferem agir, outros preferem "eu faço a minha parte" ou quando vêem um absurdo dizem "ah, eh por isso que o Brasil nao vai pra frente"

    Esses pensamentos sao de fracos, covardes que não tem ousadia de chegar e intimar dizeendo: "aquilo está errado e vamos atras pra resolver, isso eh nosso direito, vamos la!!"
    Mas enquanto tem uma pessoa assim pra tentar inflamar o pessoal e buscar os direitos, têm mais de 10 indo ao contrário e erradamente dizendo:
    "ah deixa isso pra la, nao adianta mesmo, isso ai nao tem jeito nao"
    É lamentável...
    E os Politicos só agradecem

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