sábado, 28 de agosto de 2010

Um dia feliz

Começou agitado, com minha mãe ligando freneticamente para o meu celular a fim de que eu despertasse da sonolência matinal. É isso que conseguimos quando temos uma agradável conversa com a namorada sem perceber que já chegam às 2 horas da manhã. Depois de "passar" um cafézinho, deixando sempre meia xícara aos desavisados (aqui meu pai chega em casa (risos)), e satisfeitas as necessidades higiênicas, parto para a escola, na missão de "ressucitar" um projeto extra-curricular que já levara (aproximadamente) um ano de trabalho. O metrô, como muitos sabem, tem seu horário de "rush" pela manhã por volta das 7h~8h e, justamente às 7h30, eu estava lá. Diferente de (muitos) outros dias, não dormi em pé ou nada parecido, apenas permaneci lendo um livro (coisa que acho que não vou parar de fazer até eu morrer), e até me assustei com a velocidade de leitura (geralmente 10~15 páginas). O vagão não se encontrava tão cheio quanto eu esperava, sendo que pude (respirar e) ler em paz durante todo o trajeto, além de conseguir sair de lá sem um arranhão ou um rasgo nas roupas (isso já aconteceu, acreditem). Conseguimos concretizar os objetivos no laboratório de Quanti (uma disciplina que, se você não conhece, dê graças a Deus), e em seguida fui para o estágio. Lá chegando, fiquei fazendo um dos testes mais chatos dos quais alguém poderia me dizer para fazer, conhecido como "teste do ferro". Eu, que nunca tinha feito, gostei de aprender e de fazer (o único problema é quando precisamos aquecer, pois a placa demora muito para completar o serviço), no entanto, perdi a oportunidade de tirar uma foto minha usando luvas de látex, máscara de gás e óculos de segurança, mas tudo bem, haverão outras oportunidades (risos). "Passei" um café, mais uma vez, e acho que fui aprovado pelos funcionários da empresa. Próxima parada: casa? Ainda não. Novamente, encaminhei-me à escola. O ponto alto da aula seria quando faríamos vinho, pois todo o resto de nosso tempo é marcado pela excentricidade da professora (algo como achar que ela esta alcoolizada 24 horas por dia), que tem acessos de risos, mudança repentina de humor e aptidão para considerar qualquer atividade um tédio (até a própria disciplina). Salpicado com piadas de duplo-sentido, o tempo de teoria foi proveitoso afinal de contas. No laboratório, divertimo-nos amassando 500 g de uvas, que nos renderam cerca de 300 mL de suco. 100 mL foram para o experimento, e o resto nós bebemos, que mesmo sem água ou açúcar estava realmente muito bom. Admito que só o nosso suco parecia mesmo de uvas, quando comparado ao verde-limão ou nuances de "goiaba" também presentes. Tudo isso por apenas 1 real. Perto de chegar em casa, ainda fui à igreja, onde outros desafios me esperavam. Mas não faltou coragem ou disposição para fazê-los. Ao sair, acompanhei minha namorada até em casa, mal conversamos dada a hora e o cansaço estampado em nossas caras. A companhia dela é realmente revigorante. Finalmente em casa, o jantar (um prato para a comida e outro para a salada) foi servido, que não demorou mais que 10 minutos para ser totalmente devorado. Satisfeito fisiologicamente, ainda fui ao computador, no qual permaneci durante 2 horas pelo menos. Já era 1h da manhã quando decidi dormir para acordar 7 horas depois e iniciar outra maratona. Agradeci por já ser quinta-feira. Agradeço por tudo e por todos. Não tenho do que reclamar. Esse é um exemplo de um dia feliz e comum do meu cotidiano.

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