Falando de Futebol
O Brasil não parou pra ver a Copa América, mas eu dei o benefício da dúvida. Mesmo com uma seleção "dream team", o Brasil não passou do Paraguai. E, pior que isso, sem gols. Pior ainda, nem de pênalti. E, se não desse pra ficar pior ainda mais, foram 4 chutes. Ok, a Argentina também não passou, mesmo com "o melhor do mundo". O Paraguai chegou a final sem vencer uma partida no tempo normal. Coisas bizarras aconteceram, admito, o que diminuiu a farofa "brazuka". Contra todas as expectativas, exceto talvez a minha e Darwin, os caracteres galináceos não alçaram voo como deveriam. Com execuções apagadas e sem coordenação, o Brasil do 3-4-3 não vingou. A zaga também não agradou tanto, mas Lúcio fez diferença. Seja dentro ou fora de campo. Falando sobre o brilhantismo da seleção, Lúcio afirmou que o brasão na frente da camisa é mais valioso que o nome atrás dela. O time, recém-formado, apesar de contar com estrelas, quasares e pulsares, não tem o envolvimento que possa ser comparado a outras "seleções". Achar que por ter o melhor de cada posição, um time vai ser invicto é masoquismo. A Argentina sofreu do mesmo algoz: falta de entrosamento. A ligação meio-ataque não fluia. Parecia uma privada entupida: não desce, só volta. Julgar uma seleção apta por que treinou durante semanas é absurdo. De igual modo, satirizar Mano Menezes é estupidez generalizada. Mas, contra toda a sanidade, o técnico só se mantem quando tem vitórias. Brasil, de novo, deixa a desejar. Afinal, com Ricardo Teixeira de presidente da CBF, sanidade não é o nosso forte desde sempre. Nem preciso comentar da "janela" internacional no meio do Brasileirão, além do limite de jogos para um jogador trocar de time no mesmo campeonato. Sacanagem é apelido pra esse tipo de ordenança. E, de novo, contra todas as expectativas, menos a minha e, quem sabe, Darwin, o Japão conquistou o Mundial Feminino de Futebol. O que aquela seleção jogou, e lutou, ela fez por merecer seu título inédito. Com entrosamento, visão de jogo e garra, a atuação japonesa deixou muitos torcedores sem palavras. Um time sem purpurina, egoísmo ou austeridade, fez o que o Brasil no quesito pontaria, ficasse no chinelo. Uruguai campeão, o que não assustou, mas valeu a pena ser visto. Humildade seria a palavra do dia para a seleção, ainda que eu não ache que eles estavam tão exaltados nesse ponto. Faltou mesmo: treino e tempo. Uma seleção se faz em um dia. Uma equipe se faz em amizade, parceria e altruísmo. De praxe, quem sabe na Copa agente não "desencanta".
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