O tempo passa e as coisas sempre mudam. Nada é igual para sempre. Ou quase nada. Fizemos nosso máximo. Ou quase isso. E, hoje, quem sou pra dizer que não? Ainda que as coisas tenham consequências que desagradam, o aprendizado fica, e fica pra melhor. Para melhorarmos na próxima. Ou pra fazermos diferente, cada qual com o seu. Ninguém nasce sabendo. Ninguém aprende morrendo. Mas cada dia é um dia pra ser vivido: carpe diem. Mesmo sem provar da Arcadia, agente sempre fantasia o romance clássico, bucólico. Na realidade natural, sem dó nem piedade, a modernidade anda correndo, e ficamos pra trás. Mas, desde que com um ao outro, ficar pra trás não é o cerne do problema. Os outros são os outros até que agente passa do amor pro bom dia. Por quê? Tão perto, tantas oportunidades, tanto pra fazer. Talvez sejam coisas demais pra serem feitas em conjunto. Talvez sejam sempre coisas demais. Talvez coisas de menos por demais. Dia 23 passou. E levou um bom pedaço de nós. Perdendo aqui, ganhamos acolá. Nada como um corpo esbelto e enxuto pra provar. A vida é uma perda. Seja de amores ou de elétrons, sempre contamos mais pra esquerda. Nunca somos simétricos, tirando o numéro phi, é claro. Escrevo mas não canto, cozinho mas não sou bonito, dou pitaco mas não toco instrumento. Por que defeitos são defeitos? Não poderia ser só falta de aptidão? Por que se prefere falar mais mal que bem de tudo? O homem é evoluído, ou é psicótico? Os mais loucos parecem sempre mais felizes. Acho que o tempo não passa pra eles como passa pro resto do mundo normal. Podemos matar pelos outros, mas e morrer por todos? A vida sempre espera o melhor de nós. E a morte sempre aproveita a melhor parte. A fênix precisa morrer pra ressuscitar. Podemos amar. E odiar está sempre tão perto. Tudo acaba. Mas eu prefiro falar: Sempre há um recomeço.
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