quarta-feira, 14 de abril de 2010

Momento "Eduardo e Mônica"... ou quase isso!

Caros leitores, posts desse tipo talvez demorem a sair, mas engana-se aquele que acha que por este motivo penso menos nisso do que qualquer outro assunto relacionado aqui. Pensar às vezes não seria a palavra certa, "sentir" possa ser mais adequado.
Fugindo um pouco da temática "ficar e sair", no maior estilo "bate-pronto" que tem permeado a nossa (sem contar as vindouras, tomara que não) geração de maneira tão constante, proponho um questionamento: o que é amor? De certo, essa frase já foi lida milhares de vezes por qualquer um e respondia relativamente na mesma medida. Porém o experimento aqui tem uma análise mais refinada. Não tenho o intuito de respondê-la. O objetivo deste veículo social não é responder perguntas, mas questionar a natureza das perguntas que já existem.
Muitos já citaram ser o amor um possível resultado da atração de corpos de características opostas. Ou a dissolução de corpos de propriedades semelhantes. Resoluções complexas a fim de compreender um evento tão comum. Ou não. Amamos ou sentimos necessidade de outro preocupar-se demasiadamente conosco? É provável que o evento de "amar" não corresponda exatamente ao que vemos atualmente. Se é que já vimos isso acontecer. Quando permite que meu lado romântico obtivesse mais espaço na minha existência, lancei uma pérola: "A beleza não é um atributo necessário para o amor". Com certeza, procurei com isso melhorar a minha posição. Você entendeu o que eu quis dizer. Mas confesso que há momentos em que tenho minha mente estressada por não ter provado ainda minha teoria. Será que há uma necessidade verdadeira em relacionar-se carinhosamente ou nosso subconsciente trabalha para nos sentirmos bem com isso? Não tenho dúvidas de que amar seja parte da natureza humana, mas temos amado a parte certa? Uma das primeiras características observadas pelo nosso cérebro ao compreender que um indivíduo é do sexo oposto, é o corpo. Nada mais que uma casca que esconde o caráter do mesmo. Pronunciamos o verbo "amar" quase que automaticamente, não no sentido verdadeiro, sim como desejo. Avançamos nesse desejo e passamos a amar sim à nossa posição, à satisfação de um produto de consumo. Tão profundo quanto uma poça d'água que evapora num dia quente. O comum homem/mulher-objeto. Alguém já disse que só se ama o que se é cativado. Atribuímos um valor que difere aquilo dos demais da sua espécie. Mas para dar a essa situação um valor agregado maior, não devemos nos ater ao exterior. O mais importante é invisível. Nem sempre temos o mais belo, mas podemos ter aquilo que só nós podemos ver. Só o que é cativado prova da verdadeira essência daquele que o cativou. Quando esse patamar é alcançado, talvez estejamos mais perto de conhecer o amor. Não algo material, mas que transcende a matéria. Não ame por um valor, mas o faça por alguém.

Um comentário:

  1. "Quem inventou o amor
    Me explica por favor.
    Porque que enquanto a vida vai e vem
    Você procura achar alguém
    Que um dia possa lhe dizer:
    Quero ficar só com você?"

    "Tu só amas aquilo que tu cativas"

    Dois pensamentos sinceros e reflexíveis esses.. Um deles é de meu tão amado mestre, que infelizmente nunca encontrou o amor verdadeiro, mas estava sempre a procurar.. Uma vez julgou amar, mas percebeu que o que cativavas não havia sido cativado e, como uma punhalada desapareceu.
    O outro é de um dos meus livros favoritos (O Pequeno Príncipe), onde um garoto vindo de outro planeta, ou seja lá como quiserem chamar a casa dele, veio à Terra ensinar as pessoas o verdadeiro significado poético das coisas. Eu sei que ele não veio exatamente com esse propósito, mas assim o foi. E, pobre criança ingênua. A ingenuidade dele me cativou e me cativa.. Sou do tipo de pessoa que gosto de meus amigos, e não sei duvidar deles..
    Another post. hehe
    acho que eu tenho que parar de postar em comentários..
    Mas, como sempre, espero que você entenda meus devaneios..
    E, o amor é algo transcedental sim, eu diria até etéreo, algo que vocÊ só sabe o que é quando sente de verdade.. E, se eu julgo ter sentido um dia? Sim, creio eu que sim, mas, como tudo na vida, como não foi correspondido ele se aquietou. Não direi que acabou, mas se modificou.. Ainda amo, mas não como amava, não como a um homem que existe pra me completar e pra me acompanhar.. Agora amo como a um amigo, como amo a você ou ao John ou ao João..
    Simplesmente amo meus amigos.. Amor esse quase incondicional, onde se tem carinho, atenção, afeto e, principalmete, perdão..

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