Depois tempos
Sem vê-la, sem tê-la
Cada dia pensando
Mais e mais
Ao estar com ela
Ao olhar em seus olhos
Senti-me como se de novo
Fosse a primeira vez
Os olhos
Os rostos
Cada gesto
Cada passo
A mesma inocência
A mesma timidez
O mesmo cumprimento
De tempos atrás
Ao toque de seus cabelos
Sentindo sua mão roçar na minha
Sua pele desprendendo o perfume natural
Voltava eu no tempo
Um odor
De amor
Não há dor
Mas o ardor
Do torpor
Que com furor
Este sabor
Ela exalava
E lhe beijava as faces
E permeava o ar
E renovava o mar
Do amor profundo
De uma imensidão
Pacífica, translúcida
Chegando ao cerne da alma
Ao antro, ao fundo
Do insondável, desconhecido
Ser, que é seu
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