Cara, que definição complexa. Um dia eu pensei que acharia algum ser humano igual ou parecido comigo, mas isso seria catastrófico para a segurança da própria humanidade. Eu, sinceramente, tenho medo de mim mesmo. Não só pelas imitações bizarras de personagens cômicos, pela aparência parcialmente gutural, pelo humor absolutamente negro munido de um sarcasmo doentiamente irônico. Pela quantidade de coisas que passam pelas minhas sinapses cerebrais. Coisas que vão desde um modo mais econômico para lavar a louça a estratégia infalível para derrotar aquele "boss" maldito do "rpg" que eu não consigo "zerar", sem esquecer os devaneios sobre presentes para a namorada e a situação político-econômica do cenário mundial vigente. Não é a toa que pus o nome de blog de "um lugar perigoso". Uns vão achar que estou me gabando dada a característica oblonga do meu crânio, ao mesmo tempo a esguia do meu corpo. É absolutamente compreensivo, eu acho. Mas não, não é. Tentando me definir, passo pela tentativa de definir o universo em poucas palavras, e chego ao seguinte: uma Mistureba Generalizada de Todas as Coisas, ou seja, não é pra ter mesmo sentido algum, dado o fato de que uma coisa é, ou pode ser algo, e, ao mesmo tempo, muitas não significam nada, pois muitas não é, muitas são, e ainda continuamos no singular, logo, conectivamente não há conexão nem sentido, culminando na inexistência, que, simultaneamente comprova a existência de algo que ainda não sabemos o que realmente é. Tá, ninguém chegou no fim da frase pessimamente estruturada. Me faz lembrar do saudoso Chico Anysio, quando representava Alberto Roberto. Longe de mim um senso artístico tão rico, mas é engraçado a metalinguagem referente. Resumindo, esse papo de síntese pessoal é a maior furada quando o indivíduo não entende o mundo que o cerca, e se o ambiente define o homem, não havendo compreensão do meio, definição alguma levaria o homem, e, ao mesmo tempo, se penso logo existo, não pensar leva a inocuidade do senso de propósito na trajetória histórica do mesmo homem, ser, ou coisa, que pensa pensar, não pensando em coisa alguma, e, por conseguinte, não existe em nenhuma esfera física, psicológica, ou psicocinética derivada da resultante dos quatro vetores fundamentais, conhecidos até hoje, que catatonicamente persistem no pseudo-pensamento-existencial. Mas pra que tantas linhas? Nenhuma delas faz sentido. Se fizer, parabéns. Una-se à prole da qual faço parte desde o advento de meu sonolento nascimento físico, ainda que minimamente mental, precursor da obra pouco mercadológica atual, inconsistente e efusiva, ainda que haja nesses adjetivos inverdade, fato é que a verdade é algo relativamente incoerente, devido a multidão de perspectivas difusas de cada indivíduo no ínfimo espaço de tempo que compreenda a manutenção do bombeamento sanguíneo para a notação parcial de vida, ou sub-vida, agindo de maneira a eliminar o conceito universal de verdade absoluta, dogmas ou lei, seja lá quais forem. Amém.
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